
Facetas da responsabilização do terceiro setor diante do novo tratamento jurídico dado às parcerias sociais
By Hugo von Ancken Erdmann AmorosoLength8h 55m
About this audiobook
A presente obra parte do processo de Reforma do Aparelho do Estado ocorrida no Brasil nos anos 90, cuja ideia central era justamente redefinir o papel da Administração Pública, para que esta assumisse uma postura mais gerencial, menos burocrática e mais eficiente, com enfoque no cidadão-cliente.
Os serviços públicos não-exclusivos (v.g. ensino, saúde, cultura, etc.) passariam a ser prestados por entes privados fomentados pelo Estado, em atenção ao Princípio da Subsidiariedade.
Não à toa, foram criadas as Organizações Sociais (OS), as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS) e, mais recentemente, a promulgação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (OSC) pela Lei nº 13.019/2014 com alterações substanciais feitas pela Lei nº 13.204/2015.
Assim, com estes novos modelos de parcerias surgiram também questionamentos acerca da responsabilização civil destes entes privados quando causam danos aos usuários de seus serviços fomentados pelo Estado. O tema é relevante em razão da natureza jurídica dos integrantes do Terceiro Setor.
A obra também trata da responsabilidade do Estado diante dos danos causados por estas entidades, à luz do dever estatal de fiscalizar a execução da atividade desempenhada pelo ente parceiro. Para responder estas questões, o autor denota seu entendimento de forma clara e objetiva, sem esquecer dos demais posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais sobre estes pontos controvertidos do Direito do Terceiro Setor.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length8 hrs 55 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 18, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO 1 - A CRISE DO ESTADO E A REFORMA GERENCIAL NO BRASIL
41.1 Críticas à reforma gerencial
51.2 Estado e Aparelho do Estado
Show all chaptersShow less
61.3 Os objetivos fixados no Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado
71.4 Breves apontamentos sobre o princípio da subsidiariedade
81.5 Atividade Estatal de Fomento
91.5.1 Considerações teóricas sobre a atividade de fomento
101.5.2 A “publicização” no Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado
111.6 Modificações constitucionais e legais decorrentes da reforma administrativa relacionadas com as parcerias sociais
12CAPÍTULO 2 - FORMAS DE PARCERIAS SOCIAIS COM O TERCEIRO SETOR
132.1 Evolução histórica e mapeamento do Terceiro Setor no Brasil
142.2 Conceito de Terceiro Setor
152.3 Organizações Sociais
162.3.1 O processo de qualificação da entidade parceira no Poder Público
172.3.2 O contrato de gestão e suas peculiaridades
182.3.3 A dispensa de licitação prevista no artigo 24, XXIV da Lei nº 8.666/1993 e artigo 12, § 3º da Lei nº 9.637/1998
192.3.4 As formalidades necessárias para a contratação de pessoal
202.3.5 A cessão especial de servidores públicos em favor da entidade parceira
212.3.6 Os instrumentos fiscalizatórios na parceria com as Organizações Sociais
222.4 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)
232.4.1 Considerações acerca da qualificação das entidades e atividades desempenhadas pelas OSCIPs
242.4.2 O conteúdo do estatuto das OSCIPs
252.4.3 A desqualificação da entidade
262.4.4 A celebração e a fiscalização da parceria firmada com a OSCIP
272.5 Pontos comuns e divergentes entre as Organizações Sociais e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público
282.6 Organizações da Sociedade Civil e as Transformações dos papéis do Terceiro Setor em razão do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil
292.6.1 Conceitos e espectro de incidência do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil
302.6.2 As formas de celebração das parcerias constantes no Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil
312.6.3 O procedimento de Manifestação de Interesse Social
322.6.4 A compulsoriedade do chamamento público para a celebração da parceria e suas fases
332.6.5 A dispensa e a inexigibilidade do chamamento público
342.6.6 As vedações à celebração das parcerias
352.6.7 O monitoramento e a avaliação a respeito do cumprimento do objeto da parceria
362.6.8 As penalidades aplicáveis às OSCs
37CAPÍTULO 3 - A RESPONSABILIDADE DAS ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR
383.1 Considerações iniciais acerca da evolução da responsabilidade civil no direito privado e da responsabilidade do Estado
393.1.1 A evolução da responsabilidade civil no direito privado
403.1.2 A evolução da responsabilidade do Estado
413.1.3 A evolução da responsabilidade do Estado no Brasil
423.1.4 A responsabilidade por omissão do Estado
433.2 O regime de responsabilização das entidades do Terceiro Setor
443.2.1 A incidência da responsabilidade objetiva da Constituição Federal
453.2.2 Do entendimento que afasta a incidência do regime constitucional da responsabilidade estatal às entidades do Terceiro Setor
46CAPÍTULO 4 - A RESPONSABILIDADE DO ESTADO FRENTE ÀS PARCERIAS SOCIAIS COM O TERCEIRO SETOR
474.1 O dever-poder de fiscalizar a atuação do parceiro estatal fomentado
484.2 A responsabilidade estatal frente aos danos causados a terceiros pelos parceiros sociais
494.3 A responsabilidade estatal subsidiária e solidária do Estado em razão dos danos causados pelos parceiros sociais
50CONSIDERAÇÕES FINAIS