
A valoração da prova no acordo de não persecução penal
By Bruno Simões Noya de OliveiraLength8h 15m
About this audiobook
Esta obra é resultado das pesquisas realizadas durante o mestrado em direitos e garantias fundamentais da Faculdade de Direito de Vitória. Em essência, evidencia a importância da busca da verdade no acordo de não persecução penal – ANPP – e sustenta que o estândar probatório para os atos de oferta, pactuação e homologação do ANPP deve ter por parâmetro a concepção de justa causa, materializada pela existência de provas suficientes da materialidade e de indícios de autoria, sob a ótica da probabilidade por preponderância persuasiva de evidências acusatórias. Outrossim, defende que tal estândar deve ser utilizado em três momentos procedimentais: na oferta, na pactuação e na homologação judicial, sendo que, nos dois últimos, a justa causa do acordo deve ser corroborada por confissão formal, circunstancial e coerente em relação aos fatos que consubstanciam a justa causa inicialmente considerada como fundamento da oferta do acordo. Enfim, a melhor leitura que nosso ordenamento jurídico permite do acordo de não persecução é a que o consolide como mecanismo de política criminal justo, e, nessa perspectiva, a busca da verdade é um dos caminhos.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length8 hrs 15 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 2, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
193.2 O PROCEDIMENTO DO ANPP COMO EXPRESSÃO DA DEMOCRACIA
2INTRODUÇÃO
204 O DEVIDO PROCESSO LEGAL CONSENSUAL E O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO
31 A CELERIDADE E O ESCOPO DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NA VISÃO DO DIREITO COMO INTEGRIDADE
214.1 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
41.1 O DIREITO COMO INTEGRIDADE
224.2 PRINCÍPIO DA AUTONOMIA
51.2 O DIREITO COMO INTEGRIDADE SOB A ÓTICA DAS METÁFORAS DO JUIZ HÉRCULES E DO ROMANCE EM CADEIA
234.3 PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA
Show all chaptersShow less
61.3 O DIREITO COMO INTEGRIDADE COMO VETOR DE LEGITIMIDADE DA JUSTIÇA CONSENSUAL PENAL
244.4 PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA
72 O CONCEITO LEGAL DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL E SUA CARACTERÍSTICA PROCEDIMENTAL
254.5 PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE
82.1 A ESSÊNCIA DO PROCEDIMENTO DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL
264.5.1 A metáfora do quebra-cabeça
92.2 A NATUREZA DO ATO DE OFERTA DO ANPP SOB A ÓTICA DO DIREITO FUNDAMENTAL DE ACESSO À JUSTIÇA
274.5.2 A natureza do provimento derivado do ANPP e a busca da verdade sobre a prática de crime pelo investigado
102.2.1 A ausência de discricionariedade forte do Ministério Público para decidir sobre a oferta do ANPP, à luz da doutrina de Ronald Dworkin
285 A VERDADE, A UTILIZAÇÃO DOS RACIOCÍNIOS EPISTEMOLÓGICOS INDUTIVO, DEDUTIVO, ABDUTIVO E O ESTÂNDAR PROBATÓRIO, NO ÂMBITO DO ANPP
112.2.2 A oferta do ANPP como faculdade consectária do direito fundamental de acesso à justiça
295.1 OS RACIOCÍNIOS DEDUTIVO, INDUTIVO E ABDUTIVO NA DESCOBERTA E VALORAÇÃO DA PROVA
123 A DISTINÇÃO ENTRE OS SISTEMAS ACUSATÓRIO E INQUISITÓRIO
305.2 O ESTÂNDAR DA PROVA PARA ALÉM DE DÚVIDA RAZOÁVEL COMO FUNDAMENTO DA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA
133.1 O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO E SUA CONFORMIDADE COM O SISTEMA ACUSATÓRIO
315.3 O ESTÂNDAR PROBATÓRIO SOBRE A MATERIALIDADE E AUTORIA DOS CRIMES OBJETO DO ANPP
143.1.1 O ANPP sob a perspectiva dos limites de atuação do Ministério Público Brasileiro e sua distinção da plea barganing
325.3.1 A justa causa como estândar probatório para a oferta do ANPP
153.1.2 A legitimidade da confissão como principal requisito do ANPP
335.3.2 A justa causa corroborada por confissão voluntária, formal e circunstancial, como estândar probatório para pactuação e homologação judicial do ANPP
163.1.3 Confissão, dignidade humana e o princípio da não autoincriminação
34CONCLUSÕES
173.1.4 O ANPP e a (suposta) renúncia ao devido processo legal
35POSFÁCIO
183.1.5 O processo do ANPP como procedimento em contraditório paritário