
Conteúdo e aplicabilidade do princípio do juiz natural
By Edval Borges SegundoLength6h 1m
About this audiobook
O princípio do juiz natural, apesar de não estar previsto, pode ter seu conteúdo depreendido da Constituição Federal. A sua evolução se confunde com o desenvolvimento da própria jurisdição estatal, abrangendo seu conteúdo, na doutrina mais moderna, um aspecto formal – que veda a criação de tribunais extraordinários e garante o julgamento por um magistrado competente – e outro material – que confere independência e imparcialidade aos juízes. O juiz natural se revela, portanto, como um princípio de suma importância para todos os Estados Democráticos de Direito, porquanto ora exerce a função de direito fundamental – garantindo ao jurisdicionado que será processado e julgado por um juiz competente –, ora como um princípio – já que avaliza um julgamento realizado por um sujeito imparcial e independente. Nesse sentido, infere-se um escopo primordial do princípio em questão: fazer com que o processo tenha um fim justo. Para tanto, o juiz natural deve ser estudado se associando a outros importantes princípios, dentre os quais a legalidade, a igualdade, a segurança jurídica e o acesso à justiça. A observância de sua aplicabilidade, todavia, nem sempre é algo fácil de se aferir, mas o seu cumprimento deve ser ponderado na maior medida possível, sob pena de malferir um dos maiores corolários do devido processo legal. Em outros termos, não é possível garantir o devido processo legal sem assegurar o princípio do juiz natural em sua máxima grandeza.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length6 hrs 1 min
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 6, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
343.4.2 - Juiz natural: juiz competente e juiz universalmente natural
21. INTRODUÇÃO
353.4.3 - Juiz natural: imparcialidade e independência
31.1 - UMA RÁPIDA APRESENTAÇÃO
363.5 - A IMPORTÂNCIA DO JUIZ NATURAL
41.2 - OBJETIVOS
373.6 - DO FORMALISMO PROCESSUAL E O JUIZ NATURAL
52. ANOTAÇÕES SOBRE A TEORIA DOS PRINCÍPIOS
383.7 - O JUIZ NATURAL E OUTROS PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
Show all chaptersShow less
62.1 - UM BREVE INTRÓITO
393.7.1 - O princípio da legalidade e o juiz natural
72.2 - SOBRE A TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DE ROBERT ALEXY
403.7.2 - A segurança jurídica e o juiz natural
82.2.1 - O conceito de normas de direitos fundamentais
413.7.3 - O princípio da igualdade e o juiz natural
92.2.2 - A estrutura das normas de direitos fundamentais
423.7.4 - Acesso à justiça e o juiz natural
102.2.2.1 - Das colisões entre princípios e dos conflitos entre regras
433.7.5 - Identidade física do juiz e o princípio do juiz natural
112.2.2.2 - A lei da colisão e a estrutura da ponderação nas colisões entre princípios
444. APLICABILIDADE DO JUIZ NATURAL
122.3 - A TEORIA DOS PRINCÍPIOS NA DOUTRINA BRASILEIRA
454.1 - JUSTIFICATIVAS
132.3.1 - A teoria dos princípios na ótica de Eros Roberto Grau
464.2 - HIPÓTESES DE (IN)APLICABILIDADE DO JUIZ NATURAL
142.3.2 - A definição e a aplicação dos princípios jurídicos na teoria de Humberto Ávila
474.2.1 - O Tribunal de Nuremberg: o marco histórico da inobservância do juiz natural
152.4 - DA IMPORTÂNCIA NORMATIVA DOS PRINCÍPIOS
484.2.2 - Competência por prerrogativa de função e sua evolução frente ao juiz natural
163. CONTEÚDO DO JUIZ NATURAL
494.2.3 - A descontaminação do julgado no processo penal e o juiz natural: anotações a respeito do artigo 157, § 5o, do Código de Processo Penal, incluído (ressuscitado) pelo conhecido Pacote Anticrime
173.1 - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
504.2.4 - Do desaforamento no processo de competência do júri: uma breve análise do instituto frente ao juiz natural
183.1.1 - O processo e o direito público
514.2.5 - Sobre o incidente de deslocamento de competência das causas relativas a direitos humanos para a Justiça Federal: uma breve análise sob a perspectiva do princípio do juiz natural
193.1.2 - O processo e a Constituição
524.2.6 - O juízo arbitral e o juízo natural
203.1.3 - Tutela constitucional do processo
534.2.7 - Anotações acerca da formação dos colegiados nos tribunais e o juiz natural
213.1.4 - O devido processo legal: alicerce dos demais princípios processuais
544.2.8 - O artigo 102, inciso I, alínea n, da Constituição Federal e o princípio do juiz natural
223.2 - JUIZ NATURAL: UMA BREVE APRESENTAÇÃO
554.2.9 - Considerações acerca do artigo 235 do Código de Processo Civil e o juiz natural
233.3 - DADOS HISTÓRICOS DO JUIZ NATURAL
564.2.10 - Evolução das regras de distribuição por dependência: uma técnica para garantir o juiz natural
243.3.1 - O juiz natural na Magna Carta inglesa
574.2.11 - Varas de Substituições: uma mácula ao juiz natural
253.3.2 - As Cartas de Direitos do século XVII e a proibição de juízes extraordinários
584.2.12 - O juiz natural no procedimento das ações de alimentos
263.3.4 - O Constitucionalismo francês e a garantia do juiz natural
594.2.13 - Considerações acerca do litisconsórcio ativo facultativo ulterior
273.3.5 - A evolução do Constitucionalismo francês e o retorno à proibição dos juízes ex post facto
604.2.14 - Da competência absoluta dos Juizados Especiais Federais e da Fazenda Pública e o litisconsórcio ativo: um instrumento para se garantir o juiz natural
283.3.6 - A evolução constitucional da garantia do juiz natural na Itália
614.2.15 - A competência concorrente (forum shopping) sob a perspectiva do juiz natural
293.3.7 - O juiz natural nos demais países europeus
625. CONCLUSÃO
303.3.8 - O juiz natural e as constituições brasileiras
635.1 - DA FORÇA NORMATIVA DOS PRINCÍPIOS
313.3.9 - A garantia do juiz natural na Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José de Costa Rica)
645.2 - SOBRE O CONTEÚDO DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL
323.4 - O CONTEÚDO E O ALCANCE DO JUIZ NATURAL
655.3 - ACERCA DA APLICABILIDADE DO JUIZ NATURAL
333.4.1 - O juiz natural e os tribunais de exceção: proibição de juízos extraordinários