
Direito Administrativo Pós-Pandêmico
Teoria geral do ato administrativo de exceçãoBy Wilson Accioli FilhoLength14h 4m
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Resultado de tese de doutorado defendida na Faculdade de Direito da USP, esta obra parte da premissa de que o fim da emergência sanitária global não autoriza o retorno à inércia institucional. Projeções científicas indicam que novas pandemias ou epidemias severas são altamente prováveis no curto e médio prazo, o que torna inevitável a reutilização de instrumentos jurídicos próprios de contextos excepcionais.
Nesse cenário, o livro sustenta que o Direito Administrativo e o Direito Constitucional não podem continuar a reagir às crises apenas sob pressão das emergências. A experiência brasileira durante a pandemia revelou improvisações normativas, insegurança jurídica, conflitos federativos e restrições a direitos fundamentais adotadas fora dos ritos constitucionais clássicos dos estados de exceção. Seis anos após março de 2020, impõe-se, portanto, uma análise crítica: como o ordenamento jurídico se comportou? Que lições foram efetivamente aprendidas? E, sobretudo, o Brasil está juridicamente preparado para enfrentar uma nova crise sanitária com maior racionalidade, legitimidade e controle?
A partir de abordagem dogmática, empírica e de Direito Comparado, a obra propõe a construção de um Direito Administrativo de Crise, estruturado em torno de uma teoria geral do ato administrativo de exceção, apta a compatibilizar respostas estatais urgentes com a preservação das garantias fundamentais e dos princípios do Estado de Direito.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length14 hrs 4 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 27, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1LISTA DE SIGLAS
273. O INÍCIO DA JORNADA DO REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO RUMO À PAVIMENTAÇÃO DO ESTADO ADMINISTRATIVO DE EXCEÇÃO: O ATO ADMINISTRATIVO DE EXCEÇÃO SANITÁRIA
2INTRODUÇÃO
283.1 A necessidade-utilidade de uma taxonomia entre tipos e subtipos de estados de exceção administrativa
31. NOTAS INTRODUTÓRIAS SOBRE O DIREITO CONSTITUCIONAL DE EXCEÇÃO
293.1.2 Estado de emergência administrativa X Estado de necessidade administrativa: aspectos comuns e dicotômicos: 3.1.2.1 Art. 22 da LINDB: cláusula geral de estado de necessidade administrativa?
41.1 O contexto fático-jurídico de uma crise sanitária: a hora do pragmatismo
303.2 Função administrativa pragmática
51.2 Direito constitucional de exceção ou estado constitucional de exceção
313.3 A tradicional teoria do ato administrativo
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61.3 Instrumentos constitucionais para decretação do estado de exceção no Brasil
323.4 A reorganização da tradicional teoria do ato administrativo para o contexto de exceção sanitária
71.3.1 Estado de Defesa
333.4.1 Poder administrativo: o retorno do pêndulo?
81.3.2 Estado de Sítio
343.4.2 A fundamentação457 do ato administrativo de exceção sanitária: 3.4.2.1 A cientificidade como causa fática-material vinculante da motivação do ato administrativo de exceção sanitária
91.4 Síntese parcial do capítulo
353.4.3 A discricionariedade do ato administrativo de exceção sanitária
102. DIREITO CONSTITUCIONAL DE EXCEÇÃO SANITÁRIA NO ORDENAMENTO COMPARADO
363.5 Ato administrativo de emergência e ato administrativo de necessidade: espécies do ato administrativo de exceção sanitária: 3.5.1 Reflexões críticas sobre o ato administrativo de exceção sanitária
112.1 No ordenamento jurídico-constitucional Português
373.6 Síntese parcial do capítulo
122.1.1 A regulamentação contida na Lei n. 44/8684
384. A DECRETAÇÃO DO ESTADO DE EXCEÇÃO SANITÁRIA PARA COMBATER A PANDEMIA DA COVID-19 NO BRASIL: CRÍTICAS E PROPOSIÇÕES
132.1.2 O estado de exceção sanitária previsto em âmbito infraconstitucional
394.1 Quadro normativo pandêmico: o regime jurídico de exceção sanitária na prática
142.1.3 Comportamento normativo-pandêmico108: Direito de Exceção X Direito da Normalidade
404.1.1 A Portaria n. 188/2020
152.1.4 O debate jurídico no entorno do art. 27 da Constituição: direito à liberdade
414.1.2 A Lei n. 13.979/2020
162.1.5 A jurisprudência pandêmica portuguesa
424.1.3 A Portaria n. 356/2020
172.2 No ordenamento jurídico-constitucional Alemão
434.1.4 O Decreto n. 06/2020
182.2.1 A Lei Básica (Grundgesetz) ou Lei Fundamental141
444.2 O controle pragmático573 exercido pelo STF durante a crise sanitária
192.2.2 A Lei de Prevenção e Combate a Infecções (Infektionsschutzgesetz - LFSG)
454.2.1 A obrigatória cientificidade das decisões administrativas
202.2.3 A jurisprudência pandêmica alemã
464.2.2 Federalismo brasileiro de crise: cooperação e predominância do interesse local: 4.2.2.1 Federalismo brasileiro em tempos de exceção sanitária: benção ou maldição?
212.2.4 Pontos de discussão e considerações críticas
474.2.3 Governança federativa de crise: 4.2.3.1 Autoridade Nacional de Crise652: o exemplo do Emirados Árabes Unidos
222.3 No ordenamento jurídico-constitucional Espanhol
484.2.4 Considerações finais sobre o controle pragmático exercido pelo STF durante a pandemia do coronavírus
232.3.1 O comportamento jurídico-normativo espanhol durante a COVID-19236
494.3 Comissão de Veneza (ou Comissão Europeia para a Democracia pelo Direito): a propositura de padrões gerais de atuação constitucional durante uma crise sanitária
242.3.2 A jurisprudência pandêmica espanhola
504.4 Observações críticas sobre os instrumentos jurídico-normativos de decretação do estado de exceção no Brasil: um estado de defesa às avessas?: 4.4.1 Proposição normativa para o aperfeiçoamento do regime de exceção brasileiro
252.3.3 Propostas de lege ferenda pós-pandêmicas
514.5 Síntese parcial do capítulo
262.4 Síntese parcial do capítulo
52CONCLUSÃO