
A revolução digital e o direito à privacidade
By Demócrito Reinaldo FilhoLength12h 2m
About this audiobook
As tecnologias da informação provocaram uma rápida transformação em cada faceta de nossas vidas, ao facilitarem a coleta, manipulação e armazenamento de dados em forma digital. Não somente as agências governamentais funcionam como poderosos centros de processamento de informações pessoais, mas também as empresas privadas hoje adquiriram os meios para coletar, manipular, armazenar e transmitir dados de uma forma simples e a um custo relativamente baixo.
O interesse tanto do setor público como do privado em incrementar a utilização de sistemas informáticos para coleta de dados pode ser explicado pela circunstância de que a informação transformou-se em valioso recurso. Na era dos mercados globais e da concorrência sem fronteiras territoriais, as tecnologias que possibilitam a manipulação, gerenciamento e uso de informações transformaram-se em ferramentas de poder. Na atual sociedade da informação, o bem mais valioso e disputado é justamente o que dá nome a essa nova sociedade: a própria informação. Na "nova economia", empresas bem-sucedidas são as que conseguem adquirir e administrar a maior quantidade possível de informação, no menor tempo e com maior eficiência.
Mas se, por um lado, a coleta de informações pessoais pode favorecer negócios, facilitar decisões governamentais ou mesmo melhorar a qualidade de vida material da sociedade como um todo, outros valores necessitam ser considerados à luz da privacidade individual.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length12 hrs 2 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJul 13, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1INTRODUÇÃO
511. A PROTEÇÃO À PRIVACIDADE NOS AMBIENTES ELETRÔNICOS DAS REDES ABERTAS (INTERNET)
2CAPÍTULO I
521.1. A utilização de cookies como mecanismo de invasão da privacidade
31. O VALOR SOCIAL DA PRIVACIDADE
531.2 Online Personal Privacy Act – A lei americana de proteção à privacidade na Internet
42. PRIVACIDADE INFORMACIONAL – COMO A TECNOLOGIA FACILITA O ACESSO A DADOS PESSOAIS
541.3 Retenção dos registros de conexão e tráfego pelos provedores
52.1 Coleta da informação
551.4 O problema do spam como invasão do direito à privacidade
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62.2 Digitalização da informação
561.4.1 O CDC e a publicidade do e-mail (spam)
72.3 Armazenamento, intercâmbio e processamento da informação
571.4.2 Necessidade de regulamentação da matéria
8CAPÍTULO II
581.4.3 O CAN-SPAM ACT – A lei americana que proíbe spams
91. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS RELACIONADAS OU ORIGINADAS DO DIREITO À PRIVACIDADE
591.4.4 As leis estaduais anti-spam nos EUA
101.1 A liberdade de expressão
601.5. A difusão de informações processuais na Internet - A publicação de fotos e nomes de criminosos sexuais
111.2 O direito à livre associação
612. A PROTEÇÃO À PRIVACIDADE EM OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
121.3 A inviolabilidade do domicílio
622.1 A disciplina do uso de informações pessoais pelas companhias de telefone nos EUA
131.4 Sigilo bancário e fiscal
632.2 O spam via ligação telefônica
141.5 Inviolabilidade da correspondência e das comunicações
642.3 O telemarketing e os riscos à privacidade
152. LIMITAÇÕES ÀS REGRAS CONSTITUCIONAIS DE PROTEÇÃO À PRIVACIDADE
653. A VIGILÂNCIA POR MEIO DE CÂMERAS (VIDEO SURVEILLANCE): 3.1. Celulares equipados com câmeras
162.1 Relatividade dos direitos fundamentais
664. PRIVACIDADE NO AMBIENTE DE TRABALHO
172.2 Proteção voltada contra a atuação estatal ou contra atos de particulares
674.1 Proteção das informações do empregado no ambiente de trabalho
182.3 Inexistência de um conceito jurídico definido e a dificuldade de delimitar sua extensão
684.2 A proposta de Diretiva da União Europeia
193. CRITÉRIOS PARA SOLUÇÃO DE CONFLITOS ENTRE A PRIVACIDADE E OUTROS DIREITOS
69CAPÍTULO V
204. As várias espécies de privacidade e sua evolução histórica no Common Law
701. REGULAMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS NA EUROPA
214.1 A Privacidade como instituto da Responsabilidade Civil (Tort privacy)
711.1. A Diretiva sobre proteção de dados pessoais – Diretiva 95/46/EC, de 24.10.95 (“data protection directive”)
224.2 A privacidade na 4a. Emenda da Constituição norte-americana
721.2. O Regulamento Geral sobre Proteção de Dados (RGPD)
234.3 A privacidade na 1a. Emenda da Constituição norte-americana
731.3. A Diretiva Europeia sobre retenção de dados nas comunicações eletrônicas – Diretiva 2006/24/EC, de 15.03.06 (“data retention directive”)
244.4 Privacidade decisional (fundamental decision privacy)
741.4. O Governance Data Act – a estratégia europeia para manter a soberania sobre os dados e conter o domínio dos mercados digitais pelas Big Techs
255. O DIREITO À PRIVACIDADE NO NOVO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO
751.5. O DATA ACT: a nova etapa regulatória da estratégia europeia para a economia de dados
265.1 O direito à privacidade inserido entre os direitos da personalidade
762. REGULAMENTAÇÃO NOS EUA: 2.1 A COPPA - Lei americana de proteção dos dados das crianças na Internet
275.2 A característica da pluridisciplinariedade dos direitos da personalidade e suas consequências para a interpretação das leis
773. A LEI BRASILEIRA SOBRE PROTEÇÃO DE DADOS – LGPD (LEI N. 13.709/18)
285.3 A relatividade do direito à privacidade no novo Código Civil
78CAPÍTULO VI
295.4 Interação entre a privacidade e os demais direitos da personalidade
791. OS ÓRGÃOS ENCARREGADOS DE PROTEÇÃO À PRIVACIDADE
305.4.1 O direito à imagem: 5.4.1.1 A imagem de um indivíduo como dado pessoal
801.1 O modelo europeu: 1.1.1 Transmissão de dados a países não membros da UE – as cláusulas contratuais modelo
315.4.2 Da proteção ao nome
811.2 O modelo americano
325.4.3 Do direito à disposição sobre o próprio corpo
821.3 A experiência argentina: 1.3.1 O reconhecimento do sistema argentino pela União Europeia
33CAPÍTULO III
831.4 A decisão da corte europeia que invalidou o acordo de transferência de dados pessoais
341. BANCOS DE DADOS OU ARQUIVOS PESSOAIS
84CAPÍTULO VII
351.1 Classes de dados
851. A REPERCUSSÃO DOS ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E A PRIVACIDADE
361.1.1. Nominativos ou pessoais
861.1 Nos EUA
37a) dados não sensíveis
871.2 Na França
38b) dados sensíveis
881.3 Na Inglaterra
391.1.2. Não nominativos
891.4 Na Índia
402. CLASSIFICAÇÃO DOS BANCOS DE DADOS
901.5 Na Itália
413. RESPONSABILIDADE DOS CONTROLADORES DE BANCOS E BASES DE DADOS
911.6 Na Espanha
424. APLICAÇÃO DA LGPD AOS BANCOS DE DADOS DE CONSUMO
921.7 Na Alemanha
434.1 O “Cadastro Positivo” criado pela Lei 12.414/11
931.8 No Canadá
444.2 O Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central do Brasil
941.9 Na Dinamarca
454.2.1 O SCR e o sigilo bancário
951.10 No G-8
464.2.2 O SCR e o Código de Defesa do Consumidor
961.11 Na União Europeia
474.2.3 Do dano decorrente da inserção de dados pessoais no SCR
972. PROGRAMAS E INICIATIVAS GOVERNAMENTAIS (DOS EUA) QUE AMEAÇAM A PRIVACIDADE DE FORMA COLETIVA
484.3 A proteção constitucional dos dados pessoais: 4.3.1 Proteção constitucional alcança bancos de dados informatizados
982.1 O Total Information Awareness – TIA: 2.1.1 O projeto de lei que tenta limitar o TIA
495. AS MAILING LISTS COMO BANCOS DE DADOS PESSOAIS E DE CONSUMO
992.2 O CAPS - Computer Assisted Passenger Screening – o sistema de segurança para as companhias aéreas: 2.2.1 A resistência da União Europeia quanto ao repasse de informações sobre passageiros de companhias aéreas europeias
50CAPÍTULO IV
1002.3 Outros programas