
A procedimentalização do impeachment como modelo de processo coletivo e o direito fundamental de participação popular
um estudo da ratio decidendi dos processos de Fernando Collor e Dilma RousseffBy Naony Sousa Costa MartinsLength14h 15m
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A presente obra objetiva a revisitação do procedimento do processo coletivo de impeachment a partir do modelo constitucional de processo, bem como ofertar um novo procedimento que garanta a participação discursiva dos interessados difusos no debate racional do mérito processual do impedimento. Trata-se de um estudo destinado a eliminar o déficit de participação popular na construção do provimento do impedimento de um Presidente da República democraticamente eleito via participação popular direta. A análise documental de dois processos de impeachment de Presidentes da República do Brasil, que ocorreram no período de retomada do modelo democrático de estado (impedimentos dos ex-Presidentes da República Fernando Collor e Dilma Rousseff), forneceu elementos teóricos e jurídicos aptos a se demonstrar as consequências jurídicas da ausência de participação popular nesse modelo de processo. Os resultados obtidos na pesquisa apontam que o atual modelo do processo de impeachment acarreta um déficit de participação popular na construção do provimento. Assim, deve o procedimento do impedimento oportunizar a criação de um espaço de ampla exauriência argumentativa e que garanta a participação referendária e plebiscitária dos interessados difusos na formação do provimento.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length14 hrs 15 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateAug 1, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
423.4.7 Análise das condutas que caracterizam crimes de responsabilidade
2INTRODUÇÃO
433.4.8 Rol dos crimes de responsabilidade: taxativo ou exemplificativo?
3PROCESSO COLETIVO CONSTITUCIONAL DEMOCRÁTICO E DIREITOS FUNDAMENTAIS METAINDIVIDUAIS
443.4.9 Natureza jurídica do processo de impeachment
42.1 DIREITOS FUNDAMENTAIS METAINDIVIDUAIS: A PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DOS DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS
453.4.10 Natureza jurídica do processo de impeachment do Presidente da República sob a ótica da processualidade democrática
52.2 PROCESSO CONSTITUCIONAL NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
463.5 CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS DA DECISÃO QUE JULGA PROCEDENTE O PEDIDO DE IMPEACHMENT
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62.2.1 Eduardo Juan Couture
473.6 (IN)COMPATIBILIDADE DO PROCESSO DE IMPEACHMENT COM O ESTADO DEMOCRÁTICO
72.2.2 Héctor Fix-Zamudio
483.7 ANÁLISE JUSFILOSÓFICA DAS CONCEPÇÕES DE DEMOCRACIA
82.2.3 José Alfredo de Oliveira Baracho
493.7.1 Diferenças entre o político e política por Chantal Mouffe
92.2.4 Elio Fazzalari
503.7.2 Considerações sobre o populismo de esquerda em Chantal Mouffe
102.2.5 Italo Andolina e Giuseppe Vignera
513.7.3 O estudo da democracia em Nancy Fraser
112.2.6 Rosemiro Pereira Leal
523.8 CONCLUSÕES PARCIAIS
122.3 A IMPORTÂNCIA DA REVISITAÇÃO DO CONCEITO DE INTERESSE NO ÂMBITO DAS AÇÕES COLETIVAS
53ANÁLISE TEÓRICO-DOCUMENTAL DOS PROCESSOS DE IMPEACHMENT NO BRASIL
132.4 DIREITO, INTERESSE E VONTADE: A IMPORTÂNCIA DA SUA DIFERENCIAÇÃO ONTOLÓGICA PARA A COMPREENSÃO DO PROCESSO COLETIVO DEMOCRÁTICO
544.1 ESTUDO DOCUMENTAL DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DO PRESIDENTE FERNANDO AFFONSO COLLOR DE MELLO
142.5 PROCESSO COLETIVO: SISTEMA PARTICIPATIVO E SISTEMA REPRESENTATIVO
554.1.1 Análise do contexto histórico e político
152.6 AÇÕES TEMÁTICAS E MÉRITO PARTICIPATIVO
564.1.2 Análise documental do procedimento do impeachment de Fernado Collor
162.7 PROCESSO COLETIVO COMO ESPAÇO DE AMPLA EXAURIÊNCIA ARGUMENTATIVA
574.1.3 Processo de impeachment do Presidente Fernando Collor: tramitação na Câmara dos Deputados Federais
172.8 PRINCÍPIOS DO PROCESSO COLETIVO CONSTITUCIONAL DEMOCRÁTICO
584.1.4 Processo de impeachment do Presidente Fernando Collor: tramitação no Senado Federal
182.8.1 Princípio da participação democrática
594.1.5 Consequências jurídicas do processo de impeachment
192.8.2 Princípio da discursividade do mérito processual
604.1.6 Estudo da ratio decidendi do processo de impeachment do Presidente Collor
202.8.3 Princípios da não taxatividade da ação coletiva e da máxima amplitude do processo coletivo
614.1.7 Apontamentos críticos da renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello
212.8.4 Princípio da ampla divulgação da demanda coletiva
624.2 ESTUDO DOCUMENTAL DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA VANA ROUSSEFF
222.8.5 Princípio da disponibilidade motivada da ação coletiva e Princípio da indisponibilidade da execução coletiva
634.2.1 Análise do contexto histórico e político
232.9 PARTICIPAÇÃO POPULAR, CIDADANIA E FORMAÇÃO PARTICIPADA DO MÉRITO NO PROCESSO COLETIVO
644.2.2 Análise documental do procedimento de impeachment de Dilma Rousseff
242.10 CONCLUSÕES PARCIAIS
654.2.3 Processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff: tramitação na Câmara dos Deputados Federais
25ANÁLISE CONSTITUCIONAL E TEÓRICA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT
664.2.4 Processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff: tramitação no Senado Federal
263.1 HISTORICIDADE DO PROCESSO DE IMPEACHMENT: ANÁLISE TEÓRICA E LEGAL DO PROCESSO DE IMPEACHMENT NO MODELO INGLÊS E AMERICANO: 3.1.1 Procedimento do processo de impeachment do Presidente da República no direito norte-americano
674.2.5 Consequências e efeitos jurídicos do processo de impeachment no que atine a inabilitação do exercício de função pública
273.2 DIFERENCIAÇÃO TEÓRICA ENTRE IMPEACHMENT, RECALL E VOTO DE DESCONFIANÇA
684.2.6 Estudo da ratio decidendi do processo de impeachment da Presidente Dilma
283.3 MODELOS DE PROCESSO DE IMPEACHMENT NA AMÉRICA LATINA
694.2.5 O estudo crítico das “pedaladas fiscais” a partir da análise realizada pelo Tribunal de Contas da União: ausência de fundamentos para a procedência do pedido de impeachment?
293.3.1 Processo de impeachment na Argentina
704.3 OS PROCESSOS DE IMPEACHMENT DOS PRESIDENTES FERNANDO COLLOR E DILMA ROUSSEFF FORAM LEGÍTIMOS?
303.3.2 Processo de impeachment no Uruguai
714.4 CONCLUSÕES PARCIAIS
313.3.3 Processo de impeachment no Paraguai
72IMPEACHMENT COMO MODELO DE PROCESSO COLETIVO
323.3.4 Processo de impeachment na Colômbia
735.1 FUNDAMENTOS PROPEDÊUTICOS DO MODELO DE PROCESSO COLETIVO DEMOCRÁTICO JUDICIALIZADO E DESJUDICIALIZADO
333.3.5 Processo de impeachment no Equador
745.2 CONSTRUÇÕES TEÓRICAS SOBRE O PROCESSO COLETIVO DE IMPEACHMENT
343.3.6 Processo de destituição do Presidente da República na Venezuela
755.3 MÉRITO PROCESSUAL E A CONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA DA DECISÃO: 5.3.1 Crítica ao sistema representativo no processo coletivo e legitimidade democrática
353.4 ANÁLISE HISTÓRICA E TEÓRICO-NORMATIVA DO PROCESSO DE IMPEACHMENT NO BRASIL
765.4 PROCEDIMENTALIZAÇÃO DO PROCESSO COLETIVO DEMOCRÁTICO DE IMPEACHMENT DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA: 5.4.1 O caráter vinculante do plebiscito e do referendo na procedimentalização do impeachment
363.4.1 Análise do processo de impeachment na Constituição Federal de 1988
775.5 IMPACTOS DO PROVIMENTO NO PROCESSO DE IMPEACHMENT: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA PARTICIPAÇÃO POPULAR E DA LEGITIMIDADE DA DECISÃO
373.4.2 Análise do Processo de Impeachment na Lei 1.079 de 10 de abril de 1950
785.6 A PARTICIPAÇÃO RACIONAL DO CIDADÃO NA FORMAÇÃO DO PROVIMENTO DO PROCESSO COLETIVO DE IMPEACHMENT: CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESCADA DA PARTICIPAÇÃO CIDADÃ DE ARNSTEIN
383.4.3 Análise do Regimento Interno da Câmara dos Deputados Federais e do Senado Federal
795.7 CONCLUSÕES PARCIAIS
393.4.4 Apontamentos críticos sobre o Projeto de Lei do Impeachment: análise da PL n° 1.388 de 2023
80CONSIDERAÇÕES FINAIS
403.4.5 Natureza jurídica dos crimes de responsabilidade
81APÊNDICE A – PROJETO DE LEI DO PROCESSO COLETIVO DE IMPEDIMENTO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA E VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
413.4.6 Características dos crimes de responsabilidade