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CIDADES QUE ABRAÇAM INFÂNCIAS parte do óbvio: bebês, crianças, gestantes e cuidadoras (mulheres, na maioria das vezes) têm ritmos próprios, demandas específicas e precisam de conforto e segurança em seus deslocamentos e experiências nas cidades.
Os primeiros anos de vida são fundamentais para um desenvolvimento sadio. Há leis, como a Constituição Brasileira, que garantem que a criança é "prioridade absoluta". Mas o ir e vir nas cidades têm sido desafiadores para muitas famílias.
Os centros urbanos, principalmente em países de baixa renda e alta desigualdade social, são hostis e com um sistema de transportes que privilegia o modo rodoviário. As cidades se tornaram ambientes de passagem e não mais espaços de convivência.
A boa notícia é a de que há iniciativas que têm acalmado entornos escolares, promovido encontros, estimulado passeios pelo bairro e tornado parte das cidades mais acolhedoras. Esse livro reúne quatro experiências bem-sucedidas e traça o que elas têm em comum.
A conclusão é de que é possível fazer melhor. A união de saberes e setores e o olhar para territórios mais humanos são capazes de provocar mudanças.
Texto de contracapa: Planejar cidades que considerem bebês e crianças é a coisa certa a se fazer, além de estar na Constituição, que as definiu como "prioridade absoluta". Andar com conforto e segurança pelas cidades é uma das principais atenções que precisam receber.
Levadas em carrinhos ou em seus passos curtos, de mãos dadas com um adulto, as crianças se movimentam pelas ruas. E precisam de atendimentos mais calmos e acolhedores. O início da vida é essencial para um desenvolvimento saudável.
Mas os centros urbanos, principalmente em países de baixa renda e alta desigualdade, priorizam há décadas o fluxo rodoviário. Um ambiente urbano hostil e desrespeitoso provoca mortes e problemas de saúde física e mental. Velocidade máxima permitida, tempo para atravessar avenidas a pé, praças no bairro geram um efeito importante no cotidiano das famílias.
As experiências no território em que se vive moldarão a percepção do mundo e as relações humanas futuras. Há soluções possíveis a baixo e médio custo. Esse livro apresenta experiências bem-sucedidas em quatro cidades. É possível se inspirar e replicar. Que boas iniciativas voem, como a imaginação de quem vive seus primeiros anos de vida.
"Não é suficiente oferecer os serviços se o chegar é tão exaustivo à parte da população. A gestão tem que atuar para demover obstáculos, facilitar o dia a dia, propiciar efetivamente o acesso. A integração dos equipamentos e proximidade entre eles pode ser um fator decisivo para o exercício de certos direitos".