
Acordo de não persecução penal
uma compreensão de sua racionalidade à luz da teoria do Direito como Integridade de Ronald Dworkin e do paradigma global da justiça penal negocialBy Graziella Maria Deprá Bittencourt GadelhaLength5h 6m
About this audiobook
Em um contexto de grandes disfuncionalidades relativas ao problema da criminalidade, esta obra indagou: quais são os critérios racionais para o Ministério Público estabelecer o objeto do acordo de não persecução penal? Tais critérios se encontram em consonância com o paradigma global da negociação do direito penal? Partiu-se da hipótese inicial de que a discricionariedade persecutória no acordo de não persecução penal deve utilizar critérios racionais de discricionariedade em sentido fraco, bem como de que a limitação legal do objeto do acordo à equivalente funcional de pena mostra-se insuficiente para atender à racionalidade do paradigma global da justiça penal negocial. No intuito de desvelar a resposta correta a tais aporias, utilizou-se, como marco teórico, a teoria do Direito como Integridade de Ronald Dworkin, produzindo, como resultado, uma obra calcada tanto na experiência prática da autora como Promotora de Justiça no Ministério Público do Estado do Espírito Santo, quanto na intensa vivência acadêmica junto ao PPGD da Faculdade de Direito de Vitória ? FDV.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length5 hrs 6 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 23, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
102.3 CRÍTICAS DOGMÁTICAS AO MODELO CONSENSUAL PENAL E AO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL
2INTRODUÇÃO
113. ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL E SUA RACIONALIDADE
31. SUPERAÇÃO DO PROCESSO PENAL CLÁSSICO E AS POSTERIORES PROPOSTAS TEÓRICAS DE CONSTRUÇÕES DO DIREITO PROCESSUAL PENAL
123.1 RECONHECIMENTO DA JURIDICIDADE, DA CONSTITUCIONALIDADE E DA LEGALIDADE DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NO ÂMBITO DO ORDENAMENTO JURÍDICO. FILTRAGEM HERMENÊUTICA À LUZ DA TESE DO “DIREITO COMO INTEGRIDADE” DE RONALD DWORKIN
41.1 O MODELO PROCESSUAL PENAL TRADICIONAL
133.1.1 Direito como Integridade: noções propedêuticas
51.2 A CONCEPÇÃO DE PROCESSO SEGUNDO ELIO FAZZALARI
143.1.2 Juridicidade, constitucionalidade e legalidade dos critérios de integridade do ordenamento jurídico, para desvelar a resposta correta à legítima questão da criminalidade
Show all chaptersShow less
61.3 A JUSTIÇA PENAL NEGOCIAL COMO TENDÊNCIA NOS ORDENAMENTOS JURÍDICOS DE MATRIZ EUROPÉIA-CONTINENTAL. A TESE DA AMERICANIZAÇÃO DO PROCESSO PENAL DE MÁXIMO LANGER
153.2 A ATIVIDADE DO ÓRGÃO MINISTERIAL INTÉRPRETE NO MOMENTO DA PACTUAÇÃO. OS CRITÉRIOS DE CONVENIÊNCIA POLÍTICO-CRIMINAL PARA SE FORMALIZAR OU DEIXAR DE FORMALIZAR UM ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL
72. A CONSENSUALIDADE NA JUSTIÇA PENAL BRASILEIRA
16CONCLUSÃO
82.1 PERSPECTIVAS HISTÓRICAS DA EXPANSÃO DA NEGOCIAÇÃO CRIMINAL NO BRASIL
17POSFÁCIO
92.2 ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL COMO ELEMENTO DE EXPANSÃO DOS ESPAÇOS DE CONSENSO CRIMINAL NO BRASIL