
Length15h 32m
About this audiobook
O livro "Operação Lava Toga" demonstra como alguns ministros do Supremo Tribunal Federal foram mudando de lado em relação à luta contra a corrupção e como o tribunal se comportava na época do mensalão - marco na mudança de comportamento da sociedade brasileira frente aos crimes de colarinho branco e em relação à própria atuação política. A obra também relata o envolvimento pessoal com partidos e políticos, fatos suspeitos e até criminosos envolvendo ministros da Suprema Corte e como isto tudo afeta o posicionamento deles em relação ao efetivo combate à corrupção, tão esperado pela sociedade. Antes do julgamento do mensalão, descrito em resumo na introdução do livro, nunca se tinha visto tanta gente acompanhando e, com tanto interesse, o longo julgamento, em muitas tardes de audiência na TV Justiça e que fez, definitivamente, "o gigante acordar" e as pessoas passarem a agir como atores na luta contra a corrupção endêmica que tomou conta do país. Entretanto, enquanto os brasileiros torciam como num campo de futebol pela condenação (ou, uns poucos, pela absolvição) dos mensaleiros, os políticos descobriam novas formas e mais eficazes de assaltar os cofres públicos, o que foi descoberto com o advento do chamado petrolão, que envolvia não somente o Partido dos Trabalhadores, como no caso do mensalão, mas todos os partidos que davam sustentação ao governo petista e que, por isso, se acharam no direito de também sangrar os cofres públicos. Aliás, as investigações da Lava Jato, que começaram em 2009, coincidem com a época em que o Supremo Tribunal Federal fazia a instrução criminal das ações contra os mensaleiros, cujo relator foi o ex-ministro Joaquim Barbosa. A Operação Lava Jato foi bem recebida no âmbito do STF, pela maioria dos ministros, inclusive Gilmar Mendes, que fazia rasgados elogios ao trabalho desenvolvido pela força tarefa - sediada em Curitiba -, que teve a ousadia de mandar prender diversos políticos e empresários ligados ao esquema criminoso comandado pelo PT. A coisa, porém, começou a tomar novos rumos quando as investigações do MPF avançaram sobre outros partidos, especialmente, sobre políticos do PSDB e MDB. Aí, o ministro Gilmar Mendes passou a militar ferozmente contra a Lava Jato, com ataques públicos aos procuradores da República, categoria a que ele já pertenceu, mas que sempre tentou amordaçar. Como Gilmar Mendes é o mais falastrão dos ministros da Suprema Corte, ele também é o mais citado na obra, em situações tais que já motivou diversos pedidos de impeachment, sempre arquivados por presidentes do Senado Federal, por razões óbvias: a maioria dos políticos tem rabo preso com a Justiça e querem que seus processos continuem parados no STF. O livro cita vários dos crimes de responsabilidade atribuídos a Gilmar Mendes e outros indícios de crimes que, se houvesse um conselho que julgasse ministros supremos, já o teria colocado para fora, pois envergonha qualquer tribunal, a permanência de magistrados com tal má reputação. Mas não é somente Gilmar Mendes. O livro aborda a atuação suspeita de outros ministros como Antônio Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, que vêm somar com Gilmar Mendes, o rol de acusações por crimes de fraude eleitoral, manter jagunços em suas propriedades rurais, traficar influência em benefício próprio, enriquecimento ilícito, venda de decisões judiciais, crimes contra a ordem tributária e outros. Na verdade, todos os ministros do Supremo são citados em algum capítulo da obra, com poucos sendo motivo de elogio e outros sendo motivo de protesto por sua atuação autoritária, como Alexandre de Moraes. O principal objetivo da obra é escancarar para a sociedade o que ministros, usando de sua imunidade e do corporativismo que impera no Supremo, conseguem manter debaixo do tapete.
Audiobook details
GenrePolitics and Government, Children's Literature
Length15 hrs 32 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 19, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Bernardino Coelho da Silva
2Charles-Pierre Baudelaire [1821-1867] poeta francês
3O Instituto Brasiliense de Direito Público .................................. 68
4Introdução
5Eram, de fato, dias muito estranhos...
Show all chaptersShow less
6Perguntado pela imprensa sobre se as críticas ao PGR
7teriam relação com o mensalão, o ministro respondeu:
8E não era isso?
9interesses. Foi
10O advogado Sérgio Bermudes comentou sobre os votos
11Fernandes, então, vai direto ao ponto, ao questionar Eros
12interesses
13Disponível
14De acordo com Lima, Veloso
15esta estapafúrdia decisão da Suprema Corte:
16O cidadão Gilmar Ferreira Mendes
17tem dois
18Gilmar Mendes bacharelou-se no primeiro semestre de
19mestrado na Universidade de Brasília (UnB)?
20Advocacia
21Disponível
22Abrindo caminhos para o Olimpo
23foi visto como uma
24texto constitucional e nas
25linchamento, um verdadeiro
26iniquidade
27Castro relata o que ouviu de Gilmar Mendes:
28Mas não deu e o governo foi fragorosamente derrotado!
29O procurador da República Gilmar Mendes em 1977
30Como se vê, essa ojeriza de Gilmar Mendes pela Justiça
31cargo.
32Civil, esta
33exemplo, que Advogado-Geral da União e sandeu [pateta] hoje se igualam.
34O professor Dalmo Dallari também lembrou, em um artigo
35Néri tanta pressa, uma pessoa muito respeitada em todo o Judiciário”.
36Pesava
37Disse ainda o professor Dalmo Dallari:
38Gilmar Mendes, então, não deu prosseguimento à ação.
39O senador Eduardo Suplicy
40Segundo Suplicy:
41Mas era tudo apenas uma brincadeira...
42Gilmar Mendes Ferreira, em 2004, atuando no Supremo Tribunal Federal (STF)
43publicada na revista de 22 de abril de 2002, onde se dizia:
44O Instituto Brasiliense de Direito Público
45assim: é matar ou morrer.
46Vejamos:
47Para que se esclareça, a solicitação da
48Mas, vamos voltar e entender como progrediu tanto o IDP.
49rubrica
50O site Mídia News, de Cuiabá/MT fez uma análise da