
Length21h 1m
About this audiobook
Descrição do livro Edição especial reúne contos de Monteiro Lobato Livro traz todas as histórias de Urupês, Cidades mortas, Negrinha e O macaco que se fez homem e faz um mergulho histórico nas principais resenhas críticas que Lobato recebeu em vida. O volume ainda apresenta fotos do acervo de família em edição ricamente ilustrada "Monteiro Lobato", escreve Cornélio Pires, eminente etnógrafo da cultura e do dialeto caipiras da primeira metade do século XX, "é incontestavelmente um moço de muito talento e de magnífica organização literária. O seu estilo simples e claro atrai, prende, enleva e delicia". Passados mais de 65 anos da morte do escritor, difícil não nos deliciarmos com as histórias reunidas neste Contos completos, que a Biblioteca Azul, da Globo Livros, acaba de lançar. O volume compila todos os contos de Urupês (1918), Cidades mortas (1919), Negrinha (1920) e O macaco que se fez homem (1923) e ainda traz um bônus que revitaliza as pesquisas sobre o autor no Brasil: uma vasta fortuna crítica que posiciona e transporta o leitor de hoje à atividade literária feita na época. Estão presentes contos clássicos como "Meu conto de Maupassant", "Bucólica", "Cavalinhos", "As fitas da vida", "O bom marido", entre dezenas de outras histórias. A apresentação, assinada pela pesquisadora Beatriz Resende, reitera ao leitor de hoje, seja ele conhecedor ou não já da obra lobatiana, a relevância de ler os contos para compreender nosso país e conhecer a verdadeira história do modernismo no Brasil. Sem Urupês, primeiro livro de contos do autor, nossos artistas teriam tomado outros rumos nas fases seguintes do movimento. Foi o livro que deu as bases para os motores das vanguardas no país. Qualquer crítica social que se faça a Lobato se esvai quando notamos, na apreciação atenta de suas narrativas, que determinadas falas funcionam como um eco da sociedade de então, com seus preconceitos e suas amarras. Merece especial atenção o cuidado editorial do volume, totalmente ilustrado com imagens de acervo pessoal da família da Lobato. São fotos de momentos da vida íntima do autor, com a família, e que reportam também, ao passo que as histórias avançam cronologicamente quanto à data de publicação, a transformação do campo e das cidades. A fortuna crítica, ao fim do volume, foi selecionada a partir do precioso arquivo pessoal de Maria Pureza Natividade Monteiro Lobato, a dona Purezinha, esposa de Lobato, que, durante anos, recortava as notícias relacionadas ao marido e as colava num álbum. Conta com uma carta de Oswald de Andrade a Lobato, além de críticas de Lima Barreto, Agripino Grieco, José Lins do Rego, Caio Prado Júnior, entre outros. Referências que recuperam matérias, resenhas e artigos que foram escritos contemporaneamente à produção de Lobato. O autor Monteiro Lobato (1882-1948) é um dos maiores autores de nossa literatura. Captou as aspirações e os sentimentos do brasileiro e legou em suas obras um expressivo retrato do país e de sua gente. Sempre abordando temas de cunho universal dentro de uma perspectiva brasileira, Lobato fez desta mistura um cenário cheio de frescor e com o colorido das tradições locais e, por isso, permanece sempre atual não só porque traz à tona debates sociais urgentes em nossa sociedade, mas também porque incorpora um tratamento de estilo raro, que se mantém eterno e nunca datado. Dentre suas principais obras, todas publicadas pela Globo Livros, estão clássicos indispensáveis a qualquer biblioteca, como Urupês, Cidades mortas, Negrinha, que fazem parte deste Contos completos, entre outros, sem contar toda a produção infantojuventil, de caráter igualmente formador, como Reinações de Narizinho.
Audiobook details
Rating★★★★ 4.5 (1.4K)
Includes Goodreads, Amazon, StoryGraph, LibraryThing
GenreSpirituality and Religion, Children's Literature
Length21 hrs 1 min
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 10, 2019
LanguagePortuguese
Table of contents
110 DE FEVEREIRO DE 2019 EDITORA DO CARMO BRASÍLIA-DF
2A ESTÉTICA NATURALISTA-NACIONALISTA
3A névoa esmaia o relevo da paisagem, desbota-lhe as cores.
4CENAS DA POBREZA
5livros.
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6— Deixa estar!...
7‘de comer’ comidinha de negro velho, já sabe...
8Os faroleiros
9pinta vermelha que, súbito, se fez amarela.
10um farol por dentro.
11torre. Só com ordem superior.
12eram inimigos.
13Desde esse dia nunca mais o faroleiro abandonou o tema da loucura
14loucura de Cabrea, e aduziu várias provas concludentes.
15seduziu, homessa.
16no espasmo supremo dos risos incoercíveis.
17de carranca.
18sinceramente
19Longos dias passou Pontes alheio ao mundo, em diálogo mental com
20concupiscente, guloso de chulice.
21A colcha de retalhos
22Estranhei-lhe aquilo.
23Estendeu-me ante os olhos um pano variegado, de quadrinhos
24não tarda. Já a sinto cá dentro.
25A vingança da peroba
26remoto em que a crosta da terra se solidificou.
27o milho desembrulhava pendão, muito medrado de espigas.
28Esta troada era o argumento decisivo de Nunes nas relações familiares.
29tiraprosa de Porungas, Cabaças e Cuias, eh! eh!
30Quando me viu entreparou, amode que assombrado.
31era entendidíssima.
32cólera incoercível.
33torturas
34cabeça e estômago.
35parece bobo!
36redondamente.
37conto de Maupassant”.
38daquele cérebro, senti todo um drama psicológico que nunca será escrito...
39“Pollice verso”
40— E deixou você que ele cometesse semelhante malvadeza? —
41— Uma vez que será médico, não vejo mal em ir-se familiarizando
42médico. Queria pano verde para as boladas gordas.
43descansada que porei o seu marido completamente são dentro de um mês.
44Positivo como era Inacinho, supomos que meteu em equação o
45Bucólica
46vendo que tenho de vender a paineira.
47mesma, a preta agregada aos Suãs.
48O mata-pau
49vitorioso. — Pode casar. É homem.
50calouse.