
Junho de 2013
agir direto, violência e democraciaBy Virgínia Juliane Adami PaulinoLength12h 57m
About this audiobook
O agir direto, sem mediação, praticado por um coletivo de pessoas que se move com um propósito político comum é abordado neste livro, a partir do confronto entre duas perspectivas antitéticas. A primeira delas, a de Carl Schmitt (1888-1985), concebe este agir com base em seu conceito de aclamação, fruto imediato de um povo dotado de consciência política, em situação de recíproco reconhecimento, que unido expressa seu grito de aprovação ou de recusa. E a segunda, a de David Graeber (1961-), concede à ação direta seu sentido estrito de ativismo, graças ao qual, o Estado é confrontado diretamente, sem, no entanto, ser reconhecido, em sua soberania. São pessoas que agem como se já fossem livres, fazendo desta ação um modelo para a mudança que desejam realizar. Por expressarem a dialética entre autoridade e anarquia, por serem antagônicas na maneira de comporem a relação que o agir direto pode ter com violência e democracia, estas duas vias são utilizadas para interpretar junho de 2013, em sua onda massiva de manifestações ocorridas nas principais cidades do país.
Audiobook details
GenreEducation and Learning
Length12 hrs 57 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 26, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
15CAPÍTULO 2 . AÇÃO DIRETA - ASSOCIAÇÃO VOLUNTÁRIA SEM GOVERNANTES
2INTRODUÇÃO
162.1 O SUJEITO DA AÇÃO DIRETA: 2.1.1 Características do sujeito da ação direta
31 APRESENTAÇÃO DO TEMA
172.2 AÇÃO DIRETA E NÃO-VIOLÊNCIA
41.1 APRESENTAÇÃO DA PRIMEIRA VIA
182.3 O CONCEITO DE AÇÃO DIRETA
51.2 APRESENTAÇÃO DA SEGUNDA VIA
192.4 AÇÃO DIRETA E DEMOCRACIA
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61.3 O CONFRONTO ENTRE AS DUAS VIAS
202.5 IMAGINAÇÃO, REVOLUÇÃO E FUTURO
72 INDICAÇÃO METODOLÓGICA E BIBLIOGRÁFICA
212.6 O HOMEM DA AÇÃO DIRETA
8CAPÍTULO 1. ACLAMAÇÃO – O GRITO DO POVO REUNIDO
22CAPÍTULO 3. UMA ESCOLHA ENTRE EXTREMOS – JUNHO DE 2013
91.1 O SUJEITO DA ACLAMAÇÃO
233.1 JUNHO COMO ALEGORIA: A EXPOSIÇÃO DE SUA APARÊNCIA, DE SEUS FATOS
101.2 O CONCEITO DE ACLAMAÇÃO
243.2 A PRIMEIRA ALEGORIA: JUNHO SIGNIFICANDO ACLAMAÇÃO
111.3 A FINALIDADE DA ACLAMAÇÃO
253.3 A SEGUNDA ALEGORIA: JUNHO E A AÇÃO DIRETA ANARQUISTA
121.4 ACLAMAÇÃO E DEMOCRACIA
263.4 A ESCOLHA DA NARRATIVA VERDADEIRA
131.5 A REPRESENTAÇÃO VERDADEIRA
27CONSIDERAÇÕES FINAIS
141.6 O HOMEM QUE ACLAMA