
Foucault e o Abolicionismo Penal
costurando encontros entre a Vontade de Potência e o Abolicionismo PenalBy Léo PiresLength6h 57m
About this audiobook
Este livro de Leonardo Schwab Pires é uma pesquisa, no campo jurídico, em torno do abolicionismo penal, operando em registros ao mesmo tempo ético, filosófico e histórico.
Sabemos que Mário de Andrade, em Pauliceia Desvairada, perguntou "será necessária a prisão para que haja civilização?". Resta saber o que resultou desse juízo, lembrando que Carandiru era um presídio de São Paulo.
Tendo como ponto de partida esse problema "a prisão é necessária?", Léo Pires toma para si o desafio de estabelecer um diálogo entre o filósofo Michel Foucault e os principais teóricos do abolicionismo penal, sobretudo com o holandês Louk Hulsman. Um dos pontos de intercessão está no fato de Hulsman, assim como Foucault, ter contestado a lógica discursiva e política que "edifica" a ideia de sistema penitenciário.
O estudo de Léo Pires atravessa diferentes categorias do abolicionismo penal "os bons e os maus", "o culpado necessário", "estigma e estereótipo". Começando com Louk Hulsman e passando a seguir para autores incluindo Raúl Zaffaroni e Edson Passetti.
É inegável que o sistema prisional e os seus códigos compõem um terrível pesadelo, sobretudo nos países pobres.
...
Para concluir, diremos que Léo Pires é um autor que está entre os que compreendem que a genealogia nietzschiana traz possibilidades de criação de práticas de resistências para que possamos pensar uma nova justiça contra o desejo de punição e os julgamentos moralizantes ainda muito enredados nos processos jurídicos.
Mário Bruno
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length6 hrs 57 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 29, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
188.2 A Pedagogia maniqueísta da culpabilização
2INTRODUÇÃO
19CAPÍTULO 9 AGENCIAMENTOS ENTRE “O INIMIGO NO DIREITO PENAL” DE ZAFFARONI, O “BIOPODER” EM FOUCAULT E O “PODER SOBERANO” NO TRABALHO DE GIORGIO AGAMBEN
3PARTE 1 FOUCAULT E O NASCIMENTO DA PRISÃO COMO PEÇA DO DIAGRAMA DISCIPLINAR
209.1 Zaffaroni leitor de Nietzsche?
4CAPÍTULO 1 A MECÂNICA DAS RELAÇÕES DE PODER NO DIAGRAMA DISCIPLINAR E AS FORÇAS ATIVAS E REATIVAS NIETZSCHEANAS
219.2 A “vida nua” e o “inimigo”
5CAPÍTULO 2 DESDOBRAMENTOS DO DIAGRAMA: O ADESTRAMENTO E O PANOPTISMO COMO PROCESSOS DE NORMALIZAÇÃO E DE PRODUÇÃO DE SABER SOBRE “OS ANORMAIS”
229.3 “Fazer viver e deixar morrer”. “Fazer morrer e deixar viver”
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6CAPÍTULO 3 A REFORMA PENAL NA FRANÇA DO SÉCULO XVIII E A COMPOSIÇÃO ENTRE A FORMA DISCURSIVA (DIREITO PENAL) E A FORMA NÃO DISCURSIVA (PRISÃO) EM FOUCAULT, SEGUNDO DELEUZE
23CAPÍTULO 10 A “SOCIABILIDADE AUTORITÁRIA” E A FUNÇÃO DA “AUTORIDADE” EXTERNA OU INTERNALIZADA
7CAPÍTULO 4 ALGUNS MODELOS “MENORES” DE PUNIÇÃO E DE DISCIPLINA NA SOCIEDADE DE SOBERANIA
2410.1 “Auctoritate”
8CAPÍTULO 5 A PRODUÇÃO DA FORMA “DELINQUENTE”: “FORMALIZAR” PARA CAPTURAR
2510.2 A função da “autoridade” em alguns enunciados do campo psicanalítico
9CAPÍTULO 6 UMA PEQUENA ABERTURA PARA O “BIOPODER” E PARA A “SOCIEDADE DE CONTROLE”
2610.3 Clastres e a sociedade contra a “autoridade”
10PARTE 2 AGENCIAMENTOS ENTRE ELEMENTOS DA ANÁLISE DE FOUCAULT E ALGUNS CONCEITOS PRESENTES NO HORIZONTE DISCURSIVO DO ABOLICIONISMO PENAL
2710.4 Foucault e a “invenção de si”
11CAPÍTULO 7 O “CULPADO-NECESSÁRIO” COMO DISPOSITIVO DO SISTEMA PENAL “REATIVO”
28CAPÍTULO 11 PROBLEMA FINAL: A “RESPOSTA-PERCURSO” E OS “ENCONTROS CARA-A-CARA” ABORDADOS POR HULSMAN E EDSON PASSETTI SERÃO UMA “LINHA DE FUGA” POSSÍVEL DO “RESSENTIMENTO” IMPREGNADO NA DINÂMICA PUNITIVA?
127.1 “Teorema” e “Problema”
2911.1 A Ação Penal, os “encontros cara a cara” e a busca pelo “comum”
137.2 O sistema penal e suas faces reativas
3011.2 O “cuidado de si” na Grécia Antiga segundo Platão
147.3 Foucault: um relativista?
3111.3 A noção epicurista de amizade e o cuidado de si
157.4 “O culpado necessário” como forma reativa
3211.4 O cuidado de si na Roma Antiga e os lugares de poder
16CAPÍTULO 8 “OS BONS E OS MAUS” E O “ESTIGMA ESTEREÓTIPO” EM HULSMAN E A CONSTRUÇÃO DA FORMA “DELINQUENTE” EM FOUCAULT. UMA ANÁLISE PARA “ALÉM DO BEM E DO MAL”
33CONSIDERAÇÕES FINAIS
178.1 O “ressentimento” e a “má-consciência”