
Execução penal e ressocialização
sistema penitenciário do DF – Penitenciária do Distrito Federal – IBy Welinton S. CabralLength5h 15m
About this audiobook
"Fiquei sensivelmente honrado e emocionado quando chegou às minhas mãos os originais desta magnífica obra. Para mim é um privilégio redigir estas linhas do prefácio de uma obra riquíssima de conhecimentos, que será fonte de aprofundamento, debates e reflexões. O leitor poderá até não concordar com todos os termos desta pesquisa, contudo, jamais ficará indiferente ao assunto, que é fruto de cuidadosa pesquisa em que o autor se deteve para apresentar alguns aspectos importantes, que esbarram no direito penal, que é a última ratio, que pode subtrair a liberdade de uma pessoa.
Vale ressaltar, que encarcerar uma pessoa é a medida extrema no devido processo penal, no Brasil e no direito internacional, na grande maioria. Cercear a liberdade, restringindo um direito humano e universal, é a maior pena além da morte. O Estado brasileiro não tem pena de morte a não ser em tempo de guerra, portanto, em solo brasileiro é a mais dura pena.
Abordando este tema "Execução Penal e Ressocialização de detentos dentro da Penitenciária do Distrito Federal – Brasília: DF", Welinton de forma brilhante expõe a questão da ressocialização da apenado, não de forma somente teórica, mas com a experiencia de quem conhece o outro lado do muro na qualidade de agente de atividades penitenciárias. Ele viu, sente e conhece por meio de sua vivência o que está por trás dos muros e das grades.
Por todo conteúdo teórico e pela vivência do escritor, que conhece as duas faces do assunto, a saber, o acadêmico e experiência profissional, uma vez que transita entre celas, corredores e pavilhões do sistema carcerário no Distrito Federal e ao mesmo tempo um pesquisador graduado; é que recomendo a leitura e o estudo das próximas páginas de puro conhecimento.
Convido ao leitor mergulhar neste assunto e na sua essência para buscar entender os princípios dos direitos humanos e projetar um olhar eivado de humanidade para quem está sob a égide de uma sentença de restrição total da sua liberdade, a fim de resgatar os valores da vida numa sociedade democrática. Todos serão beneficiados com o estudo e as reflexões desta obra, uma vez que ela abre um horizonte de debate, uma porta de possibilidades e uma visão de esperança para aqueles que foram desafortunados e por diversas circunstâncias foram parar atrás dos muros de uma penitenciária.
Enfim, o trabalho da lavra do Dr. Welinton será uma poderosa ferramenta para uso acadêmico, para estudo e pesquisa, bem como, uma abundante fonte de conhecimento para a sociedade e a oportunidade para o enfrentamento deste assunto que se costuma deixar de lado. Eis, então, um texto para fortes reflexões."
Dr. Ezequiel Rodrigues Lima
Doutor em Ciência Política
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length5 hrs 15 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMar 1, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
385.1 A EVOLUÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL
2INTRODUÇÃO
395.2 A PENITENCIÁRIA COMO ORGANIZAÇÃO TOTAL: 5.2.1 Os objetivos atribuídos ao sistema prisional (penitenciárias)
31. SISTEMA PRISIONAL: HISTÓRICO E ATUALIDADES
405.3 A PRECARIEDADE DO SISTEMA PRISIONAL
41.1 HISTÓRIA DO SISTEMA PRISIONAL
415.3.1 A ausência de compromisso por parte do Estado e a falta de fiscalização no sistema penitenciário
51.2 BREVE HISTÓRICO DO SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL
425.3.2 Superlotação carcerária
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61.3 O ATUAL SISTEMA PENITENCIÁRIO NO MUNDO: UMA VISÃO GERAL
435.3.2.1 Superlotação x Rebelião
71.4 ATUAL SITUAÇÃO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO
445.3.2.2 Superlotação x Organizações criminosas
82. O SISTEMA DE EXECUÇÃO PENAL BRASILEIRO
455.3.3 Falta de manutenção básica
92.1 NATUREZA JURÍDICA DA EXECUÇÃO DA PENA
465.3.3.1 Saúde
102.2 OBJETIVO DA EXECUÇÃO DA PENA
475.3.3.2 Alimentação
112.3 PRINCÍPIOS RELATIVOS À EXECUÇÃO DA PENA
485.3.4 Ociosidade dos presos
122.3.1 Princípio da dignidade da pessoa humana
495.3.5 Despreparo dos agentes penitenciários
132.3.2 Princípio da Igualdade
505.4 O TRABALHO COMO UM MEIO DE RESSOCIALIZAÇÃO
142.3.3 Princípio da legalidade
515.5 A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE NA REINTEGRAÇÃO SOCIAL: 5.5.1 Projeto Começar de Novo CNJ
152.3.4 Princípio da individualização da pena
526. PENITENCIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL
162.3.5 Princípio da proporcionalidade
536.1 ANALISANDO OS NÚMEROS
173. TEORIAS RELATIVAS À PENA
546.2 PESQUISA NA PENITENCIÁRIA
183.1 CONCEITO DE PENA
557. A ARQUITETURA DA PRISÃO, SUA EVOLUÇÃO
193.2 DAS TEORIAS DA PENA E SUA FINALIDADE
567.1 CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO PRISIONAL
203.2.1 Teorias absolutas
577.2 PANORAMA ARGENTINO DE SEGURANÇA PÚBLICA E DIREITOS HUMANOS
213.2.1.1 Retribuição Moral
587.3 A EXPERIÊNCIA DO ACORDO DE SEGURANÇA DEMOCRÁTICA
223.2.1.2 Retribuição Jurídica
597.3.1 A resposta do Estado ao problema do crime
233.2.2 Teorias relativas ou preventivas
607.3.2 O erro de políticas linhas-duras
243.2.2.1 Prevenção Geral Positiva
617.3.3 A responsabilidade do Estado
253.2.2.2 Prevenção Geral Negativa
627.3.4 Uma concepção integral de segurança
263.2.2.3 Prevenção Especial
637.3.5 A gestão democrática dos órgãos de segurança
273.2.3 Teorias mistas ou ecléticas
647.3.6 O desmantelamento das redes criminosas para reduzir a violência
283.3 FINALIDADES DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE
657.3.7 A gestão policial não violenta no espaço público
293.3.1 Ressocialização do condenado
667.3.8 O papel do sistema judiciário
303.3.2 Reincorporação ou reinserção social
677.3.9 O cumprimento das penas em um Estado de Direito
314. OS DIREITOS HUMANOS E GARANTIAS DOS PRESOS
687.4 A NECESSIDADE DE UM NOVO ACORDO PARA PROMOVER SEGURANÇA EM UM CONTEXTO DEMOCRÁTICO
324.1 DIREITOS HUMANOS
697.5 NOTAS SOBRE O NOVO PERÍODO POLÍTICO E AS PRIORIDADES PARA UMA SEGURANÇA DEMOCRÁTICA
334.1.1 Os tratados internacionais e seu status constitucional: 4.1.1.1 Pacto São José da Costa Rica
707.6 SISTEMA PENITENCIÁRIO ARGENTINO
344.2 OS DIREITOS DOS PRESOS ASSEGURADOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
718. A PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP) DO SISTEMA PENITENCIÁRIO NO BRASIL COMO SOLUÇÃO DA CRISE CARCERÁRIA
354.3 OS DIREITOS DOS PRESOS ASSEGURADOS NA LEI DE EXECUÇÃO PENAL
72CONCLUSÃO
364.4 A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E GARANTIAS LEGAIS DOS PRESOS E OS REFLEXOS NEGATIVOS NA RESSOCIALIZAÇÃO DA PENA: 4.4.1 A prática de tortura aos presos nos estabelecimentos prisionais
73ANEXOS
375. O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO