
Bioética Social e Mistanásia
a efetividade de direitos fundamentais e evitabilidade de mortes antecipadasBy Alexandre MassariolLength7h 25m
About this audiobook
A Bioética, a partir do contexto latino-americano, torna-se o locus para refletir acerca de questões cotidianas e emergentes que envilecem a vida nas suas mais variadas dimensões. Ancorado na "Bioética Social", cuja epistemologia tem sua fundamentação na realidade fática, apresentar-se-á uma das formas de terminalidade da vida pouco perquirida no cenário acadêmico, como também, invisível aos olhos da sociedade e dos poderes públicos. Trata-se da mistanásia, como morte antecipada e evitável, diuturnamente revelada tanto em seu aspecto biológico como biográfico. Essas mortes, que aviltam a dignidade da pessoa, podem ser mitigadas, caso a máquina estatal, por meio de políticas públicas, assegure a efetivação de direitos fundamentais insculpidos no ordenamento jurídico. O fulcro propositivo do texto é de o neologismo mistanásia, revelado nas teratológicas vidas desperdiçadas, seja radicado e refletido faticamente, de forma sistemática, em textos acadêmicos, conteúdo das disciplinas e programas afins, como também, demonstrar que o Estado tem parcela de culpa na ocorrência dessas mortes que foram criadas e podem ser removidas, sobretudo na população que se encontra em situação de rua. Como também, conscientes das mortes evitáveis, sofridas e indignas, o ser instrumento para enaltecer e defender a vida que deve ser digna, desde o seu alvorecer até o seu termo natural, mas que se encontra exposta e vilipendiada, precisamente nas pessoas que subvivem nas ruas.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length7 hrs 25 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 2, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
162.4 DIREITO PENAL E PRINCÍPIOS INFORMADORES
2INTRODUÇÃO
172.5 COCULPABILIDADE E DELINEAMENTOS HISTÓRICOS
31. INTERFACE BIOÉTICA E BIODIREITO
182.6 COCULPABILIDADE E DIREITO PENAL
41.1 BIOÉTICA: DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
193. MISTANÁSIA E A POLITIZAÇÃO DA MORTE
51.2 PRINCÍPIOS NORTEADORES
203.1 CONJUNTURAS PRECEDENTES
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61.2.1 Princípio da autonomia
213.2 EUTANÁSIA SOCIAL OU MISTANÁSIA?
71.2.2 Princípio da beneficência
223.3 CONCEITUAÇÃO E RELEVÂNCIA
81.2.3 Princípio da não maleficência
233.4 MISTANÁSIA BIOLÓGICA E BIOGRÁFICA
91.2.4 Princípio da justiça
244. MISTANÁSIA E A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
101.3 IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS DA BIOÉTICA NO DIREITO
254.1 FORMAS DE MISTANÁSIAS COTIDIANAS REVELADAS EM SÃO PAULO
111.4 BIODIREITO: DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
264.2 ESTATÍSTICAS DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
122. HOMO SACER E A COCULPABILIDADE DO ESTADO
274.3 VIDA DIGNA NO MAGISTÉRIO DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA
132.1 DIFERENCIAÇÃO DE ZOÉ E BÍOS EM GIORGIO AGAMBEN
284.4 PASTORAL DO POVO DE RUA NA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO
142.2 ESTADO DE EXCEÇÃO
295. PROSPECTOS MITIGADORES DA MISTANÁSIA
152.3 HOMO SACER E VIDA NUA
30CONCLUSÃO