
"Eu tenho medo de viver lá fora"
cartografia do trabalho policial penalBy Rafael de Albuquerque FigueiróLength5h 51m
About this audiobook
O sistema prisional brasileiro afeta não apenas presos, mas todos que circulam por seus corredores, incluindo aqui os seus trabalhadores das prisões, geralmente não priorizados por pesquisadores, programas de saúde e políticas governamentais. A literatura vem apontando para algumas consequências do trabalho no cárcere, dentre elas, o adoecimento psíquico, stress, uso abusivo de álcool, etc., mas pouco se sabe sobre essa categoria profissional, seus problemas, as dificuldades de sua rotina de trabalho, assim como os processos de subjetivação envolvidos. Assim, quais os efeitos do trabalho no cárcere na vida dos policiais penais? Que estratégias desenvolvem para enfrentar o trabalho na prisão? Como pensar o cárcere nos dias de hoje? Esta obra traz relatos de uma pesquisa de doutorado realizada com policiais penais do sistema prisional do Rio Grande do Norte. Imerso durante meses no cotidiano prisional dos principais presídios do estado, o autor dessa obra participou do dia a dia do trabalho dos policiais penais, executando com eles as diversas tarefas que compõem a custódia de presos, sentindo na pele e partilhando com esses trabalhadores as diversas angústias e sensações que povoam o trabalho do agente prisional. Obra fundamental para quem quer compreender esse "dispositivo", que demonstra sua falência há mais de duzentos anos, mas segue produzindo caos, violência e sofrimento.
Audiobook details
GenrePsychology
Length5 hrs 51 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 20, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2INTRODUÇÃO
3O PRESÍDIO ESTADUAL DE PARNAMIRIM (PEP)
4VIVENDO COMO UM POLICIAL PENAL: CAMINHOS DA PESQUISA CARTOGRÁFICA
5“AQUI EU SOU O ESTADO. E O ESTADO É VIOLADOR”: NOTAS SOBRE OS CARCEREIROS
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6PROPOSTAS E POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS
7OS POLICIAIS PENAIS DO PRESÍDIO ESTADUAL DE PARNAMIRIM/PEP: DESCRIÇÃO GERAL DO TRABALHO
8PRIMEIROS PASSOS: VIVENDO NO PANÓPTICO
9RELATOS DO INFERNO: A DURA TAREFA DE “BATER CADEADO”
10ENTRE O PRESCRITO E O REAL: CARTOGRAFANDO AS LINHAS DE FORÇA INSTITUINTES
11CAOS, VIOLÊNCIA E VIOLAÇÕES: CONHECENDO OUTRAS LINHAS DE FORÇA DO DISPOSITIVO PRISÃO
12ESTADO E SISTEMA PRISIONAL: O LUGAR DOS POLICIAIS PENAIS NO DISPOSITIVO PRISÃO
13A MORTE DE JÔ: TIROS E EMBOSCADA EM HORÁRIO COMERCIAL
14TRABALHO NO CÁRCERE: DISPOSITIVO DE MILITARIZAÇÃO DAS SUBJETIVIDADES
15EFEITOS DO TRABALHO NO CÁRCERE EM TEMPOS DE CONTROLE A CÉU ABERTO
16OS “CLIENTES” DA PRISÃO: COMO PRODUZIR SUJEITOS PERIGOSOS?
17O ANALISADOR “RESSOCIALIZAÇÃO”: PERICULOSIDADE E SUBJETIVIDADES PUNITIVAS NO DIA A DIA DA PRISÃO
18BREVE HISTÓRICO SOBRE O CONCEITO DE PERICULOSIDADE E A CONSTITUIÇÃO DOS SABERES PSI
19DO SUJEITO PERIGOSO À PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES PUNITIVAS: EFEITOS DO DISPOSITIVO PRISÃO
20“SOMOS PRESOS SEM GRADES”: PERICULOSIDADE ENQUANTO ESTRATÉGIA DE CONTROLE A CÉU ABERTO
21O MEDO NA SALA DE ESTAR: O DIA A DIA DE FAMILIARES DE POLICIAIS PENAIS
22ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A PRISÃO A CÉU ABERTO
23MEDO, AFETO E POTÊNCIA: O DIA A DIA DOS POLICIAIS PENAIS A PARTIR DE UMA POLÍTICA DOS AFETOS
24ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA NO DIA A DIA DA PRISÃO
25RESISTÊNCIA OU SOBREVIVÊNCIA?
26POR UMA POLÍTICA DOS BONS ENCONTROS: ABOLICIONISMO PENAL COMO PRÁTICA DE RESISTÊNCIA
27GUARDANDO BÚSSOLA, FECHANDO MAPAS: A CARTOGRAFIA CHEGA AO FIM