
A invisibilidade do trabalho escravo doméstico e o afeto como fator de perpetuação
By Marcela Rage PereiraLength15h 3m
About this audiobook
A invisibilidade do trabalho escravo doméstico é o tema do presente livro, no qual se propõe analisar como o afeto presente na relação de serviço doméstico mantém invisíveis condições de exploração e perpetua a posição de subalternidade das mulheres que desempenham esse trabalho. Para tanto, o estudo, que é interseccional, está dividido em quatro partes. Na primeira, apresenta-se um giro na História do trabalho doméstico no Brasil Imperial. Na segunda, analisa-se o conceito do afeto e da subalternidade, mostrando a materialização do primeiro no espaço da casa. Na terceira, apresentam-se os binarismos de raça, gênero e classe nos indicadores do trabalho doméstico e discute-se como o afeto manifestado no "quase da família" subalterniza e impõe fronteiras no cotidiano de trabalhadoras domésticas. Na quarta, examina-se o fenômeno do trabalho escravo, analisando os poucos casos de trabalho escravo doméstico no Brasil, a fim de evidenciar o afeto como fator de silêncio e exclusão. A obra é fruto da minha dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em agosto de 2021 e traz instigantes reflexões sobre o papel do afeto na perpetuação do trabalho escravo doméstico.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length15 hrs 3 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 7, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
194.1 OS BINARISMOS DE GÊNERO E RAÇA NOS INDICADORES DO TRABALHO DOMÉSTICO
21 INTRODUÇÃO
204.2 COMO O AFETO SUBALTERNIZA TRABALHADORAS DOMÉSTICAS?
32 O TRABALHO ESCRAVO DOMÉSTICO NO BRASIL: RECONTANDO A HISTÓRIA
214.3 AS FRONTEIRAS DO “QUASE DA FAMÍLIA”
42.1 A HISTÓRIA PERMITE RECONTAR O PASSADO?
224.4 AS FRONTEIRAS DO AFETO NA JUSTIÇA DO TRABALHO
52.2 “ESCRAVAS” DOMÉSTICAS: EM BUSCA DA HISTÓRIA A SER CONTADA
234.5 QUANDO O DIREITO NÃO SUPERA A SUBALTERNIDADE
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62.3 O QUE A NOMENCLATURA “TRABALHO DOMÉSTICO” ESCONDE?
245 O TRABALHO ESCRAVO DOMÉSTICO NO BRASIL: RETRATANDO A REALIDADE
72.4 DINÂMICAS DO TRABALHO DOMÉSTICO ESCRAVIZADO E LIVRE NO BRASIL IMPÉRIO
255.1 O TRABALHO ESCRAVO COMO ILÍCITO PENAL
82.4.1 PRÉ-ABOLIÇÃO NOS OITOCENTOS
265.2 O PERFIL DO TRABALHADOR RESGATADO NO BRASIL
92.4.2 A LÓGICA DO FAVOR E AS CARTAS DE ALFORRIA
275.3 OS DADOS DE TRABALHO ESCRAVO DOMÉSTICO: ESCASSEZ E CONTRADIÇÃO
102.4.3 PÓS-ABOLIÇÃO: A REALIDADE POUCO ALTERADA
285.4 ANÁLISE DOS PROCESSOS CRIMINAIS
113 O AFETO PELA LENTE DO FEMINISMO DECOLONIAL
295.5 ELÍSIO MEDRADO, 2017
123.1 CONTEXTUALIZANDO O AFETO
305.6 SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, 2019
133.1.1 RUBIM, 2017
315.7 SÃO PAULO, 2020
143.1.2 BELO HORIZONTE, 2014
325.8 PATOS DE MINAS, 2020
153.2 DEFININDO O AFETO
335.9 MINAS GERAIS, 2021
163.3 O AFETO NA DICOTOMIA DO PÚBLICO VS. PRIVADO
345.10 UM OLHAR SOBRE OS RESGATES: DESAFIOS E RECOMEÇOS
173.4 COMPREENDENDO OS SIGNIFICADOS DE SUBALTERNIDADE E DE DECOLONIALIDADE
356 CONSIDERAÇÕES FINAIS
184 O AFETO COMO RETRATO DE INVISIBILIDADE E SUBALTERNIDADE