
Mature
Do Silêncio ao Grito
A Redefinição do Agressor pela Perspectiva da Mulher na Lei Maria da PenhaBy Valkiria Malta Gaia FerreiraLength9h 33m
About this audiobook
Este livro investiga a ressignificação dos discursos de mulheres vítimas de violência de gênero na cidade de Arapiraca, Alagoas. A partir da análise de processos judiciais do Juizado da Mulher, busca compreender como as representações sociais dos agressores mudam ao longo do processo, desde a denúncia até a audiência judicial. A pesquisa realiza um estudo histórico sobre o papel da mulher desde o século XV até hoje, revelando como a lógica patriarcal ainda influencia os discursos atuais, mesmo após conquistas feministas significativas. Utilizando uma abordagem qualitativa e analítico-descritiva, fundamentada na Análise de Discurso, o livro revela que as falas das vítimas ainda refletem uma ideologia patriarcal persistente, marcada por silenciamentos e implícitos que reforçam a subordinação feminina. A obra propõe uma reflexão sobre as barreiras que impedem a efetiva transformação social e ressalta a importância de políticas públicas para superar o ciclo de violência e opressão. Um convite para repensar a igualdade de gênero e promover mudanças estruturais na sociedade.
Audiobook details
GenrePsychology
Length9 hrs 33 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateAug 6, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
4603 AS PERSPECTIVAS DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO NO JUIZADO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DA COMARCA DE ARAPIRACA – ALAGOAS
2Prefácio
473.1 Breve histórico da cidade e da violência em Arapiraca (AL)
3LISTA DE ABREVIAÇÕES E SIGLAS
483.2 Ações e Projetos preventivos da violência à mulher em Alagoas
4INTRODUÇÃO
493.2.1 O Projeto “Justiça pela Paz em Casa”
501 DA EVOLUÇÃO DA MULHER NA FAMÍLIA E NA SOCIEDADE
503.2.2 “Sala Lilás”
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61.1 As concepções do termo “mulher”
513.2.3 Tornozeleira eletrônica e o “botão do pânico”
71.2 Representações Sociais da Mulher na Idade Média
523.2.4 “Patrulha Maria da Penha”
81.3 Representações Sociais de Mulher entre os Séculos XVI e XX
533.2.5 Dia Internacional da Mulher
91.4 As transformações na estrutura familiar no Brasil a partir da década de 50 e o crescimento da violência à mulher
543.2.6 “Agosto Lilás”
101.5 A Mulher na Sociedade: Breves Considerações
553.2.7 “Outubro Rosa”
111.6 O Arbitrário “Ser Mulher” Hoje: 1.6.1 Violência Simbólica contra a Mulher
563.2.8 Grupos de Ajuda dos Homens e das Mulheres
121.7 O Fim do Pátrio Poder e a Mulher
573.2.9 Projeto “Cidadania e Justiça na Escola ‒ PCJE”
131.8 A Mulher e a Modernidade Líquida
583.2.10 Justiça Restaurativa
1402 A LEI MARIA DA PENHA E A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
593.2.11 Projeto “Filhos de Maria”
152.1 Um Olhar no Tempo: antes e depois da Lei nº 11.340/2006
603.2.12 Parceria do Juizado da Mulher com o Senac para profissionalizar as vítimas da Comarca de Arapiraca/AL
162.1.1 Antes da vigência da Lei Maria da Penha
613.3 Análise das ações e dos projetos preventivos da violência à mulher em Alagoas
172.1.2 Após a vigência da Lei Maria da Penha surge um novo tempo
623.4 Estatísticas de Violência de Gênero no Estado de Alagoas
182.2 Alguns Conceitos de Violência contra a Mulher
633.5 Estatística Nacional de Violência de Gênero
192.2.1 Sujeito ativo(agressor) e passivo(vítima) da violência doméstica e familiar
643.5.1 Estatística de Violência Sexual: 3.5.1.1 Estatística da relação do agressor com a vítima
202.2.2 Configuração da Unidade Doméstica
653.5.2 Estatística nacional de feminicídio
212.2.3 Unidade Familiar
663.6 Perfil das vítimas e agressores de violência doméstica e familiar na Comarca de Arapiraca (AL)
222.2.4 Relação íntima de afeto
673.7 Pesquisa dos processos de Execução Penal (PEC) da Comarca de Arapiraca/AL
232.3 Espécies de Violência contra a Mulher Conforme a Lei nº 11.340/06
683.8 Mapa da Violência Doméstica e Familiar do Juizado da Mulher de Arapiraca/AL do ano de 2021
242.3.1 Violência Física
6904 BASES TEÓRICAS DA ANÁLISE DO DISCURSO DE VIÉS DIALÓGICO E DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
252.3.2 Violência Psicológica
704.1 A Análise do Discurso, as Condições de Produção e as Categorias Analíticas
262.3.3 Violência Sexual
714.2 Entre o Discurso e as Representações Sociais: 4.2.1 Um modo de tornar familiar algo desconhecido
272.3.4 Violência Patrimonial
724.3 Os implícitos e silenciamentos na análise do discurso
282.3.5 Violência Moral
7305 PERCURSO TEÓRICO-METODOLÓGICO
292.4 Quadro Comparativo das Principais Mudanças da Lei nº 11.340/06
745.1 O método escolhido para as análises desenvolvidas: 5.1.1 A audiência como gênero do discurso
302.5 As Medidas Protetivas de Urgência
755.2 Instrumentos de coleta e constituição do corpus: 5.2.1 Critérios utilizados para escolha do corpus
312.5.1 Conceito
7606 O DISCURSO DAS MULHERES EM CONTEXTO DE VIOLÊNCIA NA COMARCA DE ARAPIRACA/AL
322.5.2 Natureza Jurídica
776.1 Corpus para Análise
332.5.3 Aspectos Processuais
786.1.1 Caso 1
342.5.4 As medidas que obrigam o agressor
796.1.2 Caso 2
352.5.5 As medidas que obrigam à ofendida
806.1.3 Caso 3
362.5.6 A ineficácia na aplicação e/ou fiscalização das medidas protetivas de urgência: 2.5.6.1 Casos de violência doméstica que revelam a ineficácia na fiscalização das medidas protetivas de urgência
816.1.4 Caso 4
372.5.7 Possíveis soluções para a problemática
826.1.5 Caso 5
382.5.7.1 O monitoramento eletrônico
836.1.6 Caso 6
392.5.7.2 O monitoramento eletrônico do agressor
846.1.7 Caso 7
402.5.7.3 O monitoramento eletrônico da vítima: o botão do pânico
856.1.8 Caso 8
412.5.7.4 O monitoramento eletrônico aplicado em conjunto ao agressor e à vítima
866.1.9 Caso 9
422.5.7.5 O monitoramento eletrônico utilizado como apoio na fiscalização das Medidas Protetivas de Urgência
876.1.10 Caso 10
432.5.7.6 A utilização de aplicativos no combate à violência de gênero
886.2 Perfil das partes da pesquisa em análise
442.5.7.7 Proposta de Projeto de Lei
896.3 Imagem representativa das palavras mais utilizadas nos depoimentos das vítimas
452.6 Análise da Eficácia e da Efetividade da Lei Maria da Penha no Combate à Violência Física e Simbólica contra a Mulher
9007 CONCLUSÃO