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O Encarceramento de Indígenas Sul-Mato-Grossenses
do Icatu à Penitenciária Estadual de DouradosBy Ariovaldo Toledo Penteado JuniorLength5h 29m
About this audiobook
A presente obra versa sobre uma forma de "tratamento" ministrada pelo Estado Republicado em face dos indígenas, principalmente sul-mato-grossenses, categorizados como "indisciplinados" ou "infratores": a prisão. Foi resultado de uma pesquisa que utilizou o método etnográfico, o genealógico e o da história de vida e após a revelação de "limites de segurança" do investigador foi advogado pela readequação do método disponível bem como a ideia de que a noção de etnografia deve ser constantemente ressignificada. Já no corpo do conteúdo, após reportar sobre a "pacificação" dos autóctones do oeste paulista, discorre sobre a transferência deles para a Terra Indígena do Icatu, que menos de vinte anos depois passou a figurar em documentos como "Escola Correcional", "Colônia Penal" e "Posto Correcional". Relaciona sessenta e quatro possíveis transferências sob a categoria de "cumprimento de pena", das quais foi possível o levantamento de cinquenta nomes e alguns retratos que os escassos documentos possibilitaram que não fossem apagados da história. Assim, apresenta parte da malha punitiva do SPI, o protagonismo do Icatu bem como sua substituição pelo Reformatório Krenak e posteriormente pela Fazenda Guarani. Por fim, seguindo nessa linha temporal-punitiva, chega no período atual, na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) - líder nacional de encarceramento de indígenas - narrando parte do contexto dos Guarani e Kaiowá presos e as violações por parte do Estado brasileiro.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length5 hrs 29 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 28, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
202.9 DO REFORMATÓRIO AGRÍCOLA INDÍGENA KRENAK PARA A FAZENDA GUARANI
2INTRODUÇÃO
21CAPÍTULO III - DO ICATU À PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE DOURADOS (PED)
3CAPÍTULO I – É POSSÍVEL UMA ETNOGRAFIA SOBRE O APRISIONAMENTO ESTANDO O PESQUISADOR DO LADO DE FORA DAS GRADES?
223.1. POR UM CONCEITO DE GUETO
41.1 QUESTÃO DE SEGURANÇA E VIGILÂNCIA EPISTEMOLÓGICA.
233.2 UM “GUETO TUPINIQUIM”?
51.2 OBJETO, METODOLOGIA, CAMPO E ORGANIZAÇÃO DOS DADOS.
243.3. DOS GUETOS AO CÁRCERE
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61.3 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O ADVENTO DA POLÍTICA INDIGENISTA
253.4. A PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE DOURADOS (PED)
7CAPÍTULO II - DO SUL DO MATO GROSSO AO ICATU
263. 5. OS INDÍGENAS NA PED.
82.1 A TERRA INDÍGENA DO ICATU
273.6 ALGUMAS INFERÊNCIAS
92.2 ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DOS KAINGANG
283.6.1 A Autodeclaração
102.3 OS TERENA E A ATUAL CONFIGURAÇÃO MULTIÉTNICA
293.6.2 Ausência da FUNAI
112.4 O ICATU COMO PRISÃO INDÍGENA
303.6.3 Estrutura física inadequada.
122.5 O INDÍGENA LEÃO VICENTE E A NATUREZA CORRECIONAL DO ICATU
313.6.4 Dos intérpretes
132.6 OS MOTIVOS DE INTERNAÇÃO E A ABRANGÊNCIA NACIONAL DO ICATU
323.6.5 Da Perícia Antropológica
142.7 DO ATUAL MATO GROSSO DO SUL AO ICATU
333.6.6 Solução de conflitos pela Comunidade Indígena
152.7.1 De Cachoeirinha
343.6.7 A Prisão de Lideranças Indígenas no Mato Grosso do Sul na “Era do Despertar”
162.7.2 Taunay-Ipegue
35CONSIDERAÇÕES FINAIS
172.7.3 Bananal
36RELAÇÃO DE DOCUMENTOS
182.7.4 Lalima, Aquidauana e Francisco Horta.
37RELAÇÃO DE ENTREVISTAS:
192.8 DO ICATU PARA O REFORMATÓRIO AGRÍCOLA INDÍGENA KRENAK
38ANEXOS