
Gerenciamento Processual
Estruturação, Sistematização e Identificação das Técnicas no Processo Civil BrasileiroBy Thiago Henrique Teles LopesLength10h 35m
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A obra objetiva estabelecer balizas estruturantes à figura do juiz como gestor dos inúmeros processos judiciais submetidos à jurisdição estatal. Essa alocação da posição do Estado-Juiz se traduz na aplicação de diversas ferramentas específicas de Case Management no direito processual civil brasileiro. É certo que a adequada aplicabilidade do gerencialismo implica necessariamente a implementação da estruturação, sistematização e identificação das mais variadas técnicas de gerenciamento dos processos judiciais. Para tanto, impositiva a delimitação de um horizonte classificatório da estrutura administrativa do Sistema de Justiça (Planos Macro, Meso e Micro), dentre os quais, no Plano Micro (ínsito às unidades judiciárias) – foco central do trabalho – para conferir ao juiz, em colaboração com os demais sujeitos da relação processual, clareza na definição as técnicas sistematizadas em macroprocessuais ou exógenas, microprocessuais ou endógenas ou interprocessuais (mistas) a serem aplicadas nas mais variadas relações jurídico-processuais, de forma isolada ou em conjunto, calcadas nos critérios da complexidade e homogeneidade. Por fim, as consequências práticas elucidadas ao longo do trabalho, especialmente os precedentes destacados, as experiências doutrinárias citadas e o direito comparado abordado visam a influenciar a aplicabilidade pragmática das ideias desenvolvidas.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length10 hrs 35 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJul 16, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
303.4.5 Do criticismo ao gerenciamento de processos nos Estados Unidos: ponto e contraponto
2APRESENTAÇÃO
313.5 Portugal
31. INTRODUÇÃO
324. DO GERENCIAMENTO PROCESSUAL NO BRASIL: UM PANORAMA
42 . PREMISSAS INAUGURAIS
334.1 Breve historicidade do direito processual civil brasileiro
52.1 Um breve diagnóstico do Poder Judiciário brasileiro, segundo o Conselho Nacional de Justiça
344.1.1 Da disposição provisória acerca da administração da Justiça Civil em 1832 até o Código de Processo Civil de 1939
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62.2 Do acesso à justiça, à luz de uma ordem jurídica justa, e a (ine)efetividade: um movimento consequencial ao gerenciamento processual
354.1.2 Do Código de Processo Civil de 1939 (CPC/39)
72.3 Delimitando o tema: o embrião
364.1.3 Do Código de Processo Civil de 1973 (CPC/73)
82.4 Justificativa e relevância do tema: atestando a escolha
374.1.4 Do Código de Processo Civil de 2015 (CPC/15)
92.5 Uso sistematizado e otimizado dos mecanismos de gerenciamento processual: uma breve antecipação
384.2 Aspectos conceituais que gravitam em torno do gerenciamento processual: visões doutrinárias e a posição adotada
102.6 Um necessário recorte metodológico: centralidade da jurisdição e a exegese do direito processual civil à luz da Constituição
394.3 Managerial judge, à luz do CPC e da Constituição: um deslocamento da posição do juiz para a figura de um gestor, administrador e/ou um estrategista
112.7 Algumas concepções terminológicas: necessário ajustamento prévio
404.4 Dos sujeitos parciais da relação jurídico-processual, o gerenciamento de casos e as garantias processuais: um parêntese necessário
122.7.2 Conflito, casos, litígios, controvérsias e/ou expressões análogas: sinônimos
414.5 Do Conselho Nacional de Justiça e a importância do seu papel para o gerencialismo processual
132.7.3 Gerenciamento, gerencialismo, gestão de processos judiciais (ou processual), Case Management ou expressões congêneres: similaridade
424.6 Um horizonte classificatório das técnicas de gerenciamento dos processos judiciais
142.7.4 Gerenciamento dos Tribunais (Court Management) e de casos (Case Management): uma necessária distinção e delimitação topológica
435. DAS TÉCNICAS DE GERENCIAMENTO PROCESSUAL EM ESPÉCIE: IDENTIFICAÇÃO
152.8 Atividade jurisdicional: leitura da jurisdição contenciosa civil, sob a ótica da eficiência do serviço público
445.1 Das técnicas macroprocessuais ou exógenas
163. GERENCIAMENTO PROCESSUAL, SOB A PERSPECTIVA COMPARATÍSTICA
455.1.1 Gestão cartorária e de gabinetes
173.1 Assentando o terreno: considerações iniciais e sua relevância para a investigação científica
465.1.2 Das Unidades de Processamento Judicial (UPJs) implementadas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP)
183.2 Inglaterra
475.1.3 Dos Núcleos de Aceleração de Julgamento (NAJ) e de Cumprimento (NAC) do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
193.2.1 Do período predecessor às reformas de Lord Woolf
485.1.4 Dos Centros de Inteligência do Poder Judiciário (CIPJ), idealizados pelo CNJ, e a Nota Técnica nº 01/2023, elaborada pelo CIPJ do TJSP: gerenciamento das ações coletivas
203.2.2 Do relatório final de Lord Woolf e a Civil Procedure Rules (CPR): uma visão geral e consequencial
495.1.5 Do Grupo de Apoio ao Cumprimento de Sentença nas Ações Coletivas (GAAC), implementado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
213.2.3 A CPR e o Case Management
505.2 Das técnicas microprocessuais ou endógenas
223.3 Alemanha
515.2.1 Direção material do processo pelas instâncias colegiadas
233.3.2 Do Modelo de Stuttgart e o gerenciamento processual
525.2.2 Adaptação, flexibilização ou elasticidade procedimental
243.3.3 Algumas facetas contemporâneas do Case Management na Alemanha
535.2.3 Aspectos pragmáticos da modificação procedimental: um horizonte prático
253.4 Estados Unidos
545.3 Das técnicas interprocessuais
263.4.1 Um pequeno parêntese introdutório
555.3.1 Do Multidistrict Litigation (MDL): técnica gerencial a ser incorporada no Brasil
273.4.2 Do Case Management nos EUA: surgimento e suas bases factuais justificantes
565.3.2 Do julgamento em lote (e por lista): da experiência inglesa (Group of litigation order) e a técnica empregada para as execuções fiscais no Brasil pelo TJSP
283.4.3 Federal Judicial Center e o Case Management estadunidense: uma relação umbilical
576. CONCLUSÃO
293.4.4 Federal Rules of Civil Procedure: evolução legislativa e sua relação com o gerenciamento processual (Rule 16)