
Sistema penitenciário e o papel da Defensoria Pública
uma perspectiva redutora de danosBy Camila Ungar JoãoLength10h 55m
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A presente obra tem por escopo analisar criticamente o fenômeno do Estado de Coisas Inconstitucional relativo ao sistema carcerário brasileiro. Para tanto, abordamos a ilegitimidade do sistema penal, com a constatação de que o direito penal se presta, historicamente, à reprodução das desigualdades sociais e do racismo, e que a pena de prisão exerce papel central no controle social da pobreza. Também discorremos sobre o fenômeno do encarceramento em massa e sua configuração no Brasil, para então demonstrar suas consequências práticas, por meio de dados e estatísticas, que dão conta das violações massivas e persistentes do estatuto jurídico dos presos. Nesse ponto, destacamos a importância da adoção, pela Defensoria Pública, de práticas redutoras de danos no âmbito da execução penal. No mais, dada a importância da utilização de núcleo especializado pelas defensorias públicas para ajudá-las a cumprir esse múnus ético, optamos por exemplificar a atuação judicial coletiva lato sensu do Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, cuja atuação territorial se dá no estado da federação que encarcera cerca de um terço de toda a população carcerária nacional. Para tanto, a partir da análise de relatórios de atividades do órgão, veremos que a Defensoria Pública é um importante ator no processo de deslegitimação do poder punitivo, servindo de instrumento ao acesso à justiça da massa carcerária do sistema carcerário paulista.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length10 hrs 55 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 11, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
263.1 ESTATUTO JURÍDICO DO PRESO VERSUS REALIDADE CARCERÁRIA BRASILEIRA
2INTRODUÇÃO
273.1.1 PROIBIÇÃO DE TRATAMENTO DESUMANO E DEGRADANTE E SUPERLOTAÇÃO: 3.1.1.1 PRINCÍPIO DO NUMERUS CLAUSUS
31. DA ILEGITIMIDADE DO SISTEMA PENAL REPRODUTOR DAS DESIGUALDADES SOCIAIS E DO RACISMO
283.1.2 ASSISTÊNCIA MATERIAL
41.1 DA FALSIDADE DO DISCURSO JURÍDICO-PENAL
293.1.2.1 ALIMENTAÇÃO
51.1.1 TEORIAS “LEGITIMADORAS” DAS PENAS: 1.1.1.1 DIREITO PENAL MÍNIMO E GARANTISMO PENAL
303.1.2.2 VESTUÁRIO E ITENS DE HIGIENE
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61.1.2 TEORIAS DESLEGITIMADORAS DA PENA
313.1.3 ASSISTÊNCIA À SAÚDE: 3.1.3.1 EMERGÊNCIA SANITÁRIA DA COVID-19
71.1.2.1 CRÍTICA NEGATIVA/AGNÓSTICA
323.1.4 FORNECIMENTO DE ÁGUA POTÁVEL
81.1.2.2 CRÍTICA MATERIALISTA/DIALÉTICA
333.1.5 ASSISTÊNCIA EDUCACIONAL E TRABALHO PENITENCIÁRIO
91.1.3 DA ILEGITIMIDADE DO SISTEMA PENAL E DA NECESSIDADE DE ADOÇÃO DE UMA POLÍTICA CRIMINAL REDUTORA DE DANOS
343.1.6 INTEGRIDADE FÍSICA
101.2 A PENA DE PRISÃO COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE SOCIAL DA POBREZA
353.2 PRINCÍPIO DA LESS ELIGIBILITY (MENOR ELEGIBILIDADE)
111.2.1 ANTECEDENTES: A PRISÃO NA ANTIGUIDADE E NA IDADE MÉDIA
363.3 O ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL
121.2.2 IDADE MODERNA: DO SURGIMENTO DA PENA DE PRISÃO
373.3.1 PRECEDENTES
131.3 SELETIVIDADE PENAL
383.3.2 ADOÇÃO NO BRASIL: 3.3.2.1 RECONHECIMENTO PELO STF NO JULGAMENTO DA ADPF Nº 347
142. ENCARCERAMENTO EM MASSA E SUA CONFIGURAÇÃO NO BRASIL
394. O PAPEL DA DEFENSORIA PÚBLICA NA EXECUÇÃO PENAL
152.1 ENCARCERAMENTO EM MASSA
404.1 ÓRGÃOS DA EXECUÇÃO PENAL
162.1.1 O FENÔMENO NO NORTE GLOBAL
414.1.1 CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA CRIMINAL E PENITENCIÁRIA (CNPCP)
172.1.1.1 A EXPLICAÇÃO CULTURALISTA DE DAVID GARLAND
424.1.2 JUÍZO DA EXECUÇÃO
182.1.1.2 A EXPLICAÇÃO NEOLIBERALISTA DE LOÏC WACQUANT
434.1.3 MINISTÉRIO PÚBLICO
192.1.1.3 A EXPLICAÇÃO INSTITUCIONAL DE JONATHAN SIMON
444.1.4 CONSELHO PENITENCIÁRIO
202.1.1.4 A EXPLICAÇÃO RACIAL DE MICHELLE ALEXANDER
454.1.5 DEPARTAMENTOS PENITENCIÁRIOS
212.1.2 IMPORTAÇÃO PELOS PAÍSES PERIFÉRICOS
464.1.6 PATRONATO
222.1.3 A REALIDADE BRASILEIRA
474.1.7 CONSELHO DA COMUNIDADE
232.1.3.1 O (MAU) EXEMPLO PAULISTA
484.1.8 DEFENSORIA PÚBLICA
242.1.3.2 DA ADEQUAÇÃO DOS MODELOS EXPLICATIVOS DOS PAÍSES HEGEMÔNICOS
495. A ATUAÇÃO JUDICIAL DO NÚCLEO ESPECIALIZADO DE SITUAÇÃO CARCERÁRIA DA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO
253. O ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL RELATIVO AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO
505.1 NÚCLEO ESPECIALIZADO DE SITUAÇÃO CARCERÁRIA DA DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO