
Relacionalidade e Justiça
o amor como paradigmaBy Lucas GalindoLength7h 29m
About this audiobook
A ciência é uma atividade visionária. Quando o percurso da pesquisa é bem fundamentado e os procedimentos são executados com destreza, é um empreendimento que anseia pela caminhada viva da humanidade, com o objetivo de gerar o bem comum.
Um dos desafios para a pesquisa social é a possibilidade de construir uma abordagem cognitiva da realidade, compondo "sinédoques" (Becker, 2008) com níveis razoáveis de lógica e legitimidade, que permitem a criação de afirmações sobre aspectos da realidade multifacetada a partir do patrimônio alcançado, aumentando assim a possibilidade de realizar uma contribuição válida para o caminho da pesquisa e, assim, para o cotidiano da humanidade.
Este estudo tem como finalidade contribuir para dois objetivos principais:
• Reflexão sobre a abordagem do estudo de caso em sua relação entre teoria e pesquisa,
• Interpretação da justiça restaurativa através de alguns conceitos sensibilizadores, tais como dom, bens relacionais, amor social.
Todavia, serendipitivamente, conclui-se com novas aberturas:
• Novas perspectivas e contribuições para a metodologia da ciência;
• A constatação dos nexos entre bens relacionais e desempenho institucional: políticas públicas e revisão de códigos e sistemas, rumo a uma democracia convivial;
• A tomada de ciência da relacionalidade, dom e amor social, como constitutivos da natureza profunda da existência e potenciais catalizadores de saltos qualitativos nas dinâmicas complexas do conjunto da vida.
Audiobook details
GenrePsychology
Length7 hrs 29 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 31, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1PREFÁCIO
2INTRODUÇÃO
31 O FENÔMENO DA JUSTIÇA RESTAURATIVA
41.1 Definição do fenômeno
51.2 O caminho de afirmação do fenômeno da justiça restaurativa
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61.3 Reconstrução histórica a nível internacional
71.4 Justiça Restaurativa nos sistemas jurídicos supranacionais e nacionais
82 COMO OBSERVAR E INTERPRETAR A JUSTIÇA RESTAURATIVA: ALGUNS CONCEITOS SENSIBILIZANTES
92.1 Observar e interpretar a justiça restaurativa
102.2 Bens relacionais
112.3 Amor social
122.4 Dom
132.5 Por que interpretar a justiça restaurativa
143 A ABORDAGEM DO ESTUDO DE CASO
153.1 O que é o estudo de caso: principais definições e questões de definição
163.2 Utilização de estudos de caso
173.3 Nascimento e desenvolvimento do estudo de caso em sociologia
183.4 Abordagens teóricas e práticas de pesquisa no estudo de caso
193.5 A relação entre teoria e pesquisa no estudo de caso
203.6 O problema da escolha dos casos e sua representatividade
213.7 Por que escolher o estudo de caso como uma abordagem de pesquisa para estudar a justiça restaurativa?
224 O PROJETO DE PESQUISA: INSTRUMENTOS E TÉCNICAS UTILIZADAS
234.1 Objetivos da pesquisa
244.2 Unidades de análise e identificação
254.3 Triangulação
264.4 Acesso ao campo
274.5 Análise documental
284.5.1 Documentos oficiais: resoluções, recomendações, normas, leis
294.5.2 Produtos culturais: relatórios, mapeamento, estatísticas
304.5.3 Índices Transnacionais
314.6 Entrevistas em profundidade
324.6.1 Entrevistas em profundidade com testemunhas privilegiadas
334.6.2 O Roteiro da Entrevista
344.6.3 Entrevista em grupo
354.7 Observação etnográfica e shadowing
364.7.1 Observação participante
374.7.2 Observação não-participante
384.7.3 Shadowing
394.8 Análise das informações
405 O ESTUDO DE CASO, SUAS CARACTERÍSTICAS CONTEXTUAIS E AS RAZÕES PARA A ESCOLHA
415.1 A escolha do estudo de caso
425.2 Mapeamento, números e estatísticas oficiais
435.3 As origens de um fenômeno: colonialismo e criminalidade
445.4 Características contextuais: história da justiça restaurativa no Brasil e em Pernambuco
455.4.1 O período da ditadura militar brasileira
465.4.2 O período de redemocratização
475.5 Oficialização e potencialidade
486 RESULTADOS DO ESTUDO DE CASO DE JUSTIÇA RESTAURATIVA PARA JOVENS EM PERNAMBUCO
496.1 Critérios de qualidade da pesquisa
506.2 Os resultados da análise de documentos históricos e normativos