
O Mundo Prisional Feminino
espelho das exclusões radicaisBy Cláudia Cristina Ferreira CarvalhoLength14h 1m
About this audiobook
A penitenciária é um espaço institucional genderizado, configurado por um sistema de diferenciação desigual que "autoriza" a dominação masculina sobre o feminino subalternizado. Tal configuração permite o controle sobre os corpos das mulheres, regula os regimes disciplinares de vigilância intensivos, modela a domesticação do feminino.
Nesta obra, com seus dilemas e desafios, a hipótese central é a de que as prisões cumprem um papel sociopolítico de continuidade e reiteração das assimetrias das linhas de exclusões geradas pelos sistemas de opressão capitalista, colonial e patriarcal.
Mediante escuta sensível das mulheres que habitam uma penitenciária feminina, buscou-se problematizar, a partir da lente dos estudos feministas críticos pós-coloniais, duas questões: de um lado, os modos como são tecidas as formulações do saber-poder institucional nos processos ordinários esculpidos nas interações entre as mulheres carcereiras e as mulheres encarceradas; de outro, analisar como aquele espaço-tempo, que é a prisão, é facilmente convertido em um lugar da desumanização das mulheres subalternizadas, ao tempo que essas mesmas mulheres (encarceradas) constroem saberes de lutas e resistências, explícitos ou não, que lhes permitem serem mais do que objetos de sofrimento.
Audiobook details
GenrePsychology
Length14 hrs 1 min
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateDec 17, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
265.3 A militarização: quando as mulheres vestem fardas
2AGRADECIMENTOS
275.4 Somos “faca na caveira” e “peito de aço”
3APRESENTAÇÃO
286 - O OUTRO LADO DA LINHA
4O MUNDO PRISIONAL FEMININO: ESPELHO DAS EXCLUSÕES RADICAIS
296.1 A Operação Legalidade vista pela lente do corpo recluso
5PREFÁCIO
306.2 O caso do assassinato no presídio
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6PALAVRAS INICIAIS: AS EPISTEMOLOGIAS DO SUL E OS ESPELHOS DAS EXCLUSÕES ABISSAIS
316.3 Os motins e as rebeliões
7PARTE I - A MOLDURA EPISTÊMICO-METODOLÓGICA DO ESTUDO: A FEITURA DA INVESTIGAÇÃO
326.4 O sistema patriarcal da punição: o caso de “Mamão com açúcar”
81 - AS EPISTEMOLOGIAS DO SUL E AS ECOLOGIAS DE SABERES FEMINISTA: POSSIBILIDADES AO PENSAMENTO PÓS-ABISSAL
337 - O ESPELHO DESFIGURADO: DIFERENÇA, MAQUIAGEM E BELEZA: 7.1 O uniforme
91.1 Balizas abissais: o guia da modernidade ocidental
348 - O PATRIARCADO DA RELIGIÃO
101.2 As Epistemologias do Sul como alternativa na luta pós-abissal
358.1 A religião como um instrumento de saber-poder?
111.3 O pensamento pós-colonial das Epistemologias Feministas do Sul
368.2 As encarceradas e a religião
122 - AS EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS E O COLONIALISMO
37PARTE III - OS ABISMOS DAS FRONTEIRAS DO SER E DO NÃO SER
132.1 Mulheres e globalização econômica
389 - OS DOIS LADOS DAS LINHAS ABISSAIS
142.2 As ecologias de saberes: um pensamento alternativo feminino
399.1 A justiça é cega para quem?
153 - METODOLOGIA DA PESQUISA
409.2 Do outro lado da linha, a sociabilidade colonial
163.1 A etnografia de sujeitas a sujeitas
419.3 As Dalilas e a primeira-dama
173.2 As fotografias: imagens e saberes insurgentes
4210 - A FACE DOS ESPELHOS DAS EXCLUSÕES RADICAIS
184 - A CARTOGRAFIA DA PENITENCIÁRIA FEMININA
4310.1 As exclusões abissais das linhas desiguais
194.1 O formal e o não formal dos espaços da pesquisa
4410.2 Entre a linha abissal da loucura
204.2 Corredor: corredor, corre a dor, dor corre no corredor: 4.2.1 A cartografia formal e não formal: expressão do poder desigual
4511 - (DES)PATRIARCALIZAR, (DES)COLONIZAR OS CORPOS FEMININOS
214.3 A triagem
4611.1 O fim da violência contra as mulheres é uma utopia possível?
22PARTE II - O SABER-PODER INSTITUCIONAL
4711.2 As subjetividades feridas das mulheres encarceradas
235 - O CORPO-INSTITUCIONAL: ESCULTURA DO SABER-PODER NOS PROCESSOS ORDINÁRIOS
4811.3 A violência contra as mulheres é a genderização do narcotráfico?
245.1 Uma cartografia esculpida pela violência
49PARTE IV - SABERES DAS RESISTÊNCIAS POSSÍVEIS
255.2 Operação Legalidade: as máscaras da (a)legal (in)legal?)
5012 - A COZINHA PODE SER UM ESPAÇO DE EMANCIPAÇÃO FEMININA?: 12.1 O mercadinho