
Mimesis, (in)justiça e o direito como regulação da metamorfose
ensaio sobre a inveja no fenômeno jurídicoBy Thiago Azevedo GuilhermeLength19h 3m
About this audiobook
Este é um livro sobre a inveja e sua relação com a experiência da justiça. Nele se busca analisar o problema da 'inveja' e suas relações com a teoria da justiça, a teoria política contemporânea e o fenômeno judiciário, bem como cotejar a relação entre a noção de 'inveja-mimética' e o 'senso de injustiça'. De modo mais objetivo, o problema específico aqui enfrentado é o de teorizar acerca do papel do Direito na estabilização e na imunização da inveja mediante a institucionalidade do próprio Direito, sem ignorar o fenômeno contemporâneo da internet e seus efeitos nas relações intersubjetivas da sociedade contemporânea.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length19 hrs 3 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMar 19, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
445.2.2.1 A relação entre a indignação (nemesis) e o pudor (Aischune)
2INTRODUÇÃO
455.2.2.2 A ‘indignação’ (nemesis), a inveja (phthonos) e a emulação na Retórica de Aristóteles
3APRESENTAÇÃO E JUSTIFICATIVA
465.2.2.3 A indignação e a ideia de mérito: legitimidade, razão e distanciamento
4HIPÓTESES, ORDEM DA ARGUMENTAÇÃO E OBJETIVO
475.2.2.4 Proximidade e distância (física ou simbólica) como distinção entre Indignação e Inveja
51. UM OLHAR PANORÂMICO PARA O PROBLEMA DA RELAÇÃO ENTRE INVEJA E JUSTIÇA
486. O problema das virtudes na compreensão do justo: uma comparação com o mundo homérico e herOico
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62. O FENÔMENO DA INVEJA E A COMUNIDADE EM SENTIDO FORTE. A TEORIZAÇÃO DE UMA JUSTIÇA DISTRIBUTIVA EM ‘UMA TEORIA DA JUSTIÇA’ DE JOHN RAWLS
496.1 A QUESTÃO DA VIDA APÓS A MORTE NA TRANSIÇÃO DA ANTIGUIDADE PARA O CRISTIANISMO
72.1 A TEORIA DA JUSTIÇA DE RAWLS
506.2 A COMUNIDADE, OS ‘VALORES’ COMPARTILHADOS, AS VIRTUDES E A ‘DIFERENCIAÇÃO’ LEGÍTIMA
82.2 AS ‘CIRCUNSTÂNCIAS DA JUSTIÇA’ DE RAWLS
516.2.1 Mimetismo e comunidade
92.3 SERÁ POSSÍVEL DESLOCAR A ‘VIRTUDE DA JUSTIÇA’ PARA UM PLANO SECUNDÁRIO OU SUBSIDIÁRIO?
526.2.2 Violências impuras e diferenças puras: o ritual como processo de estabilização do significado das diferenças e imunização do poder: 6.2.2.1 O ‘devido processo’, o ‘ritual’ e a fórmula mágica de construção do merecimento ‘puro’ e sua relação com a ‘inveja mimética’
102.4 A FERRAMENTA CONCEITUAL DA DICOTOMIA ENTRE TÊMIS E DIKÉ NA COMPREENSÃO DAS LÓGICAS RELACIONAIS DA EQUIVALÊNCIA E DA SUPERABUNDÂNCIA
536.3 CONSIDERAÇÕES SOBRE A COMUNIDADE, OS VALORES E A INVEJA: UMA POSSÍVEL LEITURA MORAL DA INVEJA
112.5 A TEORIA DA JUSTIÇA DE RAWLS E A RACIONALIDADE DAS PARTES: A INVEJA E AS EMOÇÕES ‘IRRACIONAIS’
547. A INTERPRETAÇÃO JUDAICO-CRISTÃ DA INVEJA, DO DESEJO VIOLENTO E DA ‘INVEJA-MIMÉTICA’
122.6 O ‘PROBLEMA DA INVEJA’ NA TEORIA DA JUSTIÇA DE JOHN RAWLS
557.1 SANTO AGOSTINHO E O PECADO DA INVEJA NA LÓGICA DA ESCASSEZ
132.6.1 Como Rawls define e classifica os modelos da ‘inveja’ em sua ‘Uma teoria da justiça’?
567.2 O PODER FUNDAMENTAL DO PERDÃO, A GRAÇA E A FAGULHA DIVINA
142.6.1.1 A inveja geral
577.2.1 O poder do perdão, a graça e o rompimento do ciclo mimético da vingança
152.6.1.2 A ‘inveja específica’
587.2.2 O fundamento antropológico da criação e a transmutação do ciclo mimético negativo em ciclo de mimetismo virtuoso
162.6.1.3 A inveja plausível ao modelo da Teoria da Justiça de Rawls
598. O PODER QUE (NÃO) SE VÊ COMO VIOLÊNCIA: A NOÇÃO DE AUTORIDADE
172.6.1.4 A ferramenta racional pensada por Rawls para afastar ou mitigar a inveja
608.1 A METAMORFOSE QUE DECORRE DA APROXIMAÇÃO DA VIOLÊNCIA E DO PODER
182.6.1.5 O que Rawls não percebeu? O que Helmut Schoeck e Robert Nozick perceberam?
618.2 A ESTRUTURA DOS RITUAIS E A “CRISE SACRIFICIAL”
192.6.1.6 Como pode a teoria mimética girardiana auxiliar nessa interpretação
628.2.1 Crise Sacrificial e a transmutação simbólica do poder em direito
203. A ‘INVEJA’, O ‘CIÚME’ E A ‘INDIGNAÇÃO’ COMO PROBLEMA DE EMOÇÕES COMPARATIVAS. O ‘DESEJO MIMÉTICO’ COMO FUNDAMENTO DA ‘INVEJA MIMÉTICA’
638.2.2 Crise Sacrificial e a linguagem da arte trágica
213.1 A ‘INVEJA-MIMÉTICA’ E SUA RELAÇÃO COM A ‘MEDIAÇÃO INTERNA’
648.2.3 A crise sacrificial da contemporaneidade
223.2 CONSIDERAÇÕES BREVES SOBRE O PAPEL EVOLUTIVO NO PROCESSO DE INDIVIDUALIZAÇÃO E COMPARAÇÃO: UMA LEITURA BIOLÓGICA DAS ORIGENS DA INVEJA
659. O DIREITO, O PODER E O RITUAL
233.3 UMA TENTATIVA DE ANÁLISE EVOLUTIVA DO PENDOR COMPARATIVO
669.1 BREVE APANHADO DO EXPOSTO ATÉ O MOMENTO
243.3.1 Inveja, Emulação e o olhar ameaçador
679.2 O PENSAMENTO JURÍDICO, O DIREITO E OS FREIOS À INVEJA
253.3.2 Possíveis raízes da inveja nas origens unicelulares
689.3 O HOMEM, A INVEJA E O CONTROLE DA METAMORFOSE
263.3.3 O papel da homeostase como ferramenta de compreensão de equilíbrios sociais e sua relação com a comparação
699.4 OS RITUAIS JUDICIÁRIOS E SUA FONTE DE INSPIRAÇÃO RELIGIOSA
273.3.4 A confluência entre os aspectos biológicos e antropológicos na constituição da ‘inveja’ e da ‘indignação’
709.4.1 O espaço judiciário e a herança da construção do ‘simbólico’: 9.4.1.1 A contemporaneidade e diluição do ‘espaço’ ritual
283.3.5 Algumas compreensões psicológicas e psicanalíticas do fenômeno da ‘inveja’
719.4.2 A temporalidade especial e própria do Direito
293.3.6 Melanie Klein e sua interpretação do fenômeno da inveja
729.4.2.1 Riscos da sociedade do instantâneo
303.3.7 As grandes dificuldades enfrentadas para se definir ‘inveja’, dada sua polissemia
739.4.2.1.1 Uma sociedade sem distância
313.3.8 A inveja enquanto objeto possível de investigação fenomenológica e sua relação com a (in)justiça
749.4.2.1.2 O não-tempo do agora sem fim
323.3.9 Breve resumo até o presente momento e nossa interpretação acerca das relações entre ‘inveja’, ‘injustiça’ e Direito
759.4.2.2 O desaparecimento do ritual e a perda da linguagem
334. O PARADOXO DO MIMETISMO GIRARDIANO: IMITAÇÃO, DESEJO E FORMAÇÃO DO SUJEITO
769.4.3 A representação mediadora do divino
344.1 MIMETISMO, ‘MEDIAÇÃO INTERNA’ E VIOLÊNCIA: OS INGREDIENTES DA ‘INVEJA’
779.4.4 A opacidade protetora e o bloqueio da luz atordoante: 9.4.4.1 A transparência, a confusão e a perda do contraste
354.2 HELMUT SCHOECK E A ONIPRESENÇA DA INVEJA NAS ESTRUTURAS SOCIAIS: 4.2.1 Conflito, agressão e pólemos: os perigos da vida humana e a moralidade
7810. O PRÓXIMO, O TRANSPARENTE, O IMEDIATO E O OCASO DO DIREITO
365. UM OLHAR SOBRE A ‘INVEJA’ NO ALVORECER DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL SEGUNDO AS FONTES HISTÓRICAS E LITERÁRIAS
7910.1 A PERDA DO TEMPO E ESPAÇO DO JURÍDICO E O REBROTAR CONTÍNUO DA VIOLÊNCIA, DA INDIGNAÇÃO E DO PROTESTO
375.1 O PENSAMENTO HEROICO E O PAPEL DAS MANIFESTAÇÕES DIVINAS EM PHTHONOS E NEMESIS
8010.2 A MIDIATIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO: O CASO DA TV JUSTIÇA NO BRASIL
385.1.1 O daemon phthonos enquanto personificação da inveja no período arcaico e clássico: 5.1.1.1 O paradoxo valorativo da ‘inveja’ ao longo da história e seus possíveis cenários de carga virtuosa
8110.3 O MIMETISMO INTERINSTITUCIONAL CONTEMPORÂNEO: O DUPLO E A VIOLÊNCIA
395.1.2 O papel simbólico da ‘inveja dos deuses’ na construção da coesão de uma comunidade
8210.3.1 Os topoi materiais do discurso jurídico e a “inveja interinstitucional”
405.1.3 Da vergonha à culpa: a internalização da autoconstrição
8310.3.2 Seria possível falarmos em “Instituições Invejosas”?
415.2 O PAPEL DA NEMESIS NA EDIFICAÇÃO DO DIREITO E DA JUSTIÇA EM ARISTÓTELES
8410.3.3 Acerca da possibilidade de uma leitura institucional da “graça” como antídoto da crise sacrificial
425.2.1 Os modelos de justiça em Aristóteles
85CONSIDERAÇÕES FINAIS
435.2.2 A função e o papel da Nemesis na ‘Retórica’ de Aristóteles