
Controle do quê e para quem?
Tribunais de Contas, Desenvolvimento e Democracia no BrasilBy Osmar ParraLength9h 41m
About this audiobook
"Instituição essencial ao Estado, o Sistema de Controle Externo, quando hipertrofiado, excessivamente focado no fortalecimento midiático de sua própria imagem e inserido em um contexto em que não assume responsabilidades, acaba por se desviar de sua missão fundamental, de promover o desenvolvimento da Administração Pública. Ao elevar a corrupção à condição de causa de todas as mazelas nacionais, cria-se uma mística em torno de seu combate que, apesar de necessário, acaba ocorrendo em detrimento de outras questões tão ou mais importantes. Nesse contexto, o Sistema de Controle exerce um poder de veto desproporcional, com profundos efeitos colaterais sobre a redução das desigualdades e o desenvolvimento nacional. Para sustentar esse modelo, os Tribunais de Contas desenvolveram uma orientação estratégica voltada ao seu próprio reconhecimento social, aliando-se à mídia em um processo em que se desvaloriza a imagem da Administração Pública e se vende o combate à corrupção como mercadoria de primeira necessidade. O fortalecimento institucional desse sistema depende cada vez mais da presença da corrupção, de que se alimenta, no imaginário coletivo. Por meio de levantamentos históricos, pesquisa documental e análise do discurso, o livro revela os interesses por trás dessa forma de atuação e a subserviência, ainda que involuntária, do Sistema de Controle Externo nacional a interesses internacionais."
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length9 hrs 41 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 18, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1PREFÁCIO
263.4.2. AUDITORIA GOVERNAMENTAL E ADMINISTRAÇÃO GERENCIAL
2INTRODUÇÃO
273.5. ENTRE O DESENVOLVIMENTO NACIONAL E O “INSTITUCIONAL”
31. A IDEIA DE CONTROLE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
283.6. O CONTROLE EXTERNO COMO POLÍTICA PÚBLICA
41.1. CONTROLE ADMINISTRATIVO
294. O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS
51.2. FISCALIZAÇÃO E AUDITORIA
304.1. O PROMOEX
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61.2.1. A FISCALIZAÇÃO
314.2. MISSÕES E VISÕES DE FUTURO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS
71.2.2. A AUDITORIA
324.3. BALANCED SCORECARD (BSC)
81.2.3. COMPARANDO OS MODELOS
334.4. A CONTRADIÇÃO ENTRE MISSÕES E VISÕES
92. UM POUCO DE HISTÓRIA: COMO CHEGAMOS AQUI
344.5. OS SIGNIFICADOS DA ESCOLHA DO BSC – ANÁLISE DO DISCURSO
102.2. O SISTEMA DE CONTROLE FRANCÊS
354.6. A EVIDÊNCIA DE UMA ORIENTAÇÃO EXTERNA
112.3. MODELOS DE CONTROLE EXTERNO
364.7. SUBMISSÃO À MÍDIA
122.4. O MODELO BRASILEIRO
374.8. A IMPOSSÍVEL ADERÊNCIA A PRINCÍPIOS
132.5. OS TRIBUNAIS DE CONTAS BRASILEIROS
385. SUSTENTANDO O DISCURSO – OS QUATRO PILARES
142.5.1. DA FASE PRÉ-COLONIAL AO IMPÉRIO
395.1. PODER SEM RESPONSABILIDADE
152.5.2. ORIGENS DO TCU
405.2. OPÇÃO PELA CORRUPÇÃO
162.5.3. DA ERA VARGAS AO GOVERNO KUBITSCHECK
415.3. INVISIBILIDADE DA SOCIEDADE
172.5.4. O GOVERNO MILITAR
425.4. DESLOCAMENTO DA DEMOCRACIA
182.5.5. ANTECEDENTES, DEBATES E A CONSTITUIÇÃO DE 1988
43CONSIDERAÇÕES FINAIS
192.5.6. PANORAMA INSTITUCIONAL ATUAL
44LISTA DE SIGLAS
203. O ESTADO CONTEMPORÂNEO, O “CONSENSO DE WASHINGTON” E O DESENVOLVIMENTO NACIONAL
45APÊNDICE I - RESULTADOS DA PESQUISA
213.1. DO ESTADO MODERNO AO CONTEMPORÂNEO
46ANEXO I - CARTA DE PORTO ALEGRE
223.2. O “CONSENSO DE WASHINGTON” E A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL
47ANEXO II – PESQUISA FIA-USP
233.3. O CONTROLE COMO ESTRATÉGIA DE CONTENÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
48ANEXO III – CONTRATO DE EMPRÉSTIMO
243.4. A AUDITORIA GOVERNAMENTAL
49ANEXO IV – RELATÓRIO DE PROGRESSO - 2012
253.4.1. PRINCÍPIOS GERAIS DA AUDITORIA E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA