
A Questão Nuclear Na Política Externa Do Governo Geisel
By Fabiano Farias De SouzaLength6h 56m
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A tecnologia nuclear apresenta como aspecto intrínseco às finalidades pacíficas, uma sinistra peculiaridade: a capacidade de construção de artefatos bélicos aos detentores do domínio do ciclo completo do combustível. Assim, na discussão acerca do tema nuclear existe uma inevitável e, às vezes, ingênua naturalidade de todos nós ao julgarmos a questão, tão marcada pelo caráter quase que indissociável na distinção dos verdadeiros intuitos que levam ao domínio desta tecnologia. Desde o advento da era nuclear em 1945, a questão nuclear no Brasil sempre apresentou-se de forma dependente e atrelada a interesses norte-americanos. O debate sobre a questão também se dividia entre o grupo nacionalista, que defendia o desenvolvimento próprio e a participação estrangeira de forma cooperativa, e grupos que, amparados na posição brasileira de mero exportador de matérias-primas e parceria benevolente com os Estados Unidos, defendiam a vinculação irrestrita com os norte-americanos. A trajetória brasileira de políticas públicas neste setor tem como principal característica as constantes mudanças de governo a governo que não permitiram o cumprimento de perspectivas com longo alcance e o consequente desenvolvimento nuclear brasileiro. A colaboração externa, principalmente norte-americana, não lograria êxito nos objetivos programados de desenvolvimento no setor. Ao contrário, as resistências e impedimentos criados pelos Estados Unidos limitavam as possibilidades brasileiras ao não oferecerem contrapartidas reais de evolução tecnológica para o Brasil em troca da exportação das matérias-primas atômicas brasileiras. Assim, esta obra tem como objetivo demonstrar que a assinatura do acordo nuclear entre Brasil e Alemanha Federal de 1975 é fruto de uma articulação entre uma iniciativa histórica de mais longo prazo marcada por avanços e recuos com fatores conjunturais externos e internos propiciados pela busca de uma política externa independente de ímpeto nacionalista e presente no projeto de potência do regime militar.
Audiobook details
GenrePsychology, Business and Economics
Length6 hrs 56 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateApr 4, 2017
LanguagePortuguese
Table of contents
1Fabiano Farias de Souza
2@ 2017, Clube de Autores
31 A TECNOLOGIA NUCLEAR E SEU DESENVOLVIMENTO NO
44 O DESAFIO DA POLÍTICA NUCLEAR DO GOVERNO GEISEL.....164
5INTRODUÇÃO
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6As apreciações realizadas permitem identificar os diferentes
7Plano Baruch, ou seja, garantir o monopólio dos EUA sobre materiais
8Em 1956, a formação da Agência Internacional de Energia
9Recíproco de Materiais de Defesa e Informações sobre Defesa
10Fiscalização de Minerais Estratégicos (CEFME), ligada ao
11Isso
12Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos (CEME)”.
132.500 toneladas de monazita e igual quantidade de sais de cério
14Notava-se que as pressões norte-americanas interferiam
15Vargas, negociou-se um acordo de troca de 5.000 toneladas de
16instituiria novas exportações de minerais para utilização atômica
171.3.1 As conclusões e recomendações da CPI
18Internacional (FMI) diante das exigências de uma política
19No governo Kubitschek, a política nuclear não ficaria
201962, também houve um estabelecimento de um Tratado de
21Mambucaba em 1959, visando à construção de uma usina
22Em 1962, o Congresso aprovou lei criando o monopólio
23substituiu os parceiros
24enriquecido fornecido pelos EUA (ANDRADE, 2006, p.14).
25da CNEN, no governo Juscelino Kubitschek, uma política
26O exame da mudança de postura brasileira ao reivindicar
272.1.1 A política externa tradicional restaurada
28Credita-se ao PAEG e às medidas de estabilização econômica
29Índia e Israel.
3014 de março de 1967, o presidente comentava os resultados da
312.2 O governo Costa e Silva
32No plano externo, restaurou alguns dos princípios de
332.2.1 Ensaio de política externa autônoma
34O presidente Costa e Silva, coerente com sua postura
35Comunidade
36O Brasil, apesar de não se encontrar juridicamente
37Conferência de Desarmamento de 1967 alegava:
38espécie de amostra, em tudo semelhante ao instrumento de
39o governo brasileiro apenas acentuou as suspeitas de que por
40Porém, a relutância da diplomacia brasileira em relação
41Escola de Engenharia e da Faculdade de Filosofia da UFMG
42Gerhard Stoltenberg, em março de 1969, estabeleceu
43No governo de Emílio G. Médici, o Brasil atingiu altos
4460 e início da década de 70, resultante da expansão da economia
45Na política externa, o governo Médici optou pela
46A preferência pelo equipamento da Westinghouse
47A PERCEPÇÃO DA IMAGEM DE POTÊNCIA
48estratégia de enfrentamento da crise econômica mundial. O
49Aborda-se o conjunto de novas orientações da
50Esse papel intermediário entre as velhas potências capitalistas