
Projetos para a Juventude
As relações de força na política e a intervenção do Estado na questão social (1926-1945)By Márcio Santos de SantanaLength8h 27m
About this audiobook
Uma cultura política antiliberal foi predominante no período entreguerras, momento de acentuada transformação estrutural. Novas formas de organização política surgiram e, celeremente, obteve prestígio junto aos atores sociais. Movimentos políticos de feições autoritárias consolidaram sua legitimidade junto à opinião pública. O segmento jovem foi afetado pelas alterações em curso. Primeiramente, pelo fato de que nenhum segmento social permaneceu incólume a elas; secundariamente, em razão da crescente importância dos jovens na composição populacional. A retração das ideias liberais chegou rapidamente ao Brasil, onde forças políticas de diversos matizes disputaram os corações e as mentes das novas gerações. Organizações de massas foram criadas em muitos países, tanto do continente europeu quanto do americano, para cooptar e incorporar à política esse novo segmento social. No decorrer desses anos foram discutidos diversos projetos, originados de distintos grupos políticos, mas tendo no jovem e na juventude o seu público-alvo. Embora apresente alterações conjunturais, as suas primeiras manifestações apareceram na segunda metade dos anos 1920 – Reforma Constitucional de 1926. O controle do Estado foi obtido com a revolução de 1930. O arranjo político teve fraturas em 1943, em razão da paradoxal participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, ao lado das forças democráticas, conduzindo à derrocada do Estado Novo em 1945.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length8 hrs 27 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 26, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2AGRADECIMENTOS
3INTRODUÇÃO
4Capítulo I O FENÔMENO DA JUVENTUDE E A CONJUNTURA HISTÓRICA NO OCIDENTE
5A ciência histórica e as formas de abordagem
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6Do projeto à ação política; das formas de organização
7A incerteza conservadora decorrente da “rebelião das massas”
8Capítulo II TRAMAS POLÍTICAS E A SITUAÇÃO SOCIOECONÔMICA
9Um novo modelo de Estado?
10O conservadorismo no poder
11Capítulo III O CÓDIGO DE MENORES E A FRATURA NA MATRIZ ESTATAL
12Um olhar panorâmico sobre o Código de Menores
13Os industriais e a rejeição à intervenção do Estado
14A estratégia de oposição dos industriais ao Código de Menores
15Capítulo IV O INTEGRALISMO E A PRESERVAÇÃO DAS TRADIÇÕES
16A retórica missionária e o papel dos jovens
17A reprodução social do movimento: formando a juventude
18A juventude na estrutura de poder integralista
19Capítulo V A JUVENTUDE COMUNISTA: UM PROJETO DE AUTONOMIA DOS JOVENS?
20A construção da organização juvenil
21A conexão interacional
22Os militantes: um balanço
23O problema do financiamento das atividades
24Capítulo VI UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES VS. JUVENTUDE BRASILEIRA; OU, OS LIMITES DO CONTROLE CORPORATIVO
25Diretrizes para um novo regime político
26O sistema educacional como uma área estratégica
27A Juventude Brasileira e os impasses ideológicos do governo
28A UNE e as tentativas de controle do mundo universitário
29CONSIDERAÇÕES FINAIS OS JOVENS, A POLÍTICA E OS PASSADOS PRESENTES
30Proteção social para as futuras gerações?
31A vigilância no cotidiano e a impossibilidade da democracia