
Length6h 12m
About this audiobook
Cinema e Capital: Arte, Indústria e Poder investiga a contradição que acompanha o cinema desde o seu nascimento: ser, ao mesmo tempo, arte e mercadoria. Da invenção dos irmãos Lumière às plataformas digitais do século XXI, a sétima arte se desenvolveu nas engrenagens do capitalismo, oscilando entre a criação estética e a lógica da produção em massa. José Nogueira Lima analisa essa tensão com olhar crítico e humanista, mostrando como o cinema reflete, interpreta e questiona as forças econômicas e simbólicas que o moldam. Mais que entretenimento, o filme é aqui entendido como forma de pensamento: um espelho da modernidade e uma máquina de produção de sentido. Inspirado por André Bazin, Adorno e Horkheimer, o autor explora o cinema como arte impura — expressão que designa a inseparabilidade entre invenção artística e base industrial. Longe de lamentar essa contaminação, o livro a reconhece como motor vital da própria arte cinematográfica. É desse embate entre criação e mercado que surgem as grandes obras, onde a beleza resiste mesmo dentro da engrenagem econômica. Com linguagem clara e ensaística, Cinema e Capital percorre momentos decisivos da história do cinema — do realismo poético às vanguardas, do neorrealismo à Nova Hollywood — para compreender como a imagem cinematográfica continua a interrogar o destino da arte na era das mercadorias.
Audiobook details
GenreScience and Nature, Other
Length6 hrs 12 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateOct 7, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Cinema e Capital: Arte, Indústria e Poder - Versão Digital
2NOTA AO LEITOR.
3INTRODUÇÃO.
4CAPÍTULO 1: O CINEMA ENTRE ARTE E MERCADORIA – A DIALÉTICA DA IMAGEM INDUSTRIAL
51.1. Abertura conceitual: cinema entre estética e mercadoria.
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61.2. Walter Benjamin: A desauratização e o potencial ambivalente do cinema.
71.3. A crítica da Indústria Cultural: Adorno e Horkheimer e a mercantilização da arte.
81.4. A dialética entre autoria, especificidade e a consolidação do estilo.
91.5. O papel do espectador e a recepção na era da imagem.
101.6. A produção do discurso e a crítica à totalidade.
111.7. Considerações finais: o cinema como espelho da contradição entre arte e capitalismo.
12CAPÍTULO 2 – INDÚSTRIA CULTURAL E CAPITAL: O CINEMA COMO PROTÓTIPO DA MERCANTILIZAÇÃO DA ARTE.
132.1. O conceito de indústria cultural: gênese e críticas.
142.2. O cinema como protótipo da indústria cultural.
152.3. O capitalismo como matriz da produção cinematográfica.
162.4. O cinema de massas e a homogeneização estética.
172.5. Tensões e fissuras na indústria cultural.
182.6. Transformações contemporâneas: o cinema no capitalismo global.
192.7. O olhar da crítica e da teoria do cinema (Bazin, Bordwell & Thompson, Sontag)
202.8. Considerações finais: a permanência da lógica industrial.
21CAPÍTULO 3: A ECONOMIA DO CINEMA E A DEPENDÊNCIA DO CAPITAL.
223.1. O custo do filme: da produção à distribuição.
233.2. O sistema de estúdios e a lógica industrial.
243.3. O papel dos produtores e investidores.
253.4. A bilheteria como medida de valor e de poder.
263.5. O star system e a mercantilização da imagem.
273.6. O impacto das novas tecnologias sobre custos e receitas.
283.7. Coproduções e dependência de subsídios estatais.
293.8. Considerações finais: o cinema como arte dependente do capital.
30CAPÍTULO 4: O CINEMA COMO ESPETÁCULO E SIMULAÇÃO.
314.1. O espetáculo como forma social do cinema.
324.2. Entre a ilusão e a simulação: a construção da experiência fílmica.
334.3. A encenação da realidade: fronteiras entre ficção e documentário.
344.4. A dimensão política do espetáculo cinematográfico.
354.5. O cinema de massa e a espetacularização do cotidiano.
364.6. A relação entre técnica e fascínio.
374.7. A crítica ao espetáculo e as formas de resistência.
384.8. Considerações finais: o espetáculo como expressão do capitalismo.
39CAPÍTULO 5: CINEMA, O MERCADO E AS NOVAS FORMAS DE CIRCULAÇÃO CULTURAL.
405.1. O cinema como mercadoria global: o mercado além das bilheteiras.
415.2. O streaming como novo campo de disputa econômica e estética.
425.3. Blockbusters e independentes: a economia da diferença.
435.4. Festivais internacionais: consagração estética e lógica de mercado.
445.5. Coproduções e cinema transnacional: novas geografias da indústria.
455.6. Distribuição e circulação: da sala escura às múltiplas telas.
465.7. A crítica e a academia diante do novo capitalismo cultural.
475.8. Considerações finais: o cinema na era da mercadoria total
48CAPÍTULO 6: ESTÉTICA, POLÍTICA E A PERMANÊNCIA DA CONTRADIÇÃO ARTE-MERCADORIA.
496.1. O cinema como arte impura: a herança de Bazin.
506.2. A crítica frankfurtiana e a mercantilização da estética.