
Capacidade legal na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
By Luíza Resende GuimarãesLength10h 18m
About this audiobook
A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) foi veículo de mudanças paradigmáticas, tendo imposto desafios diversos aos países signatários. Um dos principais se encontra no artigo 12, que reconhece a capacidade legal das pessoas com deficiência em igualdade de condições com as demais em todos os aspectos da vida e determina a criação de sistemas fundados no apoio ao exercício dessa capacidade; e não em sua restrição. Tendo em vista as dúvidas levantadas nos últimos anos pela doutrina e pela jurisprudência acerca do tema, esta obra se propõe a desvendar o que significa, afinal, a capacidade legal positivada no texto convencional e quais as repercussões que advêm de seu reconhecimento. Uma segunda parte da obra é alicerçada na metodologia de direito comparado, tendo sido eleitos os ordenamentos de Brasil e Portugal para essa empreitada. Ambos os países promulgaram legislações internas que alteraram de maneira significativa a disciplina das incapacidades (Lei 13.146/2015, no Brasil; e Lei 49/2018, em Portugal), e, com amparo nas reformas legislativas, na doutrina e na jurisprudência, o objetivo é compreender em que medida os dois sistemas jurídicos se adequaram (ou não) às diretrizes desenhadas pelo controverso artigo 12. Entende-se que a comparação é de grande valia para a investigação, buscando-se colher na experiência estrangeira pistas para avaliar, em concreto, o melhor desenho para um regime de incapacidades sob a égide da CDPD.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length10 hrs 18 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 18, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
223.1.4 Sexta sessão
2APRESENTAÇÃO
233.1.5 Sétima sessão
3PREFÁCIO
243.1.6 Oitava sessão
4INTRODUÇÃO
253.2 O coração da Convenção: desvendando o significado da capacidade legal prevista no artigo 12
5CAPÍTULO 1: A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
263.2.1 Parágrafos 1 e 2: personalidade jurídica, capacidade de direito e capacidade de fato
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61.1 A necessidade e a relevância de uma convenção específica destinada às pessoas com deficiência
273.2.2 Parágrafos 3 e 4: a instauração de um modelo de apoio ao exercício da capacidade legal e as salvaguardas destinadas à prevenção de abusos
71.2 Uma visão panorâmica: formulação e conteúdo
283.3 O reconhecimento da capacidade legal e a manutenção de mecanismos substitutivos de vontade: reflexões com base na igualdade material
81.2.1 O processo de formulação
29CAPÍTULO 4: A (IN)ADEQUAÇÃO DOS ORDENAMENTOS BRASILEIRO E PORTUGUÊS AO RECONHECIMENTO DE CAPACIDADE LEGAL ENUNCIADO NA CDPD
91.2.2 Linhas gerais de conteúdo
304.1. Direito comparado Brasil-Portugal: metodologia e escolha dos países
101.3 A deficiência enquanto conceito evolutivo
314.2 O cenário anterior à promulgação da Lei no 13.146/2015 no Brasil e da Lei no 49/2018 em Portugal
111.3.1 O modelo de prescindência
324.2.1 Categorias e hipóteses de incapacidade
121.3.2 O modelo médico ou reabilitador
334.2.2 Modalidades de suprimento da incapacidade
131.3.3 Os modelos social e biopsicossocial
344.2.3 Relação entre deficiência e incapacidade
14CAPÍTULO 2: UMA BREVE DIGRESSÃO SOBRE O CONCEITO DE AUTONOMIA E SUA CONCEPÇÃO RELACIONAL
354.2.4 Apontamentos conclusivos
152.1 O desenvolvimento da autonomia no pensamento liberal
364.3 As modificações transpostas da CDPD para os ordenamentos internos do Brasil e de Portugal
162.2 Os problemas da concepção liberal e a proposta de autonomia relacional
374.3.1 Categorias e hipóteses de incapacidade
17CAPÍTULO 3: O SENTIDO E O ALCANCE DA CAPACIDADE LEGAL RECONHECIDA NO ARTIGO 12 DA CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
384.3.2 Modalidades de suprimento da incapacidade e introdução do apoio
183.1 A formação do artigo 12: um exame das reuniões do grupo de trabalho
394.3.3 Relação entre deficiência e incapacidade
193.1.1 Terceira sessão
404.3.4 Considerações da ONU acerca das reformas empreendidas
203.1.2 Quarta sessão
414.3.5 Apontamentos conclusivos
213.1.3 Quinta sessão
42CONCLUSÃO