
Atuando conforme as "regras do jogo"
discursos de neutralização e tolerância social nos crimes de colarinho brancoBy Juliana Tesche Da RosLength7h 13m
About this audiobook
O presente livro aborda os delitos de colarinho branco, observando as técnicas de neutralização comumente empregadas pelos agentes deste tipo de crime na busca de aceitação ou tolerância social de sua prática. Num primeiro momento, traz uma definição do que são os crimes de colarinho branco, quem são os seus agentes, quais as teorias criminais que abordaram esse tema e o que são as técnicas de neutralização estudadas pela criminologia. Após, realiza uma análise da contribuição da neurociência para a compreensão dos comportamentos humanos frente a situações que confrontem a honestidade, a moralidade e a empatia. Busca entender se a afronta aos princípios morais e éticos é uma característica apenas de indivíduos que têm na prática de crimes de colarinho branco um modo de vida ou se qualquer pessoa é capaz de condutas entendidas como desonestas e ilícitas. Num terceiro momento, foca na cultura da transgressão às normas que é disseminada no Brasil, apontando questões sociais e históricas que possam facilitar a tolerância a tais comportamentos. Por fim, analisa discursos proferidos por pessoas a quem foi imputada a prática de crime de colarinho branco ditos em depoimentos prestados e em entrevistas concedidas, nos quais admitem o cometimento dos delitos; contudo, buscam neutralizar seus atos, apresentando justificativas com o intento de que sejam compreendidos pela sociedade.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length7 hrs 13 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 21, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
183 . “JEITINHO BRASILEIRO” E A CULTURA DA DESONESTIDADE
2INTRODUÇÃO
191 PATRIMONIALISMO E A CULTURA DA TRANSGRESSÃO: 1.1 Paternalismo
31. PERFIL CRIMINOLÓGICO E CRIMES DE COLARINHO BRANCO
202 O “JEITINHO” BRASILEIRO
41 CRIMES DE COLARINHO BRANCO E EDWIN SUTHERLAND
213 O SENTIMENTO DE IMPUNIDADE
51.1 O Conceito de Crime de Colarinho Branco após Edwin Sutherland
224 DESCONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES
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61.2 O Conceito de Crime de Clarinho Branco que Será Empregado neste Estudo
235 A TOLERÂNCIA SOCIAL E OS CRIMES DE COLARINHO BRANCO
72 CRIMES DE COLARINHO BRANCO E OS CRIMES INSTITUCIONALIZADOS
245.1 PERCEPÇÃO SOCIAL DOS CRIMES DE COLARINHO BRANCO E DOS RESPECTIVOS AGENTES
83 OS AGENTES DOS CRIMES DE COLARINHO BRANCO: FUGINDO AO ESTEREÓTIPO
255.2 Autoimagem de Honestidade - “O Inferno São os Outros”
94 CRIMES DE COLARINHO BRANCO E A TEORIA DA ASSOCIAÇÃO DIFERENCIAL
265.3 Submissão às Leis
105 DAVID MATZA E GRESHAM M. SYKES E AS TÉCNICAS DE NEUTRALIZAÇÃO: 5.1 A Identificação de Novas Técnicas de Neutralização
274. CRIMES DE COLARINHO BRANCO NO BRASIL: UMA ANÁLISE DE SUA PRÁTICA À LUZ DA CULTURA DA DESONESTIDADE E DAS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS POR ALGUNS DE SEUS AGENTES.
112. A CONTRIBUIÇÃO DA PSIQUIATRIA E DA NEUROCIÊNCIA PARA A COMPREENSÃO DO COMPORTAMENTO CRIMINOSO
281 AUSÊNCIA DE DANO E SUAS CONSEQUÊNCIAS POSITIVAS
121 O CÉREBRO E A TOMADA DE DECISÕES
292 ATUAÇÃO CONFORME AS “REGRAS DO JOGO” - PEÇA NA ENGRENAGEM
132 A EMPATIA E A “OBJETIFICAÇÃO” DO SER HUMANO COMO TÉCNICA DE NEUTRALIZAÇÃO
303 “NORMAS CULTURAIS” DO SISTEMA
143 A OBEDIÊNCIA À AUTORIDADE E O FRACIONAMENTO DA RESPONSABILIDADE
314 REGRAS DE LINGUAGEM – MINIMIZAÇÃO DO ATO (“ERRO”)
154 IDENTIDADE DE GRUPO E A DESONESTIDADE
325 BIOGRAFIA PESSOAL ILIBADA (ATÉ ENTÃO)
165 O QUE MOTIVA A DESONESTIDADE, AUTOJUSTIFICAÇÃO E NEUTRALIZAÇÃO
336 A CULPA É DA VÍTIMA
176 MEMÓRIAS E ADAPTABILIDADE À DESONESTIDADE
34CONCLUSÃO