
A Tradução da Obra de Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945)
viagem pelas províncias de Rio de Janeiro e Minas GeraisBy Ana Lucia da Silva MattosLength6h 52m
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Neste estudo, são analisadas diversas razões que justificam, no contexto sócio-político-cultural do Estado Novo (1937-1945), a publicação de uma densa obra, a Voyage dans les provinces de Rio de Janeiro et de Minas Geraes (1850), de Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), intitulada entre nós Viagem pelas províncias de Rio de Janeiro e Minas Geraes, por Clado Ribeiro de Lessa (1906-1960).
O contexto da tradução daquele relato de viajante, o ano 1938, era favorável, em um momento em que o regime do Estado Novo no Brasil, sob a ditadura de Getúlio Vargas, empreendeu esforços para projetar, interna e externamente, a imagem de um país próspero, cuja população viveria feliz, sob a administração de um presidente tido por muitos como o pai dos pobres. Aproximava-se das famílias, reconheceu direitos aos trabalhadores por meio da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), apoiava a arte popular e impunha a ordem, ao mandar punir o indivíduo malandro, ao desbaratar o cangaço e ao enfraquecer a oposição, caso dos comunistas e dos integralistas. Ditador que governou sozinho, sem partidos políticos, mas que soube, mesmo assim, atrair uma incrível popularidade, que ainda faz o seu nome ser lido e ouvido na sociedade. Na tradução da referida obra, naquele contexto uniu-se o ideal de um país em crescimento, o Brasil, a um outro, europeu e próspero, a França.
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GenreOther
Length6 hrs 52 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateFeb 25, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2Considerações iniciais
3Capítulo 1. Auguste de Saint-Hilaire e o Brasil
41.1. A Missão Artística Francesa
51.2. Quem compunha a Missão
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61.3. A Família Real portuguesa e a Revolução Francesa
71.4. Desdobramentos da Revolução Francesa
81.5. A Revolução Francesa, Napoleão Bonaparte e Saint-Hilaire
91.6. A Revolução do Porto
101.7. O delineamento da independência política do Brasil
111.8. Pessoas famosas que, no século XX, escreveram sobre Saint-Hilaire
121.9. O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro: 1.9.1. Saint-Hilaire homenageado no IHGB em 2009
131.10. Exposições em homenagem ao viajante-naturalista na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
141.11. O Rio de Janeiro e Saint-Hilaire
151.12. Selo com a efígie de Saint-Hilaire
161.13. Busto em sua homenagem no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
17Capítulo 2. Brasil: alguns fatos marcantes durante o Estado Novo
182.1. Getúlio Vargas, breve biografia
192.2. A Revolução de 1930
202.3. O conceito de revolução no Brasil
212.4. O Brasil antes e depois de 1930
222.5. O modo próprio de Getúlio Vargas exercer o poder
232.6. A ditadura de 1930
242.7. De 1934 a 1937
252.8. Getúlio Vargas e o Estado Novo (1937)
262.9. Outras estratégias de Getúlio Vargas para continuar no poder
272.10. Os radicalismos do pré-guerra como causas do golpe
282.11. O ano 1938, fatos internacionais e nacionais marcantes
292.12. A eleição que não aconteceu
302.13. Olhai os lírios do campo
312.14. Vidas Secas
322.15. Capitães da Areia
332.16. O Brasil ao final do Estado Novo
342.17. A transição do poder
35Capítulo 3. O Estado Novo, momento sócio-político favorável para a publicação da tradução da obra Voyage dans les provinces de Rio de Janeiro et de Minas Geraes, de Auguste de Saint-Hilaire
363.1. A eugenia
373.2. O pangermanismo no Brasil
383.3. Famílias ligadas no rádio
393.4. O rádio e as informações do presidente sobre o golpe de 1937
403.5. A presença de Getúlio Vargas nas famílias
413.6. A Era Vargas e a arte popular
423.7. Aquarela do Brasil, um caso à parte
433.8. O malandro, figura incômoda
443.9. O malandro começa a trabalhar
453.10. O cangaço
463.11. O presidente erudito
47Capítulo 4. Alguns tipos humanos presentes no relato
484.1. Indígenas
494.2. Mulatos, negros, sertanejos, homens “de cor”
504.3. Homens receptivos, colonos, pioneiros e religiosos