
Pesquisa e gestão de ciência
realidades e inovação nas políticas: um manual breve para pesquisadores, diretores, reitores, financiadores e outros decisoresBy Vladimiro MirandaLength4h 44m
About this audiobook
Na era do conhecimento, os povos e países que compreenderem como melhor promover nova ciência e acelerar seu impacto na economia e na comunidade serão triunfantes, porque beneficiarão das oportunidades de criar valor, deixando aos restantes o papel de seguidores e compradores da riqueza gerada pelos primeiros.
Uma revolução se impõe: reconhecer que a gestão de ciência é uma componente, nobre como as outras, da atividade de ciência. No Brasil, é evidente que essa compreensão não está incorporada no pensamento político, na organização acadêmica, na visão de fundações de amparo e de órgãos do governo federal – apesar da publicação de um ousado e positivo Marco legal da Inovação, regulamentos e processos continuam não tendo em conta que, sem boa gestão de ciência, não há boa ciência.
Para clarificação das realidades e promoção de inovação nas políticas, é necessário abordar aspectos que não são corretamente considerados no presente: a sustentabilidade da pesquisa, a governabilidade das instituições de pesquisa e inovação e a internacionalização da ciência brasileira.
Tal é feito no presente livro, de forma profunda, mas didática, com amplas referências aos sistemas europeu e norte-americano e explicações claras sobre os conceitos e propostas de políticas inovadoras, merecendo reflexão atenta pelos decisores que regulam, intervêm e condicionam, com sua ação, o setor nacional da ciência e tecnologia.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length4 hrs 44 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateSep 29, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1NOTA INTRODUTÓRIA
6813.4 Em resumo
2CADERNO 1 PESQUISA E SUSTENTABILIDADE: compreender os conceitos
6914 CONSTRUIR A UNIVERSIDADE COMPLETA EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
31 PORQUE NECESSITAMOS DE COMPREENDER
7014.1 Os processos a suportar
42 O RECONHECIMENTO DO VALOR
7114.2 A reflexão europeia
52.1 Valor material, valor imaterial
7214.3 A resposta da Universidade: extensão do perímetro universitário
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62.2 A transferência inversa
7314.4 Universidade estendida vs. universidade monolítica
72.3 Em resumo
7414.5 Em resumo
83 A REDESCOBERTA DOS CONCEITOS
7515 OBSTÁCULOS INTERNOS NA MATERIALIZAÇÃO DE UM PERÍMETRO UNIVERSITÁRIO
93.1 A metáfora das duas fábricas
7615.1 Tratar a todos por igual
103.2 Custo vs. valor
7715.2 Toda a atividade favorece a universidade
113.3 Valor vs. preço
7815.3 Resultados independentemente do local de atividade
124 COMPONENTES PARA A DETERMINAÇÃO DO CUSTO
7915.4 Tratar os grupos de forma equivalente
134.1 Questionando o tabu
8015.5 Reconhecer a hierarquia
144.2 Determinação do custo
8115.6 O vértice da pirâmide
154.2.1 Custos diretos
8215.7 Conflitos de interesse
164.2.2 Custos indiretos
8315.8 Propriedade intelectual
174.2.3 Investimentos
8415.9 Em resumo
184.3 Custos e orçamentação de projetos
8516 DIFICULDADES EXTERNAS QUE UM PERÍMETRO UNIVERSITÁRIO ENFRENTA
195 COMPONENTES PARA A FORMAÇÃO DE PREÇO
8616.1 Entraves regulamentares e de reconhecimento institucional
205.1 Estrutura de encargos da atividade de P&D
8716.2 Entraves no reconhecimento do mérito científico
215.2 Discutindo o conceito de margem
8816.3 Entraves no conceito de financiamento à pesquisa
225.2.1 Compensação do risco
8916.4 Em resumo
235.2.2 Necessidade de estratégias autônomas
9017 EM DEFESA DE UMA POLÍTICA PARA A GOVERNABILIDADE
245.2.3 Margem não é overhead
9117.1 Em favor da diversidade
256 FINANCIAMENTO DE PROJETOS E SUSTENTABILIDADE
9217.2 Em favor da avaliação
266.1 Projetos com pagamento por resultado
9317.3 Em favor da seleção
276.2 Projetos com financiamento por atividade
9417.4 Em favor da transmissão de características
286.2.1 Panorama internacional
9517.5 Em resumo
296.2.2 Cenário brasileiro
9618 CONCLUSÕES
306.2.3 Custos indiretos não são taxas de administração
97CADERNO 3 PESQUISA E INTERNACIONALIZAÇÃO: parcerias no Brasil – uma reflexão breve
316.2.4 O mito da comparticipação
9819 PORQUE NECESSITAMOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO
327 O VALOR DO BEM-CONHECIMENTO
9920 O PROCESSO DE INTERNACIONALIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIA
337.1 As transferências de tecnologia
10020.1 Revisão crítica sobre o Brasil
347.2 As formas de valorização do conhecimento
10120.1.1 Fase 1 - migração
357.2.1 Projetos
10220.1.2 Fase 2 - participação
367.2.2 Licenciamento
10320.1.3 Fase 3 – atração
377.2.3 Patentes
10420.1.4 Fase 4 – projeção
387.2.4 Start-ups como spin-offs da pesquisa
10520.1.5 Fase 5 – globalização
397.2.5 Transferência de recursos humanos
10620.2 Recapitulando: a percepção de custos-benefícios-riscos da internacionalização
407.2.6 Consultoria avançada
10720.3 Em resumo
417.3 Em resumo
10821 INTERNACIONALIZAÇÃO E GERAÇÃO DE VALOR
428 A FORMAÇÃO DO ORÇAMENTO DE PROJETOS DE P&D
10921.1 Modelo de negócio e sustentabilidade
438.1 Princípios orientadores
11021.2 Recursos humanos e retorno do investimento
448.2 A situação atual dos projetos de P&D
11121.3 A justificação das parcerias
458.2.1 Projetos financiados por agências como o CNPq
11221.4 Parcerias e aceleração da evolução tecnológica
468.2.2 Projetos de P&D com empresas, no quadro de apoio regulatório como da ANEEL
11321.4.1 O modelo em rampa
478.2.3 Projetos com pagamento por resultado
11421.4.2 O modelo em degraus
488.2.4 O equilíbrio para a sustentabilidade
11521.5 Em resumo
498.2.5 Outros esquemas
11622 PARCERIAS E FINANCIAMENTO
508.2.6 O caso especial das ICTs sem fins lucrativos
11722.1 O fim do tabu?
519 VALORANDO A PROPRIEDADE INTELECTUAL
11822.2 Condições para uma parceria internacional em projetos nacionais
529.1 A confusão e o mito
11923 MODELO DE NEGÓCIO: INOVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DE RESULTADOS
539.2 O contrato de P&D e a propriedade intelectual
12023.1 Conhecimento: de ativo intangível a financeiro
549.3 Propriedade intelectual é risco
12123.2 Ação multiplicadora do financiamento
559.4 A estratégia inteligente: partilha do risco
12223.3 Valorização de resultados e mensuração de risco
569.5 Em resumo
12324 INTERNACIONALIZAÇÃO EM PROJETOS NACIONAIS
5710 CONCLUSÕES
12424.1 Racional
5811 PORQUE NECESSITAMOS DE RENOVAÇÃO
12524.2 A inviabilidade do caso clássico
5912 A CADEIA DE PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO A VALOR
12624.3 As condições
6012.1 A universidade é um processo, não é uma coisa
12724.4 O modelo
6112.2 Os TRL: níveis de prontidão tecnológica
12824.4.1 Aquisições do exterior
6212.3 AD2: níveis de dificuldade de progresso
12924.4.2 Reconhecimento de parceiro pleno
6312.4 Em resumo
13024.4.3 Porque não deve ser financiamento
6413 A DEFINIÇÃO DE UNIVERSIDADE EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA
13125 CONCLUSÕES
6513.1 A visão binária clássica
132A1 ANEXO 1 – ELEGIBILIDADE DE ENTIDADE EXTERNA
6613.2 Emendando uma visão quebrada
133O AUTOR
6713.3 O ponto de vista da sustentabilidade
134FIGURAS, CRÉDITOS