
Minas para o Estado, terras para quem as cultiva
política e história do sindicalismo indígena na BolíviaBy Guilherme de Moraes AndradeLength10h 29m
About this audiobook
Durante o século XX, a América Latina foi palco de alguns dos experimentos políticos mais inovadores do mundo. Em "Minas para o Estado, terras para quem as cultiva", o leitor é apresentado à complexa e multifacetada história recente da Bolívia, atravessada por movimentos populares, golpes de Estado, ondas nacionalistas, teorias sociais e disputas ideológicas. Em uma sociedade marcada por uma herança colonial de racismo e desigualdade, refletir sobre o lugar do indígena na modernidade envolve um questionamento acerca das contribuições de visões periféricas para o futuro de um mundo em crescente tensão. Para isso, o livro se propõe a contar a ascensão dos movimentos de trabalhadores, a revolução nacionalista de 1952 e o período autoritário-militar por dois pontos de vista distintos, mas que em seus diálogos desafiam a possibilidade de encararmos os conflitos sociais por uma perspectiva única. Primeiro, a partir dos sindicatos da indústria mineradora, principal núcleo de agitação revolucionária do país. Em seguida, pelos olhos dos movimentos camponeses, maioria da população e continuadores da secular resistência das sociedades indígenas à ofensiva colonial. Em suas contradições e concordâncias, diferenças e aproximações, essas histórias cruzadas nos convidam a pensar de que forma recordar o passado envolve um esforço concreto de fazer sentido do presente, e como a compreensão do que já se foi é parte incontornável da reflexão sobre os caminhos que ainda desejamos seguir.
Audiobook details
GenrePsychology
Length10 hrs 29 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 28, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2INTRODUÇÃO: A INDIGENEIDADE EM UMA BOLÍVIA MODERNA
31. VIDA E MORTE DA REVOLUÇÃO NACIONALISTA
41.1 Introdução
51.2 Capitalismo e proletarização
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61.3 O nacional e o socialismo
71.4 De Catavi a Villarroel
81.5 Ventos revolucionários
91.6 A revolução nacional
101.7 O tempo dos generais, Barrientos e o Pacto Militar-Campesino
111.8 Ovando, Torres e o retorno do espírito revolucionário
121.9 O anticomunista Bánzer
131.10 Réquiem para o autoritarismo
141.11 Conclusão
152. O APARECIMENTO DE UMA NAÇÃO
162.1 Introdução
172.2 A ofensiva latifundiária
182.3 Latifúndios e estamentos
192.4 A Guerra Civil-Federalista e Zárate Willka
202.5 Indigenismo e o novo racismo paceño
212.6 Conclusão
223. A NAÇÃO CLANDESTINA
233.1 Introdução
243.2 Autoridade, espaço, memória
253.3 O caso da educação rural
263.4 A função dos sindicatos e da violência na politização indígena
273.5 A aproximação entre militância urbana e rural
283.6 Reforma agrária versus revolução rural
293.7 Os sindicatos rurais e a problemática da autonomia
303.8 Conclusão
314. NAÇÃO E COLONIALIDADE
324.1 Introdução
334.2 Integração, diferença, reciprocidade
344.3 A narratividade histórica da revolução de 1952
354.4 Fausto Reinaga e a subjetividade revolucionária indígena
364.5 O katarismo e o manifesto de Tiahuanaco
374.6 A criação da CSUTCB
384.7 Para onde vamos?
394.8 ¿Quienes somos?
404.9 Conclusão