
INVISIBILIZADAS A subformalização dos crimes sem violência física e o papel do estado no tratamento da violência doméstica e familiar contra a mulher
By Camila Carvalho RibeiroLength9h 17m
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A violência simbólica exercida sobre as mulheres alimenta e invisibiliza outras violências, especialmente aquelas cometidas sem agressão física, impactando a formalização das denúncias perante os órgãos oficiais brasileiros, que ainda acontecem em números insuficientes e irreais, pois há uma desproporcionalidade entre o elevado número de notificações e o baixo índice quanto à formalização desses crimes. Diante dessa constatação, é necessário entender quais as razões que levam a essa subformalização e como o Estado, em seu papel preventivo, protetivo e restaurador, pode atuar para sanar essa problemática e tornar mais efetivo o acesso e a garantia de direitos às mulheres em situação de violência. A ideia é fortalecer a política de tratamento não apenas em âmbito penal, mas também cível e assistencial, a fim de construir uma sociedade mais consciente e, consequentemente, menos violenta, oferecendo à mulher e a todas aquelas que assim se identificarem um lugar de segurança e acolhimento.
Audiobook details
GenrePsychology
Length9 hrs 17 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateNov 18, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
18PARTE 3 O PAPEL PROTETIVO, PREVENTIVO E RESTAURADOR DO ESTADO NA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR
2EPÍGRAFE
193.1 A REPARAÇÃO DA VIOLÊNCIA PELAS MEDIDAS PENAIS: PROIBIÇÃO DE EXCESSOS VERSUS INSUFICIÊNCIA
3APRESENTAÇÃO
203.2 JUSTIÇA NEGOCIAL NO ÂMBITO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR: A SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO E O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL
4PREFÁCIO
213.2.1 A Suspensão Condicional do Processo
5METODOLOGIA
223.2.2 O Acordo de Não Persecução Penal (ANPP)
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6PARTE 1 A EXPERIÊNCIA SOCIAL DAS MULHERES
233.3 O TRATAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PELA VIA DO DIREITO CIVIL
71.1 DIREITO, GÊNERO E FEMINISMO
243.4 POLÍTICAS PÚBLICAS: A INDISPENSABILIDADE DA PREVENÇÃO, ASSISTÊNCIA, ACESSO E GARANTIA DE DIREITOS PARA O TRATAMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR
81.2 O CORPO SOCIALMENTE PERCEBIDO, A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA E O SEGREGADOR SISTEMA DE PRIVILÉGIOS
253.4.1 Providências estatais na busca pela efetividade: esquematização das prestações materiais e normativas, essenciais ao tratamento da violência doméstica
91.3 AS MULHERES COMO INSTRUMENTOS SIMBÓLICOS DA POLÍTICA MASCULINA
263.4.2 Mapeamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher – DEAMs
101.4 A MULHER NA SOCIEDADE DE PRIVILÉGIOS:
273.4.3 Mapeamento das Defensorias Públicas Estaduais – DPEs no Brasil
11PARTE 2 A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER: ASPECTOS GERAIS
283.4.4 Centros de Referência de Atendimento à Mulher, Casas-Abrigo e Casa da Mulher Brasileira
122.1 A NATUREZA CÍCLICA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER
293.4.5 Grupos Reflexivos de Homens
132.2 A (SUB)NOTIFICAÇÃO E A (SUB)FORMALIZAÇÃO DE CRIMES PRATICADOS SEM VIOLÊNCIA FÍSICA
303.5 SÍNTESE DAS PROPOSTAS DE ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS
142.2.1 As violências mais recorrentes em estatísticas: um estudo das notificações e subnotificações
31CONCLUSÕES
152.2.2 As notificações e subnotificações a partir dos marcadores sociais da violência
32APÊNDICE A – FIGURAS
162.2.3 A formalização e a subformalização: levantamento de dados
33APÊNDICE B – GRÁFICOS
172.3 A LEI 11.340/2006 E O PRAZO DECADENCIAL DOS CRIMES QUE SE PROCEDEM MEDIANTE QUEIXA OU REPRESENTAÇÃO: UMA ANÁLISE À LUZ DA CONSTITUIÇÃO E DA NATUREZA CÍCLICA DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA