
Foro por prerrogativa de função
igualdade, república e interpretação constitucional pelos tribunaisBy Felipe Pereira MarouboLength18h 22m
About this audiobook
O livro retrata o foro por prerrogativa de função a fim de oferecer elementos teóricos, históricos, jurídicos, comparados e dados da realidade, de modo a confirmar ou negar três hipóteses. A primeira é a de que o estado de aplicação do foro por prerrogativa de função fere os princípios da igualdade e republicano no Brasil. A segunda é a de que o foro especial em razão da função estimula a perversidade de um sistema de justiça ineficiente e disfuncional. E a terceira é a de que as propostas veiculadas por interpretação constitucional do foro especial pelo Poder Judiciário parecem ser insuficientes para responder à pretensão social de sua limitação. O livro está estruturado em sete partes. A primeira resgata premissas teóricas, as suas origens, significado, razões e alcance, além de revelar a relação do foro especial com os princípios da igualdade e republicano. A segunda parte se ocupa do contexto histórico, político e normativo de criação e evolução do instituto no Brasil, as modificações nas regras, bem como dos marcos temporais e de aplicabilidade, culminando com a CR/1988. Analisam-se, na terceira parte, os dados pós-1988 que revelam a fotografia mais recente e, no quarto capítulo, os pontos em comum entre o instituto no Brasil e no mundo. Nos capítulos cinco e seis, discutem-se questões contemporâneas sobre o foro especial. A partir desta pesquisa, no último capítulo, apresentam-se os posicionamentos pela procedência ou não de cada uma das três hipóteses lançadas.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length18 hrs 22 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 1, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2INTRODUÇÃO
31. PRERROGATIVA DE FORO: FUNDAMENTOS TEÓRICOS
41.1. JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA RATIONE FUNCIONAE
51.2. CONCEITUAÇÃO DO FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO
Show all chaptersShow less
61.3. RAZÕES DO FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO
71.3.1. Garantia funcional do agente público: a proteção do agente público contra pressões políticas
81.3.2. Dupla proteção democrática: ao magistrado e ao Poder Judiciário
91.3.3. Promoção da independência funcional
101.3.4. Decisão por órgão colegiado: engenharia normativa em prol da segurança jurídica e coerência dogmática
111.3.5. Redução do índice de decisões conflitantes
121.3.6. Racionalidade democrática e estabilidade política
131.3.7. Estabilidade para as escolhas públicas de uma sociedade hipercomplexa
141.3.8. Pressão política sobre os juízes de primeira instância, imparcialidade e o mito da leniência das instâncias e órgãos independentes superiores
151.3.9. Inexistência de ofensa ao princípio do juiz natural
161.3.10. Rol amplíssimo de autoridades abarcadas pelo foro
171.3.11. Subversão do sistema processual de justiça brasileiro
181.3.12. Desnaturação de supostas fragilidades dos juízes de primeiro grau
191.3.13. Risco de vinculação política e ideológica entre julgadores e acusadores e potenciais acusados
201.3.14. Prejuízos da dinâmica do “elevador-processual” no trâmite das ações penais
211.3.15. Risco de impunidade e a descrença popular no sistema de justiça criminal
221.3.16. Prejuízos do papel do Supremo Tribunal Federal como tribunal penal de primeira instância
231.3.17. Violação ao princípio do juiz natural
241.3.18. Passado de exclusão, os redutos de poder e o descompasso com o programa da Constituição de 1988
251.3.19. Ofensa ao princípio da igualdade
261.4. PRERROGATIVA DE FUNÇÃO E OS PRINCÍPIOS DA IGUALDADE E REPUBLICANO: ENTRE PRIVILÉGIO E PRERROGATIVA
271.4.1. Significados centrais de igualdade
281.4.2. Critérios para definir uma regra de distribuição como igualitária
291.4.3. O que são aspectos relevantes e suficientes para justificar a desigualdade?
301.4.4. Conteúdo jurídico do princípio da igualdade
311.4.5. Princípio da igualdade na Constituição de 1988
321.4.6. Igualdade, democracia e cidadania: a centralidade da isonomia no Estado Social
331.4.7. Desigualdade como privilégio penal em prol da corrupção: o amigo do poder vs. o inimigo do poder
341.4.8. Foro por prerrogativa de função à luz do princípio da igualdade: um privilégio ou uma prerrogativa?
351.4.9. Significado de República: da res publica ao princípio republicano
361.4.10. Deficiências do princípio republicano no Brasil
371.4.11. Princípio republicano na Constituição de 1988
381.4.12. Foro por prerrogativa de função à luz do conteúdo mínimo do princípio republicano
391.4.13. Princípio republicano como fundamento para restrição da prerrogativa de foro
401.4.14. Riscos de distorções do princípio republicano
412. PRERROGATIVA DE FORO NO BRASIL: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E NORMATIVA
422.1. CONTEXTO HISTÓRICO E TRATAMENTO CONSTITUCIONAL DO TEMA PELO DIREITO BRASILEIRO AO LONGO DO TEMPO
432.2. TRATAMENTO CONSTITUCIONAL DO TEMA PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988: DA CONSTITUINTE DE 1987-1988 À CONTEMPORANEIDADE
442.2.1. Poder Executivo
452.2.2. Poder Legislativo
462.2.3. Poder Judiciário
472.2.4. Ministério Público
482.2.5. Tribunais de Contas
492.2.6. Síntese normativa do foro especial para infrações penais comuns e crimes de responsabilidade
502.3. DIFERENÇAS ENTRE O PROCEDIMENTO ORDINÁRIO DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E O PROCEDIMENTO ESPECIAL DA LEI Nº 8.038/1990 PARA DETENTORES DE PRERROGATIVA DE FORO: REPERCUSSÕES CONSTITUCIONAIS SOBRE O PRINCÍPIO DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO