
As "dobras" e as "des(re)territorializações" no ensino de Filosofia
a "escrita de si" e a singularidade dos sujeitos-professoresBy Daniel Santini RodriguesLength8h 41m
About this audiobook
Este livro nasceu de um encontro entre um doutorando-pesquisador angustiado com o ensino de Filosofia no Brasil, mas, também, esperançoso, e uma orientadora desejosa de problematizar e (re)volver princípios e postulados existentes e persistentes no contexto da Educação contemporânea no Brasil.
A obra transita entre a denúncia e a (re)invenção da Filosofia. Denúncia das recentes investidas do governo federal pela retirada do ensino de Filosofia, afinal, para que precisamos ensinar a pensar, em nosso país? Basta forma(ta)r para o mercado de trabalho, nos diz a racionalidade neoliberal. E (re)invenção (des)cortinada nas falas dos professores, que nas tensões entre as Políticas Públicas e a sala de aula, buscam linhas de fuga, possibilitando surgir o novo e diferente, (des)territorializando e (re)territorializando o ensino de Filosofia e, consequentemente, provocando novos modos de subjetividade e singularidade para si, enquanto professor, e para o aluno.
Esta obra levanta (novos) olhares e (novas) perguntas, mas, também, e principalmente, a obra nos olha e nos pergunta: que sujeitos são esses que estão sendo construídos pelos discursos contemporâneos na Educação de Filosofia?
Que este livro possa ajudar no processo de ressignificar a importância da Filosofia no currículo do Ensino Médio, pois ela instaura novos modos de viver e de pensar. E que os leitores possam se colocar em devir, se abrindo às des(re)territorializações provocadas pelos acontecimentos da vida.
Audiobook details
GenreEducation and Learning
Length8 hrs 41 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 22, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO I – ENSINO DE FILOSOFIA: REGIMES DE VERDADE E A EMERGÊNCIA DOS SUJEITOS-PROFESSORES
41.1 O ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL
51.1.1 Do período colonial até à República: períodos jesuítico, pombalino e imperial
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61.1.2 Da Primeira República ao Golpe de 1964
71.1.3 Período ditatorial
81.1.4 Período da redemocratização política pós-1980
91.2 POLÍTICAS PÚBLICAS DO ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL
101.2.1 Orientações Curriculares para o Ensino de Filosofia, em nível nacional
111.2.2 Proposta Curricular para o Ensino de Filosofia, em Minas Gerais
121.3 A PESQUISA E SEUS SUJEITOS PARTICIPANTES
13CAPÍTULO II – MICHEL FOUCAULT: A “ESCRITA DE SI” E A CONSTITUIÇÃO DE SUBJETIVIDADE
142.1 MICHEL FOUCAULT, O PIROTÉCNICO: UM SUJEITO EM CONSTITUIÇÃO
152.2 PENSAMENTO DE FOUCAULT: UMA OBRA EM ABERTO
162.3 A HISTORIA DA SEXUALIDADE E A CONSTITUIÇÃO DA SUBJETIVIDADE
172.3.1 História da Sexualidade I: a vontade de saber
182.3.2 A História da Sexualidade 2: o uso dos prazeres
192.3.3 História da Sexualidade 3: o cuidado de si
202.4 FOUCAULT E O ENCONTRO COM A FILOSOFIA ANTIGA: DESLOCAMENTO EM SEU PENSAMENTO
212.5 A FILOSOFIA, O CUIDADO DE SI E A ARTICULAÇÃO ENTRE SUBJETIVIDADE E VERDADE
222.6 A “ESCRITA DE SI”: UM EXERCÍCIO DE SI PARA SI NUM PROCESSO DE SUBJETIVAÇÃO
232.6.1 Os hupomnêmata
242.6.2 A correspondência
25CAPÍTULO III – GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI: A CONSTRUÇÃO DE UMA FILOSOFIA DA DIFERENÇA E DA SINGULARIDADE
263.1 GILLES DELEUZE E FÉLIX GUATTARI: ENCONTRO DE SINGULARIDADES
273.1.1 A constituição da subjetividade de Gilles Deleuze até 1969
283.1.2 O acontecimento de 1968: rupturas e biografias cruzadas
293.2 O PENSAMENTO DE DELEUZE-GUATTARI
303.2.1 O Conceito de Filosofia
313.2.2 Planos de Imanência
323.2.3 Rizoma
333.2.4 Desterritorialização
343.2.5 Diferença
353.3 O PENSAMENTO DE DELEUZE-GUATTARI E A CONSTITUIÇÃO DE SUBJETIVIDADES E SINGULARIDADES
36CAPÍTULO IV – AS DES(RE)TERRITORIALIZAÇÕES: AS SINGULARIDADES DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA
374.1 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 1
384.2 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 2
394.3 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 3
404.4 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 4
414.5 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 5
424.6 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 6
434.7 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 7
444.8 A Constituição da Subjetividade e da Singularidade do Sujeito Participante 8
45CAPÍTULO V – (RE)INVENTANDO O ENSINO DE FILOSOFIA: NAS DOBRAS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
465.1 A “ESCRITA DE SI” DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA, SUAS PRÁTICAS DOCENTES E OS DOCUMENTOS OFICIAIS: APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS
475.2 A “ESCRITA DE SI” DOS PROFESSORES E O ENSINO DE FILOSOFIA NOS DIAS ATUAIS: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
485.3 EM BUSCA DAS DOBRAS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS
49CONSIDERAÇÕES FINAIS