
Terra, capital e trabalho no modo de produção escravista
bases agrárias do racismo brasileiroBy José Amilton de AlmeidaLength20h 30m
About this audiobook
O presente livro estuda o modo de produção escravista brasileiro. Seu objetivo é compreender como se davam as relações sociais escravistas, a exploração da terra e do trabalho escravizado nesse modo de produção, suas leis e contradições inerentes, suas formas de alienação e as diferentes interpretações teóricas sobre essas relações. Busca apreender expressões contemporâneas da divisão racial do trabalho, associada à expropriação fundiária, à exploração sociorracial e sexual. O estudo apoia-se em pesquisa bibliográfica e na crítica da economia política, tendo a obra de Karl Marx como a principal referência para estudar a relação capital-terra-trabalho, alienação e fetichismo, em geral, e autores marxistas para estudar a relação capital-terra-trabalho escravizado, alienação e fetichismo, em particular, no Brasil. Dialoga criticamente com expoentes do pensamento social brasileiro como Jacob Gorender, Clóvis Moura, José de Souza Martins, Francisco de Oliveira, Octávio Ianni, Celso Furtado, Caio Prado Jr., Florestan Fernandes, dentre outros, que escreveram efetivamente ou teceram considerações sobre as relações escravistas de produção. Analisa, com isso, a combinação sócio-histórica entre racismo e questão agrária, conservados e reatualizados sob o chamado agronegócio, mostrando assim estruturar-se o capitalismo no seu inextrincável elo com os métodos combinados e unificados da acumulação pela violência e economia, exploração racial e racialização das classes sociais.
Audiobook details
GenrePsychology
Length20 hrs 30 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 10, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2PREFÁCIO
3INTRODUÇÃO
41.A TERRA: TEORIA DO VALOR E FUNÇÃO DA TERRA NO MODO DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA
51.1. Preliminares: a questão agrária e o modo de produção capitalista
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61.1.1. O modo de produção capitalista e a “escravidão moderna”
71.1.2. A forma escravista de exploração do trabalho
81.2. A relação entre a mercadoria, a terra, o capital e o trabalho
91.2.1. Aportes para compreensão da renda fundiária
101.2.2. Conversão do lucro extra em renda fundiária e as metamorfoses da renda: o preço da terra, a renda diferencial (I e II) e a renda absoluta
111.3. A propriedade da terra e origens da renda fundiária no escravismo colonial brasileiro
121.4. A função da Lei de Terras diante da iminente abolição no Brasil
132.O TRABALHO: “CONTRIBUIÇÃO À CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA” DA ESCRAVIDÃO MODERNA
142.1. O escravo e o capital constante
152.2. O escravo e o capital fixo
162.3. O escravo como renda capitalizada
172.4. O escravo como capital fixo e capital circulante
182.5. O escravo e o capital escravista-mercantil
192.6. Capital constante e capital fixo na “crítica da economia política” marxiana
203. A ALIENAÇÃO DO “ESCRAVO” E A “TEORIA” ALIENADA DA “ESCRAVIDÃO”
213.1. O mito da “passividade” do “escravo”: um acabamento teórico perfeito à teoria do “escravo” como meios de produção
223.2. O elemento negro na conformação do modo de produção escravista: 3.2.1. A pele, a carne, o sangue e os ossos da mercadoria especial
233.3. O elemento negro na erosão do modo de produção escravista
243.4. O mito da “brecha camponesa” e do “protocampesinato” escravo
253.5. Desestruturação política e rupturas sociais do escravismo brasileiro: 3.5.1. Revoluções e reformas, rupturas e continuidades do escravismo colonial
264, A TERRA E O TRABALHO: QUESTÃO AGRÁRIA E EXPRESSÕES CONTEMPORÂNEAS DA DIVISÃO RACIAL DO TRABALHO
274.1. A reforma agrária
284.1.1. O que é a reforma agrária e suas características no Brasil67
294.1.2. Avanços e retrocessos da reforma agrária no Brasil e a importância dos movimentos no combate ao racismo
304.2. Ainda a escravização, a violência, a expropriação e a superexploração dos negros e indígenas no Brasil: face contemporânea da “escravidão moderna”
31CONSIDERAÇÕES FINAIS