
Poder, Tecnologia e Direito!
"a força cibernética e a disrupção nos principais paradigmas de sustentação do direito aplicável aos conflitos armados"By Alexandre Peres TeixeiraLength40h 24m
About this audiobook
O "Poder", por milênios, tem sido objeto de desejo para povos, reinos, governos e Estados. Neste caminho, o conflito armado figura como produto e consequência sinistra da ganância e da insensatez humana. A destruição física, com a utilização de armas de guerra, sempre foi a principal característica dessa dinâmica abjeta. Mas o Direito, hodiernamente, tem tentado limitar o instinto humano voltado para a destruição. Entretanto, a era da informação trouxe um novo tipo de "Força" que tem se demonstrado eficaz, principalmente para ser utilizada em ações disfarçadas e sub-reptícias. A reunião da letalidade de um meio de guerra, destrutivo e versátil, com as possibilidades técnicas, inerentes ao ambiente informacional, transformou o ciberespaço em um ativo de poder útil aos Estados, principalmente quando estes atuam dentro de brechas e ambiguidades contidas nas normas jurídicas internacionais. O Direito Internacional Aplicado aos Conflitos Armados possui, como principais pilares de sustentação, dois importantes paradigmas: o Jus ad Bellum e o Jus in Bello. O primeiro tem fundamento na Carta das Nações Unidas, e o segundo no chamado Direito de Genebra. Este livro possui como um dos principais escopos analisar e demonstrar os efeitos disruptivos que operações cibernéticas maliciosas têm causado na base jurídico-dogmática que tutela o emprego da força em conflitos armados e em tempos de paz.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length40 hrs 24 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateApr 21, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
2INTRODUÇÃO
3CAPÍTULO 1: O PODER NA ERA DO CYBER
41.1 PODER: O PODER DO ESTADO E O DOMÍNIO CIBERNÉTICO
51.1.1 O Poder Nacional
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61.1.2 O Poder Cibernético
71.2 SOBERANIA: A SOBERANIA NA ERA DA INFORMAÇÃO
81.2.1 Considerações sobre a noção clássica de soberania
91.2.2 A Soberania cibernética
101.3 PÓS-TERRITORIALIDADE: A PÓS-TERRITORIALIDADE E A DISRUPÇÃO DO MODELO WESTFALIANO
111.3.1 O fenômeno cibernético da Pós-territorialidade
121.3.2 Disrupção: violência quando o limite não é a destruição
131.3.3 “Disruptivo” ou “Destrutivo”?
141.3.4 Tipos de disrupção
151.4 CONCLUSÃO PARCIAL
16CAPÍTULO 2: TECNOLOGIA – O CIBERESPAÇO, SUA FORÇA E O NOVO TIPO DE CONFLITO DO SÉCULO XXI
172.1 O POTENCIAL OCULTO DA FORÇA CIBERNÉTICA
182.2 O CIBERESPAÇO E SUAS PECULIARIDADES
192.2.1 Desvendando o ciberespaço
202.2.2 Um breve histórico sobre o surgimento do ciberespaço
212.2.3 O que é o ciberespaço: em busca de uma definição
222.2.3.1 A abordagem teórico-filosófica
232.2.3.2 A abordagem técnico-científica: 2.2.3.2.1 A Arquitetura do Ciberespaço
242.2.3.3 A abordagem geopolítica
252.3 A GUERRA CIBERNÉTICA
262.3.1 Correntes doutrinárias sobre guerra cibernética
272.3.1.1 Alarmistas
282.3.1.1.1 Análise da corrente alarmista
292.3.1.1.2 Resumo do conceito de guerra cibernética da corrente alarmista
302.3.1.2 Céticos
312.3.1.2.1 Análise da corrente cética
322.3.1.2.2 Resumo do conceito de guerra cibernética da corrente cética
332.3.1.3 Realistas
342.3.1.3.1 Análise da corrente realista
352.3.1.3.2 Resumo do conceito de guerra cibernética da corrente realista
362.3.1.4 Sintetizando uma definição para a Guerra Cibernética
372.3.1.5 Definindo as variáveis da corrente sintetizada
382.3.2 A Taxonomia das operações cibernéticas maliciosas
392.3.2.1 Ajustando a terminologia
402.3.2.2 Características peculiares das operações cibernéticas
412.3.2.2.1 A dependência nacional e a interconectividade
422.3.2.2.2 O anonimato
432.3.2.2.3 A simplicidade, rapidez e facilidade de uso
442.4 CONCLUSÃO PARCIAL
45CAPÍTULO 3: O DIREITO — O EMERGENTE DIREITO INTERNACIONAL CIBERNÉTICO
463.1 A LEGITIMAÇÃO DO PODER PELO DIREITO E O CONCEITO DE ORDEM PÚBLICA
473.1.1 O conceito tripartido de ordem pública
483.1.2 Em busca de uma Ordem Pública Internacional
493.2 DESAFIOS À NORMATIZAÇÃO DO CIBERESPAÇO
503.2.1 Construindo normas para o ciberespaço