
O stress no trabalho de guardas municipais
a dialética entre o desgaste biopsíquico e socioinstitucionalBy Eduardo Pinto e SilvaLength13h
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O stress no trabalho pode ser compreendido como um desgaste (Seligmann-Silva) biopsíquico e socioinstitucional que, para ser revertido, requer profundas transformações sociais e dos modelos de gestão e organização do trabalho. A aposta nas possibilidades de transformação institucional e social a partir do coletivo dos trabalhadores e do espaço da palavra no trabalho (Dejours) deve levar em conta considerações críticas acerca da prevalência do imaginário enganador e da racionalidade instrumental nas organizações (Enriquez), assim como formulações freudo-marxistas a respeito do sistema de poder sócio-mental (Pagès). Segundo o referencial teórico interdisciplinar psicodinâmico e psicossociológico articulado aos fundamentos do materialismo histórico-dialético, no campo social e institucional existe não apenas o determinado e o possível, mas um conjunto de indeterminações e possíveis. Ao imaginário enganador se contrapõe o imaginário motor. Ao sofrimento patogênico e alienação, o estranhamento, mobilizador da subversão criativa e da inscrição do desejo e da subjetividade no trabalho. A escuta do sujeito estressado e o reconhecimento das contribuições do coletivo dos trabalhadores são condições imprescindíveis para as necessárias transformações dos modelos patogênicos de gestão e organização do trabalho em prol da saúde mental no trabalho. Eis os aspectos abordados na presente análise de pesquisa sobre o stress em guardas municipais.
Audiobook details
GenrePsychology
Length13 hrs
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 24, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1APRESENTAÇÃO
25a) A porcentagem do stress
2I. A PESQUISA
26b) Dados da Escala de Reajustamento Social: b.1) O reajustamento social subdimensionado: ilustrações a partir de uma análise qualitativa
31. OBJETO, OBJETIVOS, HIPÓTESES E O PROBLEMA DE PESQUISA
27c) Dados sobre o Self Report Questionnaire (SRQ–20)
42. JUSTIFICATIVA, PROBLEMATIZAÇÃO E CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES SOBRE O REFERENCIAL TEÓRICO MULTIDISCIPLINAR
28d) Dados sobre trabalho noturno: análise dos itens do SRQ-20 e do ISSL relacionados às dificuldades de recomposição das energias psicossomáticas
53. CONTEXTO
29e) Dados sobre diagnósticos médicos e porcentagens de sintomas físicos ou psicológicos
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64. MÉTODOS, PROCEDIMENTOS E O ENFOQUE TEÓRICO MULTIDISCIPLINAR
30f) Tabulação dos dados sobre dez situações de trabalho eventualmente possíveis (item II da parte C do questionário)
75. PARTICIPANTES
312. ANÁLISE QUALITATIVA DOS DADOS: O STRESS E O TRABALHO DOS GUARDAS MUNICIPAIS NOS DISCURSOS GRUPAIS E INDIVIDUAIS
8II. A SEGURANÇA PÚBLICA EM DEBATE: CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E TEÓRICAS
32a) A multiplicidade etiológica do stress
91. (IN)SEGURANÇA PÚBLICA E REGIME MILITAR NO BRASIL
33b) Stress e “natureza do trabalho”
102. DEMOCRATIZAÇÃO E “REFORMAS” NA SEGURANÇA PÚBLICA
34c) Stress, desgaste e a realidade socioinstitucional: gestão e organização do trabalho, estrutura e cultura organizacional e formação técnica profissional
113. A GUARDA MUNICIPAL: UMA NOVA POLÍCIA?
35c.1) O stress entre a organização Guarda Municipal e a realidade socioinstitucional
124. ASPECTOS DO MERCADO DE TRABALHO EM SEGURANÇA E A PRODUÇÃO DOS “JUSTICEIROS”
36c.2) A gestão e organização do trabalho
135. O TRABALHO E O TRABALHADOR NA SEGURANÇA PÚBLICA: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS, SUBJETIVIDADE E PROCESSOS SAÚDE-DOENÇA
37c.3) A gestão e a formação técnica profissional
14III. STRESS E TRABALHO
38d) Stress e aspectos sociais específicos relacionados às trajetórias profissionais e ao contexto sociocultural
151. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES SOBRE O STRESS E A NECESSIDADE DE CONSTRUÇÃO DE UM PARADIGMA CRÍTICO E INTEGRADOR DA ANÁLISE DO FENÔMENO
39e) Stress e aspectos familiares e/ou conjugais
162. STRESS, MEDICINA E PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL E COGNITIVA
40f) Stress, aspectos individuais e vulnerabilidade
17a) Andando pelos trilhos da concepção de stress de Selye: base epistemológica para o reducionismo biológico ou fonte inspiradora de novas conceituações?
41V. CONSIDERAÇÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS
18b) Andando pelos trilhos das concepções de stress tributárias de Selye: do reducionismo biológico às articulações possíveis à concepção do stress enquanto processo dialético de desgaste biopsíquico e sócio-organizacional
421. A NECESSIDADE DE UMA AMPLA REFORMULAÇÃO DE CONCEPÇÕES:
19b.1) A literatura comportamental-cognitiva nacional e articulações (im)possíveis ao stress enquanto desgaste sócio-psíquico-organizacional
43a) Nem fora, nem dentro: o modelo do desgaste e o stress des-segmentado
20b.2) A literatura norte-americana sobre o stress policial e as articulações ao stress enquanto desgaste sócio-psíquico-organizacional
44b) A necessidade de escuta do stress como agente potencial de transformações da realidade sócio-psíquico-organizacional
213. STRESS E PSICOSSOMÁTICA: a) Medicina Psicossomática e Psicossomática Psicanalítica
452. EM PROL DE UMA POLÍTICA PÚBLICA CONJUGADA DE SAÚDE E EDUCAÇÃO NO TRABALHO DAS GUARDAS MUNICIPAIS
224. O STRESS E A ARTICULAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPATOLOGIA DO TRABALHO E DA PSICANÁLISE: a) A Psicanálise das Organizações e a Psicopatologia do Trabalho e as suas relações com o paradigma integrador: das noções de negação da subjetividade e de carga psíquica no trabalho ao conceito de desgaste
46a) A formação técnica e profissional: dos aspectos técnicos às questões da ética e da saúde no trabalho: a.1) Sugestão de currículo
23IV. STRESS, TRABALHO E GESTÃO: PROBLEMÁTICAS DE SAÚDE E PSICOSSOCIAIS EM GUARDAS MUNICIPAIS
47b) O papel do psicólogo do trabalho e o compromisso com transformações da realidade socioinstitucional e dos aspectos patogênicos da gestão e organização do trabalho
241. DADOS PRELIMINARES: O PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA CORPORAÇÃO E UMA PRÉ-ANÁLISE QUALITATIVA
483. INDICAÇÕES FINAIS