
O Modelo de Processo Coletivo no Conselho Nacional de Justiça
a problemática jurídica da escritura pública declaratória de união poliafetiva frente ao direito fundamental à felicidadeBy Frederico Rodrigues Assumpção SilvaLength10h 6m
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Os princípios relacionados ao direito de família e ao processo coletivo são temas de destaque na atual conjuntura. Dissertar sobre os dois temas, correlacionando-os, foi possível a partir de uma decisão do CNJ que proibiu, no âmbito das serventias extrajudiciais, a lavratura de escrituras públicas declaratórias de uniões poliafetivas. O estudo se mostra relevante, pois o Direito de Família e o Processo Coletivo serão abordados sob a perspectiva de Constituição de 1988. Além disso, analisar-se-á a competência constitucional do CNJ. Para tanto, a opção metodológica utilizada foi a pesquisa bibliográfica, com uma abordagem dedutiva. O objetivo é analisar a evolução histórica e a atual perspectiva principiológica do Direito de Família, bem como estudar o Processo Coletivo tendo como parâmetros a teoria das ações coletivas como ações temáticas e a teoria da formação participada nas ações coletivas, respectivamente de autoria de Vicente de Paula Maciel Júnior e Fabrício Veiga Costa. Objetiva-se ainda demonstrar o papel do CNJ em relação ao enfrentamento do Direito de Família e do Processo Coletivo. Debater-se-á especificamente sobre a legitimidade do CNJ para proibir a lavratura de escrituras públicas declaratórias de uniões poliafetivas e o método de procedimento administrativo utilizado para tanto. Serão abordadas as cinco teses formadas no plenário do órgão, estudando-se, por fim, o déficit de democraticidade na formação participada do mérito junto ao CNJ.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length10 hrs 6 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 15, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1APRESENTAÇÃO
21. INTRODUÇÃO
32. POLIAFETIVIDADE, AUTODETERMINAÇÃO, LIBERDADE E AUTONOMIA PRIVADA
42.1. Gênese e historicidade da monogamia
52.2. O dever de fidelidade no casamento como desdobramento da monogamia como princípio do direito de família
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62.3. O fenômeno social do poliamor e das uniões poliafetivas
72.3.1. Conceito aberto, plural e democrático sobre família
82.3.2. Autonomia privada nas relações familiares
92.3.3. Direito fundamental de liberdade e autodeterminação do sujeito no âmbito familiar
102.3.4. Princípio da não-discriminação das uniões poliafetivas
112.4. Uniões poliafetivas como entidades familiares
122.4.1. Direitos decorrentes das uniões poliafetivas
132.4.2. Um estudo crítico de julgados sobre o tema
142.5. Distinções teóricas entre poliafetividade, concubinato e famílias paralelas
153. PROCESSO COLETIVO NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
163.1. Direitos fundamentais metaindividuais como contraponto dos direitos fundamentais individuais: 3.1.1. Direito fundamental à felicidade como direito metaindividual?
173.2. Processo coletivo no modelo representativo
183.3. Teoria das ações coletivas como ações temáticas
193.3.1. Processo coletivo e sistema participativo
203.3.2. A formação participada do mérito nas ações coletivas
213.4. A importância das audiências públicas na formação democrática do provimento nas ações coletivas
224. PROCESSO COLETIVO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA E O DEBATE DAS ESCRITURAS PÚBLICAS DECLARATÓRIAS DE UNIÕES POLIAFETIVAS
234.1. Aspectos legais e procedimentais do processo no CNJ
244.2. O modelo de processo coletivo no CNJ: 4.2.1. A indispensabilidade da participação popular nos processos no CNJ
254.3. CNJ e a problemática das uniões poliafetivas: um estudo da sua legitimidade para debater o tema
264.3.1. Teses do Conselho Nacional de Justiça
274.3.1.1. Primeira tese
284.3.1.2. Segunda tese
294.3.1.3. Terceira tese
304.3.1.4. Quarta tese
314.3.1.5. Quinta tese
324.3.2. Déficit de democraticidade na formação participada do mérito junto ao CNJ
335. CONSIDERAÇÕES FINAIS
346. REFERÊNCIAS