
A legitimação para agir no processo coletivo brasileiro
análise à luz do modelo constitucional de processo delineado pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988By Rômulo Geraldo PereiraLength3h 34m
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O sistema de legitimação para agir no processo coletivo brasileiro, por privilegiar o modelo representativo, tem gerado calorosos debates entre os estudiosos da matéria. De um lado, os que defendem o sistema representativo salientam que sua instituição é uma exigência que decorre da própria natureza dos direitos coletivos, pois a numerosidade de titulares dessa espécie de direitos, o desinteresse ou indeterminabilidade de seus titulares poderia tornar inviável sua defesa judicial. Em lado oposto, os que criticam o sistema representativo defendem que o mesmo contraria o regime democrático, pois retira do destinatário dos efeitos do provimento jurisdicional o direito de participar, diretamente, do procedimento instituído para regulamentar a forma de sua produção. Ante esse quadro, o presente estudo, partindo da concepção de Norberto Bobbio de que "por regime democrático entende-se primariamente um conjunto de regras de procedimento para formação de decisões coletivas, em que está prevista e facilitada a participação mais ampla possível dos interessados" e que esse regime "apenas é possível se aqueles que exercem poderes em todos os níveis puderem ser controlados em última instância pelos possuidores originários do poder fundamental, os indivíduos singulares", tem por objetivo analisar a compatibilidade do sistema de legitimação para agir no processo coletivo brasileiro com o modelo participativo de processo delineado pela Constituição da República de 1988.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length3 hrs 34 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 7, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
21. INTRODUÇÃO
32. COMPREENSÃO TEÓRICA DO PROCESSO
42.1 Teorias processuais que analisam o processo sob a perspectiva externa, à luz das normas constitucionais
52.1.1 Teoria constitucionalista do processo
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62.1.2 Teoria do modelo constitucional do processo
72.2 Teorias processuais que analisam o processo sob a perspectiva interna
82.2.1 Teoria da relação jurídica
92.2.1.1 Teoria da relação jurídica desenvolvida por Oscar von Büllow
102.2.1.2 Teoria da relação jurídica complexa
112.2.1.3 Teoria da relação jurídica una e complexa
122.2.1.4 Crítica à teoria da relação jurídica
132.2.2 Teoria do processo como procedimento realizado em contraditório
142.3 O processo como direito-garantia fundamental
153. MODELO PARTICIPATIVO DE PROCESSO DELINEADO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988
163.1 Estado Democrático de Direito como Estado procedimental
173.2 O direito de participação como pilar do modelo constitucional do processo brasileiro: 3.2.1 O contraditório como garantia ao direito de participação
184. SISTEMA DE LEGITIMAÇÃO PARA AGIR NO PROCESSO COLETIVO BRASILEIRO
194.1 Sistema de legitimação para agir no direito processual coletivo norte-americano
204.2 Sistema de legitimação para agir processo coletivo brasileiro
214.3 Análise da natureza jurídica da legitimidade para agir no processo coletivo brasileiro à luz da teoria do processo
225. ANÁLISE DA COMPATIBILIDADE DO SISTEMA DE LEGITIMAÇÃO PARA AGIR NO PROCESSO COLETIVO BRASILEIRO COM O MODELO PARTICIPATIVO DE PROCESSO DELINEADO PELA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988
235.1 O exercício do direito de participação nos procedimentos instituídos para regulamentar as formas de produção dos provimentos jurisdicionais coletivos
245.2 O problema da ausência de instrumentos de controle da atuação dos legitimados a promoverem a defesa judicial dos direitos coletivos
256. CONCLUSÃO