
A interface discurso e trabalho na atividade pesqueira: as relações entre pescadores tradicionais e representantes governamentais da pesca
By Roseli da Silva CardosoLength9h 32m
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A complexidade das relações tecidas entre o exercício da linguagem e do trabalho dizem respeito, entre tantas outras coisas, à disputa pelos sentidos que constituem a natureza da atividade laboral, a identidade de trabalhadoras e trabalhadores, os valores associados ao trabalho que realizam, os alcances e limites das prescrições para o trabalho. Questões dessa ordem são exploradas no emaranhado histórico em que se constitui o exercício da pesca tradicional na faixa litorânea do nordeste paraense, em territórios onde passaram a ser efetivadas políticas públicas que instituem um manejo oficial dos recursos pesqueiros, as Reservas Extrativistas Marinhas do Brasil (RESEX).
Neste livro temos a leitura da legislação de implantação das reservas em relação com a escuta dos pescadores que nesse espaço exercem seu ofício, interroga-se sobre os conflitos ambiental, político e econômico como consequência do confronto entre saberes sobre a pesca que se constituem em ordens institucionais distintas, os saberes da tradição e os saberes técnico-científicos.
Nas cenas enunciativas em que se constituem os dizeres sobre o trabalho da pesca comercial, artesanal e tradicional, encontra-se a riqueza dos sentidos que apontam para as formas de acomodação das forças que se enfrentam e para formas de resistência às transformações exógenas.
Fátima Pessoa, Profª Drª da UFPA, Belém, 2022.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length9 hrs 32 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 13, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
11 INTRODUÇÃO
22 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS PARA A ANÁLISE DISCURSIVA DAS RELAÇÕES DE TRABALHO NO CONTEXTO DA PESCA TRADICIONAL
32.1 UM SISTEMA DE DISPERSÃO NAS RELAÇÕES DE SABER E PODER DA PESCA TRADICIONAL
42.1.1 DISPERSÃO, ACONTECIMENTO E FORMAÇÃO DISCURSIVA
52.1.2 DISCURSO, ENUNCIADO E FUNÇÃO ENUNCIATIVA
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62.1.3 RARIDADE, EXTERIORIDADE E ACÚMULO
72.2 O PRIMADO DO INTERDISCURSO NA RELAÇÃO DE SABER E PODER
82.2.1 FORMAÇÃO DISCURSIVA: ENTRE UNIDADES TÓPICAS E NÃO-TÓPICAS
92.2.2 COMUNIDADE DISCURSIVA: ENTRE POSICIONAMENTOS E GÊNERO DO DISCURSO
103 FORMAÇÃO DOS OBJETOS E DAS MODALIDADES ENUNCIATIVAS NAS RELAÇÕES DE SABER E PODER ENTRE OS DISCURSOS TRADICIONAL E INSTITUCIONAL EM TORNO DA PESCA ARTESANAL
113.1 O DISCURSO TRADICIONAL: A FORMAÇÃO DO OBJETO E DAS MODALIDADES ENUNCIATIVAS DA PESCA ARTESANAL
123.2 O LUGAR INSTITUCIONAL NA FORMAÇÃO DO OBJETO TRADICIONAL
133.3 O DISCURSO INSTITUCIONAL: FORMAÇÃO DO OBJETO E DAS MODALIDADES ENUNCIATIVAS DA RESEX.
143.4 O LUGAR ACADÊMICO NA FORMAÇÃO DO OBJETO RESEX
154 A EXTERIORIDADE DA PESCA TRADICIONAL: O LUGAR E O OBJETO DE ANÁLISE
164.1 A RESERVA EXTRATIVISTA MARINHA CAETÉ-TAPERAÇU
174.2 A RESERVA EXTRATIVISTA MARINHA ARAÍ-PEROBA
184.3 CARACTERÍSTICAS DA PESCA TRADICIONAL LOCAL
194.4 PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA
204.5 CORPORA DE TEXTOS CONSTITUÍDOS NA PESQUISA DE CAMPO
214.6 FORMAÇÃO DISCURSIVA PLURIFOCAL EM EIXOS DE ANÁLISES
225 UMA ANÁLISE ARQUEOGENEALÓGICA: GOVERNAMENTALIDADE E RESISTÊNCIAS NAS RELAÇÕES DE TRABALHO DA PESCA TRADICIONAL
235.1 DESCONTINUIDADES NA NOÇÃO DE CONSERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS
245.2 UM LUGAR MOVEDIÇO DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO DE SABERES
255.3 RELAÇÕES DE PODER E OS BURACOS NEGROS DA POLÍTICA
265.4 RESISTÊNCIAS E SUBVERSÃO DE FRONTEIRAS: INSURREIÇÃO DE SABERES
275.4.1 SUSTENTABILIDADE, PARTICIPAÇÃO E SABER LOCAL
285.4.2 DEFESO NATURAL E MONITORAMENTO REAL
296 CONSIDERAÇÕES FINAIS