
O recurso de agravo no ordenamento jurídico brasileiro
da origem ao código de processo civil de 1939By Fernando Ribeiro da Silva CarvalhoLength6h 5m
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Este livro tem como propósito analisar a trajetória de instrumento processual específico, o recurso de agravo. Elegeu-se como problema a própria sobrevivência de instrumento jurídico, tão antigo na cultura legal luso-brasileira. Buscou-se apresentar as diferentes configurações do agravo ao longo de séculos. Partiu-se da compreensão do direito como fato histórico-social que se constitui em campo próprio. Considerados os contextos sociais e políticos, neste livro observou-se teoricamente o direito como campo dotado de autonomia. A investigação, assim, dirigiu-se a fontes clássicas do Direito, como leis, práticas jurídicas e doutrina. A metodologia adotada consistiu na leitura densa dos documentos e a contextualização do vocabulário jurídico por meio da literatura sobre o assunto. Recorreu-se, com efeito, à historiografia para a compreensão da linguagem expressa nos diplomas legais. Concluiu-se, finalmente, que as continuidades aparentes de perpetuação do agravo no decorrer dos séculos não implicaram na ausência de transformações. Observou-se que as mudanças políticas, como a centralização monárquica ou a descentralização do federalismo, ou as inovações jurídicas, como a nova teoria processual do século XX, impactaram profundamente o agravo como procedimento. E, derradeiramente, notou-se a singularidade do desenvolvimento desta espécie processual, concluindo-se que, apesar de pertencer ao mesmo contexto de outros fenômenos, o agravo possui história e temporalidade próprias.
Palavras-chave: Recurso de Agravo; Antigo Regime; Centralização; Transição; Modernidade; Conservadorismo; República; Federalismo.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length6 hrs 5 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJul 6, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
182. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
2PREFÁCIO
19CAPÍTULO. 3
3INTRODUÇÃO
203. 1 INTROITO
4CAPÍTULO 1
213. 2 DA DERROCADA DO IMPÉRIO À INSTAURAÇÃO DA REPÚBLICA E DO FEDERALISMO
51. 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
223. 3 A CRIAÇÃO DA JUSTIÇA FEDERAL, A CONSOLIDAÇÃO DE JOSÉ HIGINO DUARTE PEREIRA E O RECURSO DE AGRAVO
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61. 2 O ANTIGO REGIME
233. 4 OS CÓDIGOS ESTADUAIS E A COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE DIREITO PROCESSUAL CIVIL
71. 3 O SURGIMENTO DO AGRAVO NO SISTEMA JURÍDICO-PROCESSUAL PORTUGUÊS
243. 4. 1 O Código Processual do Estado do Espírito Santo e o Agravo
81. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
253. 4. 2 O Recurso de Agravo no Código Processual do Estado da Bahia
9CAPÍTULO. 2
263. 4. 3 O Agravo no Código de Processo Civil do Distrito Federal – Capital Rio de Janeiro
102. 1 TRANSIÇÃO, CULTURA CONSTITUCIONAL E LIBERALISMO
273. 4. 4 Legislação Processual Paulista e o Recurso de Agravo
112. 2 O AGRAVO NAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS DE 1832
283. 4. 5 Código de Processo do Estado do Rio Grande do Sul e o Recurso de Agravo
122. 3 O CONSERVADORISMO E A REGRESSÃO NA IRRECORRIBILIDADE DAS INTERLOCUTÓRIAS
293. 5 A UNIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA LEGISLATIVA EM PROL DA UNIÃO FEDERAL EM RELAÇÃO AO DIREITO PROCESSUAL – CONSTITUIÇÕES DE 1934 e 1937
132. 4 O AGRAVO NO REGULAMENTO Nº 737 DE 1850
303. 6 O AGRAVO NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1939
142. 4. 1 Cabimento
313. 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
152. 4. 2 Prazo e processamento
32CONCLUSÃO
162. 4. 3 Análises acerca do diploma legal
33REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E FONTES
172. 5 A CONSOLIDAÇÃO DE RIBAS E O AGRAVO
34APÊNDICE – TABELA ESQUEMÁTICA DO RECURSO DE AGRAVO