
Menina dos Olhos Verdes
Educação e Saberes AmazônicosBy OZIEL RIBEIRO MARINHOLength6h 56m
About this audiobook
Menina dos Olhos Verdes: Educação e Saberes Amazônicos é uma obra que nasce da floresta para dialogar com o mundo. Por meio da metáfora poética de uma menina cujo olhar reflete a mata e cujas veias correm como rios, o livro mergulha na Amazônia para revelar seus sistemas educativos próprios, epistemologias das águas e das matas, e a resistência de povos nativos, ribeirinhos e quilombolas na defesa de seus saberes ancestrais.
A obra percorre desde a adaptação do calendário escolar ao ciclo das cheias até o diálogo entre conhecimento científico e saberes tradicionais, passando pelo papel dos mitos na formação crítica, pela identidade da criança amazônida em um mundo globalizado e por práticas pedagógicas que transformam quintais em laboratórios, artesanato em matemática viva e culinária em história. O livro enfrenta ainda os desafios da tecnologia na selva, da formação de professores que superem estereótipos e das políticas públicas para uma educação que emancipe, não que colonize.
Entre poemas autorais e reflexões fundamentadas em Boaventura de Sousa Santos, Ailton Krenak, Paulo Freire e Ivânia dos Santos Neves, a obra tece um canto de resistência e esperança: a certeza de que é possível uma escola que aprenda com a floresta, forme para a vida e mantenha vivo o verde no olhar de cada menina e menino amazônida.
Audiobook details
GenreEducation and Learning
Length6 hrs 56 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJun 10, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
101. INTRODUÇÃO
733.1.5. O quintal da avó: saber que vem de longe
2CAPÍTULO 1 EPISTEMOLOGIAS DAS ÁGUAS E DAS MATAS
743.1.6. A matemática que brota da terra
31.1. A escola no ritmo do rio: o calendário escolar adaptado às cheias e às vazantes
753.1.7. A poesia que nasce no canteiro
41.1.1. O tempo das águas, o tempo da escola
763.1.8. A ciência que se faz com as mãos
51.1.2. Os sujeitos da aprendizagem ribeirinha
773.1.9. O cuidado como aprendizado
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61.1.3. O saber que nasce do viver
783.1.10. A espera como sabedoria
71.1.4. Os desafios da logística e a resistência dos profissionais
793.1.11. A terra que ensina a ser gente
81.1.5. O Ensino Médio mediado por tecnologia
803.2. Educação ambiental ou educação para a sobrevivência? Repensando o conceito de sustentabilidade sob a ótica de quem vive na floresta
91.1.6. Resistência e legislação: o direito à educação com pé na várzea
813.2.1. A palavra que veio de longe
101.1.7. O rio que ensina
823.2.2. O que dizem os livros: a sustentabilidade dos de fora
111.2. Saberes tradicionais vs. currículo formal: o diálogo necessário entre o conhecimento científico e a sabedoria dos povos nativos, ribeirinhos e quilombolas
833.2.3. O que diz a floresta: a sustentabilidade dos de dentro
121.2.1. O conflito invisível na sala de aula
843.2.4. A educação ambiental que não serve
131.2.2. O que são saberes tradicionais?
853.2.5. Educação para a sobrevivência: o nome verdadeiro
141.2.3. A ciência oficial e seus silenciamentos
863.2.6. O que sustenta a vida na floresta
151.2.4. Quando a ciência aprende com a tradição
873.2.7. A criança que aprende a lutar
161.2.5. O currículo como território de disputa
883.2.8. A escola que aprende com a floresta
171.2.6. O saber como afirmação de identidade
893.2.9. O futuro que já começou
181.2.7. Um diálogo de saberes
903.3. Artesanato e estética regional: a matemática e a história contidas na tecelagem, na cerâmica e na culinária
191.2.8. Caminhos para o diálogo na sala de aula
913.3.1. A mão que sabe
201.2.9. Para aprender com o rio e com a escola
923.3.2. A matemática que não se aprende na escola
211.3. A importância dos contos e dos mitos na formação do pensamento crítico local
933.3.3. A cerâmica: barro que conta história
221.3.1. O fogo, a voz e a escuta e a forma de pensar
943.3.4. A tecelagem: fios que tecem memória
231.3.2. O que são os mitos amazônidas?
953.3.5. A culinária: sabores que guardam saberes
241.3.3. O mito como explicação do mundo
963.3.6. A estética que não se ensina, mas se aprende
251.3.4. O mito como educação ética
973.3.7. A história que o barro conta
261.3.5. O mito como formação do pensamento crítico
983.3.8. A escola que aprende com as mãos
271.3.6. A escola e os mitos: um encontro necessário
993.3.9. O que se perde quando a mão para
281.3.7. O mito como resistência
1003.3.10. O que se ganha quando a mão ensina
291.3.8. O pensamento que nada nas águas turvas
1013.3.11. A beleza que vem das mãos
301.3.9. Para não concluir: o fogo ainda queima
102CAPÍTULO 4 DESAFIOS E HORIZONTES PARA O FUTURO
31CAPÍTULO 2 IDENTIDADE E PERTENCIMENTO NA AMAZÔNIA
1034.1. Tecnologia e conectividade na selva: inclusão digital sem perda da essência cultural
322.1. A cor da mata no olhar: construção da identidade da criança amazônida em um mundo globalizado
1044.1.1. O sinal que chegou sem avisar
332.1.1. O espelho e a floresta: quem é essa criança?
1054.1.2. A tela que mostra o mundo
342.1.2. O que é ser Amazônida?
1064.1.3. A tela que rouba o olhar
352.1.3. Os nomes que nos dão: classificações e estigmas
1074.1.4. O desafio da inclusão sem exclusão
362.1.4. A escola e a construção da identidade
1084.1.5. A escola na era da conexão
372.1.5. A mídia e os padrões impostos
1094.1.6. A experiência que vem da tela e a que vem da vida
382.1.6. O corpo como território de identidade
1104.1.7. O perigo da perda
392.1.7. A língua como marca de pertencimento
1114.1.8. O que pode ser feito
402.1.8. Globalização e hibridismo cultural
1124.1.9. A menina que navega nos dois mundos
412.1.9. A cor da mata no olhar
1134.1.10. O futuro que se anuncia
422.1.10. O olhar que se abre
1144.2. Formação de professores na região: a necessidade de uma formação que entenda a Amazônia além dos estereótipos
432.2. Territorialidade e educação como o espaço geográfico moldando o processo de aprendizagem
1154.2.1. O professor que vem de fora
442.2.1. O chão que ensina
1164.2.2. O professor que é da terra
452.2.2. O que é território para além da geofísica?
1174.2.3. O que os cursos de formação não ensinam
462.2.3. A água que ensina: o rio como professor
1184.2.4. O que deveria ser ensinado
472.2.4. A mata que ensina: a floresta como sala de aula
1194.2.5. A pedagogia da alternância: uma experiência que dá certo
482.2.5. A comunidade que ensina: o território como coletivo
1204.2.6. A universidade que aprende com a comunidade
492.2.6. A distância que ensina: os desafios da mobilidade escolar
1214.2.7. O professor que aprende a aprender
502.2.7. A escola no território: adaptações e resistências
1224.2.8. O desafio da formação continuada
512.2.8. O território como currículo: aprendendo com o lugar
1234.2.9. O que os professores precisam dizer
522.2.9. Globalização e desterritorialização: ameaças ao pertencimento
1244.2.10. A Menina que sonha ser professora
532.2.10. O território como sujeito pedagógico
1254.3. Políticas públicas e soberania educacional: caminhos para uma educação que emancipe o povo amazônico
542.2.11. O território continua ensinando
1264.3.1. O que são políticas públicas, afinal?
552.3. Resistência cultural no chão da escola: a luta contra a invisibilidade dos saberes locais nos livros didáticos nacionais
1274.3.2. A educação como direito, não como favor
562.3.1. O livro que chega de barco
1284.3.3. Soberania educacional: uma ideia que precisa de nome
572.3.2. O PNLD e a ilusão da uniformidade
1294.3.4. O que já existe: conquistas e avanços
582.3.3. O que os livros didáticos mostram (e escondem) sobre a Amazônia
1304.3.5. O que falta: desafios e lutas
592.3.4. O estranhamento na sala de aula: quando o livro não faz sentido
1314.3.6. A escuta como princípio fundamental
602.3.5. O que educadores e comunidades têm feito
1324.3.7. O papel do Estado e o protagonismo comunitário
612.3.6. Boas práticas e experiências inspiradoras
1334.3.8. O financiamento como expressão de prioridade
622.3.7. O papel das políticas públicas: avanços e desafios
1344.3.9. O currículo como território de soberania
632.3.8. Outras fontes de conhecimento na escola
1354.3.10. O futuro que se constrói agora
642.3.9. Sonhando com materiais contextualizados
1365. CONSIDERAÇÕES FINAIS O VERDE QUE FLORESCE NO SABER
652.3.10. Resistência é existência
1375.1. A última lição: aprender com a floresta
662.3.11. O livro que ainda será escrito
1385.2. O que significa aprender com a Amazônia
67CAPÍTULO 3 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS CONTEXTUALIZADAS
1395.3. A urgência do agora
683.1. A horta e o quintal como laboratórios: ciência viva a partir da biodiversidade local
1405.4. O que fica, o que segue
693.1.1. O primeiro laboratório
1415.5. O verde que floresce no saber
703.1.2. O quintal: primeira escola, primeira ciência
1425.6. O que fica para nós
713.1.3. A horta na escola: um quintal coletivo
1435.7. O verde segue
723.1.4. O que a horta ensina que o livro não ensina