
Adoção intuitu personae diante dos princípios fundamentais da proteção integral e da necessidade de observância dos superiores interesses dos infantes
By Hudson Colodetti BeirizLength6h 58m
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Muito embora a regulamentação da adoção pela via cadastral busque efetivar os princípios fundamentais implícitos da proteção integral e da necessidade de que se assegurem os superiores interesses dos infantes, esse modelo não tem se mostrado suficiente para mudar a realidade das instituições de acolhimento. Mormente se considerado que o número de crianças e adolescentes que se encontram em tais ambientes em condições de serem adotados é muito menor do que a quantidade de pessoas e casais que se encontram inscritos nos cadastros de adotantes. Mas, ainda assim, muitos desses infantes não encontram uma família substituta que aceite adotá-los. Nesse contexto, apresenta-se uma abordagem das normas vigentes no direito brasileiro afetas à adoção. Em seguida, são abordados critérios para efetivação dos direitos fundamentais referentes aos princípios da proteção integral e da necessidade de observância dos superiores interesses dos infantes. Posteriormente, os genitores biológicos que decidem entregar a prole em adoção são colocados na condição de sujeitos de direitos. Ao final, conclui-se que, dependendo do âmbito normativo, a adoção intuitu personae de recém-nascidos pode não afrontar os princípios da proteção integral e da necessidade de observância dos superiores interesses dos infantes, de modo que, quando resguardos esses direitos fundamentais, a adoção deve ser aceita como legítima.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length6 hrs 58 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 9, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
132.3.1 Intérprete e caso concreto na adoção intuitu personae
2INTRODUÇÃO
142.3.2 A relevância do contexto na interpretação diante de casos envolvendo adoção
31 A ADOÇÃO NO DIREITO BRASILEIRO
152.3.3 Texto normativo como ponto de partida nos casos de adoção intuitu personae
41.1 ADOÇÃO E PRINCÍPIOS DA PROTEÇÃO INTEGRAL E DA OBSERVÂNCIA DOS SUPERIORES INTERESSES DOS INFANTES: 1.1.1 Relação entre a efetivação do direito à saúde da gestante e a adoção
162.4 ABERTURA DO TEXTO CONSTITUCIONAL E CASOS DE ADOÇÃO
51.2 DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E ADOÇÃO: 1.2.1 A adoção intuitu personae como forma de colocação do infante em família substituta
172.5 PROCESSO DE CONCRETIZAÇÃO NORMATIVA PELA METÓDICA ESTRUTURANTE DE FRIEDRICH MÜLLER E ADOÇÃO INTUITU PERSONAE: 2.5.1 Da possibilidade de mutação constitucional e os casos de adoção intuitu personae
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61.3 ADOÇÃO: NATUREZA, CARACTERÍSTICAS, REQUISITOS E EFEITOS
182.6 RELAÇÃO ENTRE OS ELEMENTOS NORMATIVOS DA METÓDICA ESTRUTURANTE NOS CASOS DE ADOÇÃO INTUITU PERSONAE
71.4 DOS CADASTROS DE ADOTANTES
193 DA POSSIBILIDADE DA ADOÇÃO INTUITU PERSONAE
81.5 DO PROCEDIMENTO
203.1 PAIS BIOLÓGICOS E ADOTANDOS COMO SUJEITOS DE DIREITOS
92 ADOÇÃO E EFETIVAÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
213.2 A ADOÇÃO INTUITU PERSONAE NAS CAMADAS MAIS POBRES: 3.2.1 Necessidade da prática da alteridade
102.1 TITULARIDADE DO DIREITO FUNDAMENTAL À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E INTERDEPENDÊNCIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
223.3 APTIDÃO DA ADOÇÃO INTUITU PERSONAE DE RECÉM-NASCIDO PARA SER MEDIDA ADEQUADA DIANTE DO CASO CONCRETO: 3.3.1 Aspectos ligados à adoção aberta
112.2 NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS QUANDO DA ANÁLISE DO CASO DE ADOÇÃO INTUITU PERSONAE
233.4 A MULTIPARENTALIDADE COMO POSSIBILIDADE
122.3 A IMPORTÂNCIA DO CASO CONCRETO
244 CONCLUSÃO