
A interpretação "não literal" das isenções
By Raquel Bernardes de FreitasLength6h 55m
About this audiobook
O método interpretativo literal é suficiente e satisfatório para bem interpretar as normas isencionais no sentido de promover seus objetivos ou dar-lhes eficácia plena? O intuito dessa obra é demonstrar a insuficiência do uso exclusivo do método literal de interpretação das isenções, sugerindo critérios interpretativos e argumentativos adequados que permitam, sem margem à arbitrariedade, mais intensamente promover os fins a que essas normas se destinam. Com base na disposição do artigo 111 do CTN, os dispositivos legais que se referem às isenções devem ser interpretados literalmente e, na maior parte das vezes, a interpretação literal é adotada como forma de restringir a incidência das normas isencionais, sem levar em conta as finalidades que lhes são subjacentes. Assim, por meio de um método analítico voltado para a prática, ao analisar a estrutura e as principais características das normas isencionais, conclui-se que, tratando-se de normas com funções precipuamente extrafiscais, que se relacionam com a eficácia dos direitos fundamentais, o processo hermenêutico não pode ficar restrito à interpretação literal. Desse modo, cabe afastar a interpretação puramente literal e possibilitar ao intérprete o emprego de outros métodos interpretativos para a adequada aplicação das regras isencionais. O processo hermenêutico, no entanto, deve ser referendado por um processo lógico argumentativo que justifique a adoção de tais métodos.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length6 hrs 55 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 14, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1NOTA INICIAL
142.2 As regras de exceção e a interpretação segundo o Código Tributário Nacional
2INTRODUÇÃO
152.3 A jurisprudência dos Tribunais Superiores e A interpretação literal das isenções
30I AS ISENÇÕES NO SISTEMA TRIBUTÁRIO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO
162.4 O significado de interpretação literal
41.1 Definição de isenção: conceito e natureza jurídica
172.4.1 O que a interpretação literal não é
51.2 A relação entre o poder de tributar e o poder de isentar: uma questão de competência e de limites
182.4.1.1 Interpretação restritiva
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61.3 A estrutura das isenções: 1.3.1 O tipo normativo das isenções
192.4.1.2 Proibição de analogia
71.4 A finalidade das isenções: extrafiscalidade: 1.4.1 As isenções como meio de eficácia dos direitos fundamentais e instrumento de desenvolvimento socioeconômico
202.5 O artigo 111 do Código Tributário Nacional e a insuficiência do método literal: 2.5.1 Demonstração prática da insuficiência do método literal
81.5 A legitimação das isenções e a proteção da igualdade
212.6 Como interpretar as isenções? Uma proposta “não literal”.
9II A INTERPRETAÇÃO “NÃO LITERAL” DAS ISENÇÕES
222.6.1 Em razão da finalidade: técnica de interpretação teleológica
102.1 Breviário sobre interpretação: pressupostos para a correta interpretação das isenções
232.6.2 Argumentos que sustentam a escolha do método interpretativo
112.1.1 Conceito e objeto da interpretação jurídica
242.6.3 limites impostos pelo discurso racional
122.1.2 Tipos de interpretação e teorias correspondentes
25CONCLUSÕES
132.1.3 A lógica argumentativa do Direito como pressuposto da interpretação