
O fim dos sindicatos
o modelo de organização sindical brasileiro: a não ratificação da Convenção 87 da OIT e a reforma trabalhista de 2017By Antonio Cyro VenturelliLength8h 50m
About this audiobook
O autor faz uma incursão pela estruturação e reestruturação produtiva, desde as corporações de ofício, o advento da Primeira Revolução Industrial, seguida da produção em série, do toyotismo, até a chegada da era digital.
A partir das diretrizes traçadas pela OIT, investiga como se deram as tratativas acerca do sistema de organização sindical no Brasil, sob a forma de ondas: a década de 1930. A Assembleia Nacional Constituinte de 1987. O paradoxo com a chegada de LULA à Presidência da República, sancionando a lei que reconheceu as centrais sindicais como parte integrante da estrutura sindical brasileira, resultando na proliferação das entidades tanto na base como na cúpula.
O autor expõe, ainda, a correlação entre as "Jornadas de junho", que culmina com a queda de DILMA ROUSSEFF e a ascensão de MICHEL TEMER ao poder, e o desmonte dos direitos trabalhistas, com a reforma de 2017, repercutindo no direito coletivo do trabalho.
Um olhar atento à inversão da ordem natural das alterações legislativas indica que, calculadamente, nada se disse sobre a reforma sindical, nos moldes da Convenção 87, da OIT, transformando a contribuição sindical obrigatória em optativa, o que o autor denominou de quarta onda desses movimentos, desarticulando a estrutura sindical brasileira, cujos efeitos tornaram-se evidentes e se acentuaram durante a pandemia (COVID-19), com a edição de MPs, pelo governo BOLSONARO, ao minimizar a participação dos sindicatos no enfrentamento da crise sanitária.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length8 hrs 50 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 31, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2INTRODUÇÃO
31. ALGUNS ANTECEDENTES DO MUNDO DO TRABALHO
41.1. PRIMEIROS ANTECEDENTES
51.2. A PRODUÇÃO EM SÉRIE
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61.3. A ERA DIGITAL
71.3.1. A TRANSFORMAÇÃO DE SINDICALISTAS EM GESTORES
81.3.2. O CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE OU ZERO HOUR CONTRACT
91.3.3. A TERCEIRIZAÇÃO SEM LIMITES
102. SISTEMAS DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL
112.1. AS DIRETRIZES DA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT
122.2. A ORGANIZAÇÃO SINDICAL NO DIREITO COMPARADO
132.2.1. O MODELO FRANCÊS
142.2.2. O MODELO NORTE-AMERICANO
152.2.3. O MODELO ARGENTINO
162.3. A ORGANIZAÇÃO SINDICAL NO BRASIL
172.3.1. O ESTADO E OS SINDICATOS NAS DÉCADAS DE 1930 E 1940
182.3.2. O SINDICALISMO SOB TUTELA NO PERÍODO DE 1964 A 1985
192.3.3. O IMPASSE ENTRE UNICIDADE E PLURALIDADE NA ASSEMBLEIA NACIONAL CONSTITUINTE DE 1987
202.3.3.1. DA INTERPRETAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUANTO À UNICIDADE SINDICAL
212.3.4. A OFICIALIZAÇÃO DAS CENTRAIS SINDICAIS: O COMEÇO DO FIM
222.3.5. AS “JORNADAS DE JUNHO” E A PONTE PARA O PASSADO
233. A REFORMA TRABALHISTA DE 2017: TEMPOS DIFÍCEIS
243.1. A EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS E A URGÊNCIA NA TRAMITAÇÃO DO PL N.º 6.787/2016 NA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO PLC N.º 38/2017 NO SENADO FEDERAL
253.2. JUSTIÇA DO TRABALHO: ATIVISMO JUDICIAL?
263.3. A REPRESENTAÇÃO DOS EMPREGADOS NAS EMPRESAS E A DESVINCULAÇÃO SINDICAL
273.4. A SUPREMACIA DO NEGOCIADO SOBRE O LEGISLADO
283.5. A DESARTICULAÇÃO DA ESTRUTURA SINDICAL BRASILEIRA: O FIM DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL COMPULSÓRIA E A VERDADE IMPRONUNCIADA
29CONCLUSÃO
30APÊNDICE: A PANDEMIA (COVID-19) E A [DES]NECESSIDADE DA PARTICIPAÇÃO DE SINDICATOS NAS MEDIDAS DE ENFRENTAMENTO DA CRISE
31ANEXO I
32ANEXO II
33ANEXO III