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Os Idílios do Rei, de Alfred, Lord Tennyson, são uma sequência vitoriana de poemas narrativos em inglês que reinterpreta a lenda arturiana como uma meditação prolongada sobre a realeza, a ordem moral e o destino nacional. Publicados pela primeira vez em 1859 (e substancialmente ampliados em partes até 1885), pertencem ao milieu cultural da Grã-Bretanha de meados ao final do século XIX, quando o revivalismo medieval, os debates sobre fé e dúvida e as inquietações quanto à coesão social moldavam a produção literária. Como Poeta Laureado, Tennyson escreveu sob a pressão e o privilégio da visibilidade pública, e a história de publicação do ciclo — aparecendo em partes ao longo de décadas — espelha tanto os hábitos de leitura seriada da época quanto a tentativa evolutiva do autor de fazer o material arturiano dialogar com preocupações éticas e políticas contemporâneas. A obra enquadra Camelot como um projeto político aspiracional cujos ideais frágeis são ameaçados pela violência, pelos desejos, pelos boatos e pela traição; o esforço de Artur para "criar um reino" torna-se um emblema da luta para converter a força bruta em comunidade legítima e o desejo privado em virtude pública. Por meio de verso branco de grande musicalidade e de caracterizações emblemáticas, Tennyson transforma lendas familiares — a ascensão de Artur, a Távola Redonda, Guinevere, Lancelot e a dissolução do reino — em uma tragédia do idealismo posta à prova pela falibilidade humana, na qual a pureza de visão é continuamente comprometida pela ambiguidade e pelas lealdades divididas. Extremamente influentes na formação das percepções modernas em língua inglesa sobre a tradição arturiana, os Idílios ajudaram a definir um mito vitoriano de império moral e inspiraram poetas, pintores e adaptadores posteriores, ao mesmo tempo em que suscitaram debates críticos sobre sua política de gênero, seu tratamento da sexualidade e do pecado, e seu equilíbrio tenso entre alegoria cristã e romance histórico.