
Entre a Aldeia e Alagoas
Diálogos acerca das obras de Graciliano Ramos e de Liev TolstóiBy CAROLINA MIRANDALength13h 11m
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Às vésperas de sua morte, em conversa com seu filho Ricardo, Graciliano Ramos responde "[...] a uma pergunta sobre qual dos dois preferia, Tolstói ou Dostoiévski (o repórter sem dúvida imaginava que fosse o segundo), respondeu: 'Tolstói. Mas Tolstói eu não considero apenas o maior dos russos: é o maior da humanidade'" (RAMOS, 1992, p. 115). Além da relação de admiração estabelecida entre o escritor russo e seu ilustre admirador, os artifícios ficcionais com os quais Liev Tolstói e Graciliano Ramos elaboram as agruras sofridas pelo retirante, mujique ou trabalhador, explicitam uma semelhança entre as obras de ambos os escritores. Com base em tais similaridades, este ensaio buscou investigar o diálogo acerca das semelhanças e das diferenças entre as obras desses dois autores fundamentadas nas visões de arte, de literatura, de poder, de opressão, das constantes temáticas e dos artifícios literários comuns a suas obras ficcionais e críticas. Este livro visou discutir, ainda, as relações de semelhança e diferença entre o pensamento e as concepções acerca da arte e da literatura de Liev Tolstói e Graciliano Ramos, levando em consideração as relações entre verdade, honestidade, ficção literária, mímesis e representação. Ademais, este trabalho se propôs a estudar o tratamento ficcional de aspectos regionais e humanos que tendem a universalizar as obras de ambos os escritores.
Audiobook details
GenreLiterary Classics
Length13 hrs 11 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateApr 30, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1INTRODUÇÃO
10CAPÍTULO III RETIRANTES, MUJIQUES, BURGUESES E ARISTOCRATAS: O PODER, O CONTROLE, A DOMINAÇÃO E A OPRESSÃO
2CAPÍTULO I O MUNDO VISTO PELOS OLHOS DO ESCRITOR: DISCUSSÕES TEÓRICAS SOBRE O ESTADO DA ARTE E DA LITERATURA
11III.1 Os movimentos literários do Realismo e do Modernismo: a possível relação dos mestres com os movimentos, a expressão da opressão e da divisão de classes.
3I.1 Semelhanças e diferenças entre o conceito de literatura no ponto de vista dos dois escritores: visões da arte e da representação.
12III.2 Uma leitura do poder, da dominação e da violência a partir de Giorgio Agamben e Walter Benjamin.
4I.2 Mímesis, representação ou ficcionalização da realidade?
13CAPÍTULO IV ALDEIA, ALAGOAS E O MUNDO: ARTIFÍCIOS LITERÁRIOS DE TRADUÇÃO DA HUMANIDADE, DA SINCERIDADE, DO PODER E DA OPRESSÃO
5CAPÍTULO II FICÇÃO E AUTOBIOGRAFIA: A VIDA COMO MATÉRIA PARA A FICÇÃO
14IV.1 A ética, a moral e a humanidade: Guerra e paz, Anna Karenina, Angústia e São Bernardo.
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6II.1 A infância pelos olhos dos autores
15IV.2 O universal e o particular: a elaboração de aspectos regionais que auxiliam na construção da universalidade nas obras: Os cossacos e Vidas Secas.
7II.2 As figuras materna e paterna: desamparo e violência
16IV.3 A particularização do olhar e a humanização de personagens animalescos: Kholstomier e Baleia.
8II.3 As primeiras letras: um aprendizado doloroso e o amor pela literatura.
17CONSIDERAÇÕES FINAIS
9II.4 O primeiro amor: experiências desastrosas.