
Direito, Literatura & Sertão
By Raique Lucas De Jesus CorreiaLength8h 32m
About this audiobook
Livro-enigmático sobre Direito e Literatura, no qual aparece a misteriosa Rainha do Meio-Dia. A guerra contra a Besta-Loura-Calibã! Notícia d'A Pedra do Reino e de seu Imperador, Dom Pedro Dinis Quaderna! Primeiras indicações sobre o Direito Castanho e o Sertanismo Jurídico! Como a nossa Nação foi invadida por cruéis e desconhecidos estrangeiros, que massacraram o nosso Povo e dominaram a nossa Pátria! Viagens e expedições à procura da Ilha Desconhecida! Visagens e andanças pelo Sertão! Plágios e recriações poéticas! Profecias, delírios, ilusões e mentiras! Enigma, poesia, desejo, paixão, ironia, desordem e crime! -------------------------------------------------------- "Refletir, contextualizar e de alguma forma apontar alternativas ao projeto racional/colonial no direito é tarefa que cabe à pesquisa interdisciplinar a partir da articulação de múltiplos saberes. O trabalho de Raique Lucas de Jesus Correia contribui decisivamente para o enfrentamento desta tarefa. Sua contribuição, parte da monumental obra de Ariano Suassuna culminando com o esboço de uma proposta de epistemologia castanha para o direito. O trabalho chama a atenção para os processos de subalternização e invisibilização do olhar sertanejo e do seu potencial de contribuição para pensar o direito em chave decolonial. Trata-se aqui de evidenciar os diferentes níveis de colonialidade que ocultam não apenas o sentido de latinidade ou mesmo de brasilidade, mas, sobretudo, a dimensão sertaneja, quase sempre insuficientemente explorada nos debates decolonias. O esforço de Raique aponta assim para novas fronteiras da pesquisa em direito e sociedade no Brasil." - João Paulo Allain Teixeira "Meu avô, Ariano Suassuna, eternizou o termo e conceito 'Ilumiara'. Inicialmente, como espaços — símbolos de celebração da nossa cultura —, 'Marcos Sagratórios do Brasil Real (em oposição ao Brasil Oficial)'. Anos depois, passou a entender e estender toda a sua criação artística como uma 'Ilumiara'. Cada obra mantendo sua singularidade e importância, mas, ao mesmo tempo, todas elas compondo um corpo único, interligadas, um grande mosaico armorial. Raique Lucas de Jesus Correia, com o seu livro consegue, com muita lucidez e coerência, levar adiante a Chama Imortal de Ariano. Por meio de uma intersecção entre o Direito, a Literatura e o Sertão — que também pode ser o Brasil e o Mundo —, demonstra que o sonho de Ariano, nosso sonho, é a mais perfeita expressão do Brasil verdadeiro e profundo, a preparação para um futuro que há de chegar: 'Sonho com o dia em que o Sol de Deus vai espalhar justiça pelo mundo todo'." - João Suassuna "Raique desenvolve a tessitura do seu livro, numa revelação em diálogo com o personagem Pedro Dinis Quaderna, o qual se intitula na introdução como, Raique Lucas de Jesus Correia-Quaderna. Isso nos faz pensar que incorpora a missão de Quaderna. O leitor ao ler o seu livro, perceberá por meio da narratividade, o anseio por uma força transformadora de uma identidade nacional. Assim é que sua escrita lança focos de luzes à teoria do direito e da arte entrelaçada à literatura de Ariano Suassuna. Raique deixa fluir essa manifestação artística, em que traz para o seu texto e contexto a importância das narrativas literárias em interconexão com o Direito. Essa busca o direciona para uma perspectiva humanística e ética no campo jurídico. O modo hermenêutico admirável como Raique evidencia essa dimensão humanística, crítica e ética em sua escrita, a partir da obra de Suassuna, nos convida à reflexão nesse processo de tessitura-narrativa entre Direito e Arte, nos trazendo à memória, a relevância fundamental do pensamento de Ariano e apontando para a importante missão da decolonialidade como paradigma de libertação dos povos da Rainha do Meio-Dia." - Suelma de Souza Moraes
Audiobook details
GenreLiterary Classics, Politics and Government
Length8 hrs 32 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 11, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Direitos autorais © 2022 Editora Porta
2Correia, Raique Lucas de Jesus
3Contra a Pátria dos tiranos.
4Em memória de
5Marta Gama
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6O Pensamento Decolonial no Reino Literário de Suassuna e Quaderna 230
7Literatura & Sertão: Perspectivas Decoloniais a partir do Romance
8Durante todo o percurso de graduação manteve o seu
9Nesse itinerário de inquietações e total ausência de
10No movimento que se segue “Chamada – Encantações
11Jurídico, do Direito Achado na Rua e do Surrealismo Jurídico.
12A esse respeito afirma Raique: “enquanto o pensamento
13Em seguida reivindica “[...] um contexto de produção
14Segundo o Autor:
15Ezilda Melo2
16Ariano Suassuna é um mundo fecundo para os estudos
17Ariano Suassuna foi um pensador com grandiosa visão de
18Que seja semente e tenha um frutífero caminho de
19Ariano identificou e reconheceu essas peculiaridades, e tantas
20Raique Lucas de Jesus Correia-Quaderna
21Dinis Quaderna, pois ele, assim como eu, encontrava-se preso e
22um romance — é, em si, multidimensional e multissensorial.
23Nesse sentido, a inserção da experiência literária (e
24Studies in the Nature of the Legal Thought and Expression de
25Foi também durante este período que os estudos literários
26“Direito e Literatura” é o norte-americano Richard Posner. Posner
27seus deslocamentos, grosso modo, parecem guardar algo em
28and Literature”, Luis Alberto Warat já havia dado início nas
29O clímax de todas essas reflexões pode ser encontrado na
30Na trama efetuada por Warat, os três personagens
31repressivo encarnado em seus dispositivos de submissão serve
32ao mesmo tempo, veneno e remédio para as suas formulações. Ao
33lugar vazio que pode ser ocupado sucessivamente por infinitos
34tradutório, algo que os críticos, mas não só eles, também alguns
35oferece um bom ponto de partida para refletirmos acerca dessa
36Neste caso, porém, o homem que queria o barco, em lugar
37Quando as portas se abriram, todos ficaram surpresos ao
38“Disparate, já não há ilhas desconhecidas”, afirmou o rei. O homem
39desconhecidas. A mulher então sugeriu: “Podíamos ficar a viver
40[...] É necessário sair da ilha para ver a ilha” (p. 40-41).
41No dia seguinte, o homem “acordou abraçado à mulher da
42A pequena aldeia de Macondo, local em que se desenvolve o enredo
43“sertão” já aparecia, por exemplo, desde o século XV nas crônicas
44ser, pelo menos para os bandeirantes, os territórios de Minas, Mato
45‘sertão’ pôde ter significados tão amplos, diversos e aparentemente
46Canudos) que levaria um outro autor, Ariano Suassuna, a tentar
47“Suassuna compreende o combate pela ‘verdadeira cultura nacional’
48repercussão muito mais ampla: “[...] um anúncio profético não só
49mitológica da Ilha a da Onça Castanha como eixo para uma visão
50irresistivelmente, acabou