
A libertação animal em Peter Singer à luz das críticas da Teoria de Direitos de Tom Regan
By Camila Dutra PereiraLength11h 39m
About this audiobook
A obra, fruto da minha pesquisa de mestrado em Filosofia na UEL, apresenta argumentos para defender que a teoria de Peter Singer poderia vislumbrar razões utilitaristas para atribuir direitos morais aos animais não humanos, tendo em vista as melhores consequências para todos os afetados a longo prazo. Para tanto, centra-se nas objeções que Tom Regan, de tendência deontológica, faz ao utilitarismo de Singer, que fundamenta a igual consideração das preferências dos animais sem necessariamente adentrar na questão dos direitos morais. A partir da reconstrução e análise da teoria utilitarista preferencial e da visão de direitos, pondero que as críticas de Regan, focadas na tensão entre utilidade e igualdade, não vislumbraram aspectos que Singer reputa indispensáveis ao cálculo de utilidade e que diferenciam a teoria utilitarista preferencial da versão clássica. Por outro lado, a busca das melhores consequências para todos os afetados possibilita que a teoria de Singer reconheça a necessidade dos direitos morais aos animais não humanos, em especial para os grandes primatas. Assim, Singer poderia, por motivos utilitaristas e diferentes de Regan, aceitar a ideia de direitos morais básicos para obter, a longo prazo, melhores consequências para todos os envolvidos. Apesar da divergência teórica, ambos fundamentam a necessidade de considerar moralmente os animais e, por conseguinte, respeitar seus interesses.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length11 hrs 39 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 15, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2INTRODUÇÃO
31 O UTILITARISMO PREFERENCIAL COMO POSIÇÃO ÉTICA MÍNIMA
41.1 JUSTIFICAÇÃO E UNIVERSALIDADE
51.2 ÉTICA E UTILITARISMO PREFERENCIAL
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61.3 EXPANSÃO DO CÍRCULO DA ÉTICA
71.4 PRINCÍPIO DA IGUAL CONSIDERAÇÃO DE PREFERÊNCIAS E A EXTENSÃO DO CONCEITO DE IGUALDADE AOS ANIMAIS NÃO HUMANOS
81.5 Uma reflexão necessária sobre animalidade e deficiência
91.6 ANIMAIS COMO ALIMENTO E OUTRAS FORMAS DE ESPECISMO
101.6.1 Experiências com animais
111.6.2 Argumento da ladeira escorregadia como defesa do especismo
121.7 QUESTÕES SOBRE TIRAR A VIDA
131.7.1 O conceito de pessoa no utilitarismo preferencial de Singer
141.7.2 A doutrina da santidade da vida humana, o utilitarismo clássico e o erro de matar membros da espécie Homo sapiens
151.7.3 A distinção entre raciocínio moral crítico e intuitivo como pressuposto para avaliação do erro de matar pessoas e não pessoas
161.7.4 Respeito pela autonomia
171.8 Comparação do valor de vidas diferentes
181.9 O USO DA IMAGINAÇÃO E O PAPEL DA LITERATURA NO ENTENDIMENTO ÉTICO DOS ANIMAIS
191.10 EVIDÊNCIAS DA CONDIÇÃO DE PESSOA EM CERTOS ANIMAIS NÃO HUMANOS
201.11 MATAR PESSOAS NÃO HUMANAS
211.12 MATAR UM SER MERAMENTE SENCIENTE. ARGUMENTO DA SUBSTITUIÇÃO
221.13 PERSPECTIVA TOTAL E PERSPECTIVA DA EXISTÊNCIA PRÉVIA
231.14 HART E O ARGUMENTO DA SUBSTITUIÇÃO DOS SERES AUTOCONSCIENTES
242 CRÍTICAS DE TOM REGAN AO UTILITARISMO PREFERENCIAL: UMA ABORDAGEM DEONTOLÓGICA DA ÉTICA ANIMAL
252.1 A IMPORTÂNCIA DO RECONHECIMENTO DOS DIREITOS MORAIS NA TEORIA DE REGAN
262.2 O CONCEITO DE SUJEITO-DE-UMA-VIDA NA VISÃO DE DIREITOS
272.3 VALOR INERENTE E DEVER DE RESPEITO COMO PRINCÍPIO VÁLIDO DE DEVER DIRETO
282.4 OBJEÇÕES AO UTILITARISMO HEDONISTA
292.5 OBJEÇÕES AO UTILITARISMO PREFERENCIAL
302.6 A PREFERÊNCIA ESPECÍFICA POR CONTINUAR VIVENDO
312.7 INDIVÍDUOS COMO RECEPTÁCULOS SUBSTITUÍVEIS
322.8 CRÍTICAS AO CONCEITO DE IGUALDADE: 2.8.1 Igualdade como princípio formal condicional
332.9 UTILITARISMO PREFERENCIAL E ESPECISMO
342.10 CRÍTICAS DE REGAN AOS FUNDAMENTOS DE SINGER PARA O VEGETARIANISMO: 2.10.1 A defesa do vegetarianismo no utilitarismo preferencial: uma análise da resposta de Singer
352.11 A CULTURA COMO JUSTIFICATIVA DO ESPECISMO
362.12 RESPOSTAS ÀS OBJEÇÕES DE REGAN À TEORIA ÉTICA DE SINGER
372.13 INTERESSES BÁSICOS E NÃO BÁSICOS: A IMPORTÂNCIA DA DIFERENCIAÇÃO PARA INTERPRETAR CORRETAMENTE O CÁLCULO UTILITARISTA PREFERENCIAL
382.14 A INTERPRETAÇÃO DE MILL SOBRE A RELAÇÃO ENTRE JUSTIÇA E UTILIDADE NO UTILITARISMO
392.15 A IRRESPONSABILIDADE EPISTEMOLÓGICA DO CONCEITO DE SUJEITO-DE-UMA-VIDA
402.16 DILEMA DO BOTE SALVA-VIDAS: 2.16.1 Considerações de Singer sobre a resposta de Regan ao dilema
413 REVOLUÇÕES POR DIREITOS E A QUESTÃO ANIMAL
42CONCLUSÃO